quarta-feira, novembro 01, 2017

POR BRASIL. 01/11/2017  07:10
POR MARCELO TOLEDO, EM FOZ DO IGUAÇU (PR)
Considerado patrimônio mundial natural, o Parque Nacional do Iguaçu, que abriga as Cataratas do Iguaçu, deve bater recorde histórico de visitação neste ano. E, a partir desta quarta-feira (1), os ingressos ficarão mais baratos.
De 1º de janeiro até a última segunda-feira (30), o parque já recebeu 1,44 milhão de visitantes, média diária de 4.774 turistas.

O recorde pertence a 2015, com 1,64 milhão de visitantes. A expectativa é que, mantido o ritmo atual, mais de 1,7 milhão de pessoas visitem o parque até o fim do ano, principalmente por causa das cataratas.
                              Cataratas atraíram 1,44 milhão de visitantes em 2017 – Crédito: Parque Nacional do Iguaçu
Com altura de até 80 m, elas são formadas pelas quedas do rio Iguaçu, 18 quilômetros antes de ele juntar-se ao rio Paraná. De outubro a março, as cataratas apresentam o maior volume de água e o total de saltos pode ultrapassar uma centena.
Diretor institucional do Grupo Cataratas, empresa responsável pelos serviços de visitação turística do parque, Fernando Sousa disse que entre os motivos para o recorde de visitação estão a promoção do espaço no país e fora dele e parcerias para a atração de novos voos para Foz do Iguaçu.
O parque apresentava aumento crescente no fluxo até o revés de 2016, devido à crise na economia nacional. No ano passado, o total de visitantes foi de 1,56 milhão.
O indício de que 2017 seria um ano positivo ocorreu já em julho, quando o parque atingiu 1 milhão de visitas 19 dias antes do recorde de 2015.
            Vista aérea do parque, que abriga espécies ameaçadas de extinção – Crédito: Parque Nacional do Iguaçu

ATRAÇÃO
No lado brasileiro, as cataratas têm cerca de 800 m de largura e, no lado argentino, 1.900 m. Há 19 principais saltos, cinco dos quais no lado brasileiro.
A melhor vista para observar as cataratas é a partir do Brasil, já que a maior parte dos saltos que estão na Argentina estão voltados para o Brasil.
O parque, criado em 1939 e declarado patrimônio mundial natural pela Unesco em 1986, abriga espécies de animais ameaçados de extinção, como onça-pintada, jacaré-de-papo-amarelo, gavião-real, puma e papagaio-de-peito-roxo.
MAIS BARATOS

A partir desta quarta-feira (1), os ingressos para visitar o parque ficarão 1,72% mais baratos.
Com isso, visitantes brasileiros pagarão R$ 37,30. Para estrangeiros dos países membros do Mercosul, o valor será de R$ 50,30 e, para turistas dos demais países, R$ 63,30.
A correção dos valores foi autorizada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodervisidade) e também é válida para todos os outros parques nacionais.
A atualização do preço ocorre exatamente um ano após a última alteração e a queda ocorreu devido à variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) entre agosto de 2016 e o mesmo mês deste ano, que foi negativa em 1,72%.
Também a partir desta quarta, começará a venda conjunta de ingressos para três atrativos turísticos na região: o parque, Itaipu  e o marco das três fronteiras (Brasil, Argentina e Paraguai).

