- O número de mortos pelo devastador duplo terremoto (magnitudes 7,2 e 7,5) que atingiu a Venezuela no dia 24 de junho subiu para 4.561. As autoridades registraram 16.740 feridos e pelo menos 20.200 desalojados, com centenas de pessoas ainda desaparecidas e milhares de famílias abrigadas em acampamentos temporários.
A Floresta Atlântica
segunda-feira, julho 13, 2026
sábado, julho 04, 2026
Tragédia na Venezuela já deixa 2.595 mortos e mais de 12 mil feridos
Boletim oficial aponta mais de 12 mil feridos, enquanto a ONU estima que
mais de 50 mil pessoas continuam
desaparecidas
Por Agência Brasil 03/07/2026 11h11
pub-7552501551832151
Boletim divulgado pela
presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, nesta quinta-feira (2),
informa que o número de mortos após os dois terremotos que atingiram o país em
24 de junho subiu para 2.595.
O total de feridos já ultrapassa
12 mil pessoas, segundo dados oficiais divulgados pela presidente.
O governo venezuelano ainda não
divulgou o número oficial de desaparecidos, mas a Organização das Nações Unidas
(ONU) estima que mais de 50 mil pessoas seguem sem localização. O dado é
próximo ao registrado por um site que acompanha os desaparecimentos no país:
segundo a página, há 54.518 desaparecidos, dos quais 16.114 já foram
encontrados.
Em entrevista coletiva, Delcy
Rodriguez informou que recebeu telefonemas de 72 chefes de Estado e de governo
de vários países, aos quais pediu o envio de equipes de resgate.
“Nosso primeiro objetivo é
salvar vidas. Necessitamos de resgatistas”, afirmou à imprensa.
Terremotos
No início da noite de 24 de
junho, a Venezuela, especialmente a cidade de La Guaira, foi atingida por dois
terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, com menos de um minuto de intervalo entre
eles. Após os abalos iniciais, ocorreram vinte réplicas.
O estado de La Guaira, localizado a menos de uma hora da capital Caracas, foi a região mais afetada. Prédios, casas e diversas edificações foram destruídas.
segunda-feira, junho 29, 2026
A cidade que guarda a maior cachoeira do Mato Grosso do Sul com 156 metros de queda livre e uma beleza natural que parece de outro mundo
pub-7552501551832151
Por Maura Pereira 27/06/2026 Em Cidades, Turismo
https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/wp-content/uploads/2026/01/aaa-33.png
Pouca gente sabe que a queda d’água mais alta
do Mato Grosso do Sul não
fica em Bonito. Fica
em Bodoquena,
vizinha menos famosa que abriga a única unidade de conservação federal do
estado e um complexo de cachoeiras escondidas na mata.
O portal de entrada do Pantanal
escondido na serra
Bodoquena fica no sudoeste
sul-mato-grossense, a 264 km de Campo Grande e
a 70 km de Bonito. O nome vem do tupi-guarani e significa “nascente em cima da
serra”. A cidade integra um circuito turístico com Bonito, Jardim, Miranda e Porto Murtinho, e funciona como um dos principais
acessos ao Pantanal.
O relevo calcário da Serra da Bodoquena cria um
fenômeno raro: tufas calcárias que esculpem cachoeiras e barragens naturais.
Por causa dessa formação, os rios da região mantêm transparência quase total,
sem turbidez visível.
Mergulhe nas águas azuis de Bodoquena, onde a Serra revela
paraísos naturais que renovam a alma e conectam com a natureza selvagem. //
Créditos: Wikimedia Commons
O que protege o Parque Nacional
da Serra da Bodoquena?
Criado em 21 de setembro de 2000, o Parque
Nacional da Serra da Bodoquena tem
cerca de 76.481 hectares e é administrado pelo Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É a única
unidade de conservação federal do estado e abrange também Bonito, Jardim e
Porto Murtinho.
A área protege onças-pintadas,
pumas, antas e o cascudo-cego, peixe endêmico que só existe nas grutas locais.
O parque registra mais de 340 espécies de aves, 195 de mamíferos e 50 de
peixes, e funciona como núcleo da Reserva da Biosfera do Pantanal declarada pela Unesco.
Como é a trilha até a Cachoeira
Boca da Onça?
A Cachoeira Boca da Onça tem 156 metros de queda livre, segundo a Secretaria de Turismo de Bonito, e é a mais alta do Mato Grosso do Sul. O nome vem de uma formação rochosa na queda que lembra a boca de um felino.