sábado, outubro 14, 2017

Cientistas descobrem buraco maior que a Paraíba no gelo da Antártida                                                    DA BBC BRASIL 14/10/2017  09h16
                                         A área onde fica a abertura, em uma imagem de de satélite da Nasa.                                 O chamado Mar de Weddell, na região da Antártida, é considerado o mais limpo do mundo por pesquisadores. Parte da área é ocupada por uma plataforma de gelo, batizada de Filchner-Ronne (ou apenas Ronne), em homenagem a dois exploradores.
A área congelada, de 442 mil quilômetros quadrados, permanece desta forma durante todo o ano. Ou permanecia: cientistas identificaram um buraco maior que o Estado da Paraíba na plataforma.
Esse tipo de abertura no gelo antártico é conhecido como polynya. O buraco na plataforma Filchner-Ronne foi descoberto em meados de setembro por pesquisadores que monitoravam imagens de satélite do local.
Havia a suspeita de que uma abertura deste tipo poderia se formar este ano, pois outra menor surgiu na região no ano passado.
O tamanho da abertura –que chegou a ter 60 mil quilômetros quadrados de área, no auge– faz dela a maior polynya observada na região desde os anos 1970. É curioso ainda que o buraco tenha surgido em pleno inverno –que lá dura seis meses por ano.
Ela foi descoberta por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, e do projeto de Observação e Modelos sobre o Clima e o Carbono nos Oceanos do Sul (Soccom, na sigla em inglês).
Os pesquisadores foram surpreendidos quando um robô flutuante emergiu na área e fez contato por rádio com um satélite, alertando assim sobre a existência da abertura.                                                                         Camada de gelo no Mar de Weddell, considerado o mais limpo do mundo
                                             AQUECIMENTO GLOBAL
Os dados coletados na polynya farão parte de um estudo em preparação sobre esse tipo de buraco que eventualmente surge no gelo da Antártida. Os cientistas não sabem ainda, por exemplo, se a abertura está relacionada com o aquecimento global, e de que forma.
A profundidade do mar naquela região varia de 500 a 5.000 metros. E quanto mais profunda, mais morna e salgada é a água.
Esse buraco surge quando correntes oceânicas levam a água relativamente mais morna para cima, derretendo a camada de gelo. Assim que a água esfria, em contato com o ar, ela desce novamente –esse movimento mantém a polynya aberta durante algum tempo.
Pesquisadores do projeto Soccom dizem que o desafio agora é descobrir qual é o gatilho para a formação das aberturas –e porque uma deste tamanho demorou mais de 40 anos para ser observada novamente.   http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/10/1926927-cientistas-descobrem-buraco-maior-que-a-paraiba-no-gelo-da-antartida.shtml                         

segunda-feira, outubro 02, 2017

Após 20 anos, presença do raro gavião-real é registrada em São Paulo; ouça.                                                    FERNANDO TADEU MORAES
DE SÃO PAULO
28/09/2017  02h00
Gavião-real, também conhecido como harpia, se aproxima de ninho em Alta Floresta, no Mato Grosso.            A presença de um gavião-real, uma das maiores aves de rapina do mundo, foi documentada no Estado de São Paulo pela primeira vez em ao menos 20 anos.
O canto da harpia –a outra denominação do pássaro–, foi registrado pelo biólogo Bruno Lima em 2012, na região do rio Preto, em Itanhaém, e depositado na semana passada na plataforma Wikiaves, fórum utilizado para divulgação prévia de resultados da área.
O artigo em que é descrito o raro achado acaba de ser enviado para a revista científica "Atualidades Ornitológicas" e aguarda a aceitação. Mas especialistas que ouviram o áudio a pedido da Folha creem que se trata mesmo de uma harpia, animal considerado criticamente ameaçado em SP.
Para Felipe Bittioli Gomes, professor da Universidade Federal do Pará, não há dúvida de que se trata do canto de um gavião-real. "É um registro indiscutível. Dentre os vários tipos de canto do gavião-real, o mais característico é o territorial, justamente o que foi registrado."
Tânia Sanaiotti, pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e coordenadora do Projeto Harpia, é um pouco mais cautelosa. "Ele de fato parece o canto de uma harpia, embora seja curto."
Já o biólogo Marco Antonio Granzinolli, especialista em aves de rapina, é enfático: "É o canto de uma harpia".
Além disso, entre os 20 comentários no Wikiaves a respeito do áudio registrado por Lima, não há nenhuma contestação de sua veracidade.
Embora avistamentos de harpias tenham sido reportados em São Paulo nos últimos anos, os registros documentados são raros. Os últimos são de um espécime capturado supostamente no início dos anos 1970, pertencente ao museu de zoologia da Unesp de São José do Rio Preto, e outro, realizado em 1993, no município de Cananeia, no litoral paulista.
"É um registro bastante importante", diz Sanaiotti, "e só reforça a urgência de proteção dessa espécie." A especialista em ecologia de aves Martha Argel afirma que se trata de um achado relevante, já que a harpia pode ter desaparecido da maior parte de São Paulo. 
     
Argel explica ainda que, na ornitologia, registros sonoros são equivalentes aos fotográficos. "Algumas espécies são até mais registradas pela voz do que por fotografias."
A harpia habita sobretudo a Amazônia e é considerada a ave mais poderosa do mundo devido ao seu incrível poder de tração, que lhe possibilita, por exemplo, arrancar um bicho-preguiça de uma árvore.
É, ademais, aquilo que na ecologia é chamado de um predador de topo de cadeia, ou seja, tem no seu habitat a mesma importância que uma onça ou um tubarão têm em seus respectivos ecossistemas.
"A presença de uma harpia indica que o ambiente está equilibrado, pois um predador de topo só irá existir se a floresta estiver saudável e conseguir sustentar as presas. Ou seja, se contiver todos os elementos biológicos para a manutenção do ecossistema como um todo ", diz Gomes.
Estima-se que um casal da espécie necessite de uma área de ao menos 100 km2 para sobreviver.
TERMELÉTRICA
Em outubro de 2012, Lima caminhava numa trilha na mata de Itanhaém quando ouviu uma gralha-azul cerca de 25 metros acima de sua cabeça. "Ela fazia um chamado de alarme, como se houvesse algum predador por perto."
"Escutei então o grito inconfundível de uma ave de rapina. Liguei o gravador e vi a cabeça da harpia em meio à folhagem de uma árvore."
Lima conta que guardou o registro por cinco anos por receio de que a divulgação pudesse ameaçar a vida da ave. "Anteriormente, quando divulguei a existência dos papagaios-de-cara-roxa, que poucos sabiam existir naquela área, queimaram o ninho com os filhotes dentro dele. Fiquei com medo de que o mesmo pudesse acontecer à harpia."
A motivação para a publicação do registro agora é a possibilidade de um complexo termelétrico ser instalado em Peruíbe, segundo explica Lima. De acordo com o projeto –em processo de licenciamento ambiental–, torres de transmissão passarão pela região onde a harpia foi encontrada.
"Se as torres forem instaladas, há um risco enorme de que essa ave, que há décadas não víamos em SP, morra ao colidir com elas, como ocorre com os Tuiuiús no Pantanal."
Procurada, a Gastrading, empresa responsável pelo empreendimento, diz que o Estudo de Impacto Ambiental aponta o potencial impacto sobre as aves da região devido ao aumento do risco de colisão com as torres e cabos.
Devido a isso, foram propostas "medidas de controle e monitoramento, considerando a implantação de sinalizadores nos cabos da linha de transmissão, a diminuição da distância entre cabos, o que minimiza o risco de colisão, além de monitoramento de potenciais acidentes".
O GAVIÃO-REAL
HABITAT
Vive em florestas de planície e altitudes de até 2.000 m acima do nível do mar
DISTRIBUIÇÃO
Pode ser encontrada na região amazônica e em alguns pequenos trechos da mata atlântica, especialmente no sul da Bahia e no norte do Espírito Santo
TAMANHO
Mede de 90 a 105 cm de comprimento e pode atingir até 2 metros de envergadura
PESO
Machos pesam de 4 kg a 5 kg, e fêmeas de 7,6 kg a 9 kg
ALIMENTAÇÃO
É constituída principalmente de mamíferos como preguiças, veados, quatis e tatus. Também captura aves como seriemas e araras. Suas garras de até 7 cm permitem ao gavião-real capturar presas com mais de 6 kg
REPRODUÇÃO
É monogâmico e constrói o ninho em formato de plataforma no alto de árvores
STATUS DE PRESERVAÇÃO
A espécie é considerada criticamente ameaçada em toda a região Sul e nos nos Estados de SP, MG, ES
Fonte: Aves de Rapina Brasil

sábado, setembro 30, 2017

Monopólio brasileiro do nióbio gera cobiça mundial,e controvérsia...


O Brasil tem quase toda a revesa do mundo do mineral mais importante do mundo para a industria aéreo espacial, Trata-se do nióbio, elemento químico usado como liga na produção de aços especiais e um dos metais mais resistentes à corrosão e a temperaturas extremas. Quando adicionado na proporção de gramas por tonelada de aço, confere maior tenacidade e leveza. O nióbio é atualmente empregado em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, em tomógrafos de ressonância magnética, na indústria aeroespacial, bélica e nuclear, além de outras inúmeras aplicações como lentes óticas, lâmpadas de alta intensidade, bens eletrônicos e até piercings.

sexta-feira, setembro 29, 2017

Cientistas brasileiros usam canto e DNA para identificar nova perereca no Cerrado
Paula Adamo Idoeta - @paulaidoetaDa BBC Brasil em São Paulo
28 setembro 2017
Pithecopus araguaius foi identificada no Mato Grosso por pesquisa de campo que começou em 2010 (Foto: Divulgação)
Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova espécie de anfíbio no Cerrado, o que evidencia, segundo eles, o potencial ainda inexplorado (e ameaçado) desse bioma no Centro-Oeste do Brasil.
A perereca Pithecopus araguaius foi primeiro avistada pelos pesquisadores - ligados às universidades Unicamp, em São Paulo, e Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais - em estudos de campo em 2010.
Desde então, foi possível confirmar que se tratava de uma nova espécie graças a extensos estudos de DNA e análises morfológicas (da aparência do animal), além de dados acústicos dos sons emitidos pelo anfíbio, distintos dos emitidos até mesmo por pererecas do mesmo gênero Pithecopus.
"O canto serve para que a fêmea reconheça o macho da mesma espécie. Isso nos ajudou a diagnosticar que era (uma espécie) diferente das espécies irmãs", explica à BBC Brasil o taxonomista Felipe Andrade, um dos autores da pesquisa - recém-publicada no periódico científico Plos One - ao lado de Isabelle Aquemi Haga, Daniel Pacheco Bruschi, Shirlei Recco-Pimentel e Ariovaldo Giaretta.
Além disso, os pesquisadores notaram que a araguaius tem a cabeça e o corpo de tamanho um pouco menor que suas irmãs do gênero Pithecopus e um padrão diferente (que os cientistas chamam de não reticulado) de manchas no corpo.
Há, agora, 11 tipos de Pithecopus documentados, sendo o araguaius o mais novo deles. Algumas pererecas desse gênero preferem altitudes mais elevadas, o que também as diferencia da araguaius, que habita terras baixas.
"O reconhecimento da Pithecopus araguaius é importante para o conhecimento da riqueza de anfíbios e diversificação de padrões nessa região", diz trecho do artigo publicado no site da Plos One.


Perereca recém-descoberta se diferencia de suas irmãs por tamanho menor da cabeça e do corpo e diferenças no padrão de manchas; acima, registro dos cientistas dela vista de cima e de baixo (Foto: Divulgação)
Bioma a ser conhecido
araguaius foi descoberta na cidade de Pontal do Araguaia, no Mato Grosso, à beira do rio Araguaia - daí seu nome. Posteriormente, os cientistas documentaram a existência da nova espécie também na Chapada dos Guimarães e na cidade mato-grossense de Santa Terezinha.
"A descoberta mostra que em 2017 ainda temos espécies a serem descritas no Cerrado, uma região com alto índice de biodiversidade e sob forte impacto da ação humana", afirma Andrade.
Seu orientador, Ariovaldo Giaretta, acrescenta à BBC Brasil que o fato de essa região do Brasil estar sob pressão - sobretudo pela expansão do agronegócio - pode colocar em risco eventuais descobertas de outras espécies.
"Por acaso achamos essa nova espécie. Quantas outras podem existir? E não temos ideia de o que está sendo perdido nas áreas (de Cerrado) que estão sumindo", diz Giaretta. "Se novos vertebrados ainda estão aparecendo (nas pesquisas), pode haver outras criaturas vivas - invertebrados, plantas. (...) É estarrecedor que (muitas áreas) estejam virando pasto para boi."
No estudo, os pesquisadores citam o Cerrado como "um dos mais ameaçados hotspots da Terra, sobretudo pela perda de hábitats por conta do desenvolvimento urbano e agrícola".
E a própria araguaius pode estar sob perigo de extinção, por ser uma perereca que habita áreas baixas e, portanto, de interesse do agronegócio.
"Ainda precisamos de muitos esforços para conhecer nossa biodiversidade do Cerrado e mais ainda da Amazônia", opina Andrade.

segunda-feira, setembro 11, 2017

Como doença de menina causou comoção e mudou a forma de país criar porcos                                             DA BBC BRASIL 11/09/2017  12h44
     Menina contraiu superbactéria dos porcos da fazenda em que vivia 
Fazendeiros ao redor do mundo estão dando antibióticos para animais em grande escala para mantê-los saudáveis e reduzir o preço de carnes, mas isso ajudou a criar uma grave crise de saúde pública.
Uso excessivo desses medicamentos na criação de animais como porcos e galinhas permite que bactérias desenvolvam resistência. Há três anos, por exemplo, foi descoberto que bactérias em porcos na China já resistiam ao potente antibiótico colistina.
Mas um país decidiu mudar drasticamente e ir contra essa tendência –tudo por causa de uma menina chamada Eveline.
Em 2003, a filha do fazendeiro holandês Eric van den Heuval, então com um ano de idade, foi levada ao hospital às pressas para uma cirurgia cardíaca.
Ela havia nascido com um problema congênito. Se não fosse operada, poderia morrer.
"Fomos ao hospital, mas o médico disse: 'O teste dela foi positivo para [a bactéria] MRSA [também conhecida pela sigla SARM, para Staphylococcus aureus resistente à meticilina]. Ela não pode ser operada'", diz Eric.
Para surpresa de Eric, Eveline havia contraído uma superbactéria dos porcos de sua fazenda –uma variante que pode ser transmitida no contato com animais contaminados e foi encontrada também em criadores de porcos na Dinamarca e na Alemanha.
"Aquele momento mudou totalmente a vida da minha família", afirma Eric.
Por causa de Eveline, Eric decidiu mudar a forma como cuidava da fazenda.
A história de sua filha levou outros fazendeiros a mudar suas práticas também.
"Quando você ouve sobre Eric e sua filha e como isso tudo está nos matando, você é compelido a fazer algo a respeito", diz o fazendeiro Gebert Oosterlaken, que também cria porcos.
Ele e Eric formaram um grupo para reunir outros fazendeiros e veterinários para debater o problema e buscar soluções.
Eles passaram a cuidar dos porcos sem antibióticos, usando bactérias probióticas para combater micro-organismos prejudiciais à saúde dos animais e mantendo-os separados em zonas higienizadas para impedir a proliferação de doenças.
"Hoje, você percebe pela aparência deles, seu brilho, seus olhos, que eles estão mais saudáveis. Assim, eles morrem menos, minha produtividade aumenta e é mais fácil criá-los", diz Gebert.
O governo holandês agora divulga as técnicas desenvolvidas por Eric, Gebert e seus colegas, e diz que o uso de antibióticos em animais caiu 65%.
"É claro que sentimos orgulho do que atingimos dentro de nosso pequeno grupo, mas, na realidade, conseguimos criar um movimento que mudou a criação de animais na Holanda", afirma Gebert.
O especialista em antibióticos Jaap Wagenaar diz que Gebert e Eric foram muito importantes nessa mudança por terem sido os primeiros a adotar formas de reduzir o uso desses medicamentos nas suas fazendas.
"Eles atuam como embaixadores. Mostram aos seus colegas quais opções eles têm."
E como está a filha e Eric hoje?
"Hoje, ela tem 16 anos", diz Eric ao lado de Eveline em sua fazenda. "É muito saudável –e está livre da superbactéria."