O atrativo fica em uma
fazenda particular dentro do município de Bodoquena, a cerca de 60 km de
Bonito. A trilha principal tem 4 km, passa por oito cachoeiras e cinco paradas
de banho, com uma escadaria de 886 degraus no retorno. O complexo também opera o
maior rapel de plataforma do Brasil,
com 90 metros de altura sobre o cânion do Rio Salobra.
Explore Bodoquena com calma: cachoeiras refrescantes,
passeios de barco e belezas naturais perfeitas para dias relax no MS. //
Créditos: Wikipédia
Cachoeiras Serra da Bodoquena e
o Rio Betione
A poucos quilômetros do centro
da cidade, a Fazenda Cachoeiras Serra da Bodoquena oferece um passeio mais leve
e familiar. A trilha de 2,5 km margeia o Rio Betione e leva o visitante por
oito quedas com piscinas naturais.
- Cachoeira do Pirralho: rasa
e segura, ideal para crianças e visitantes com mobilidade reduzida.
- Passeio de bote:
descida pelo leito do Rio Betione até a última cachoeira, fechando a
trilha.
- Balneário gramado: área
de descanso com tirolesa, caiaque e stand up paddle inclusos.
- Cachoeira do Fantasma:
paredão de gruta onde a água desce formando uma silhueta peculiar.
O cânion do Rio Salobra e suas
águas turquesa
O Rio Salobra desce a serra
entre paredões de calcário que chegam a 100 metros de altura. As águas combinam
tons turquesa e verde esmeralda, resultado da pureza dos calcários nas
cabeceiras.
O cânion pode ser visto do alto
da plataforma de rapel e em mirantes ao longo da Trilha Discovery, percurso de
7 km que margeia o paredão. É um dos pontos mais fotografados da Serra da
Bodoquena.
Bodoquena atrai turistas com trilhas ecológicas e rios
bicarbonatados; destino top para aventura na Serra da Bodoquena, MS. //
Créditos: Wikipédia
O que se come na mesa
bodoquenense?
A culinária mistura raízes
pantaneiras, paraguaias e indígenas. Os restaurantes do circuito servem fartura
de fazenda, geralmente acompanhada de mandioca, pequi e peixes do Rio Miranda.
- Sopa paraguaia: bolo
salgado de milho, cebola e queijo, servido no café da manhã ou como
acompanhamento.
- Chipa: pão
de queijo de polvilho, quente, vendido em padarias e nas estradas da
região.
- Pacu empanado:
peixe típico preparado no fubá ou no coco, presença certa nos almoços de
fazenda.
- Farofa de chipa:
versão local da farofa, com pedaços de chipa torrada.
Leia
também: Na Suíça,
quem é pobre vive em “favelas” com uma qualidade de vida que muitas cidades
pelo mundo sonham em ter.
Quando viajar para a Serra da
Bodoquena?
A região
tem clima tropical com verão chuvoso e inverno seco. As águas cristalinas dependem da estiagem, então o período de maio
a setembro costuma render fotos mais nítidas dos rios e cachoeiras.
Como chegar a Bodoquena saindo de Campo Grande?
Bodoquena fica a 264 km de Campo Grande pela BR-060 e MS-345, cerca de 4 horas de carro. Quem chega de avião pousa em Campo Grande ou no aeroporto regional de Bonito e segue pela MS-178, com cerca de 70 km de estrada pavimentada. Há linhas diárias da viação Andorinha saindo da rodoviária da capital.
A vizinha menos famosa de Bonito
Bodoquena reúne o que o turismo
de natureza tem de mais raro no Centro-Oeste: a queda d’água mais alta do
estado, o único parque nacional do Mato Grosso do Sul e
rios com águas que parecem retocadas. Tudo a menos de uma hora de Bonito, mas
com a fila bem menor.
Você precisa atravessar a serra e conhecer Bodoquena, a cidade que guarda os 156 metros de água mais impressionantes do Centro-Oeste brasileiro..
domingo, junho 21, 2026
- A Líbia construiu mais de 4 mil quilômetros de tubulações subterrâneas para trazer água do Saara até cidades costeiras num projeto que o próprio governo chamou de Oitava Maravilha do Mundo
- pub-7552501551832151Escrito
Bruno
Teles Publicado
em15/06/2026 às 13:12 Atualizado
em15/06/2026 às13:14

A Líbia construiu mais de 4 mil km de tubulações subterrâneas no Saara para levar água fóssil a cidades costeiras no projeto chamado de Oitava Maravilha do Mundo.
Batizado de Grande Rio Artificial, o sistema líbio
de tubulações subterrâneas percorre o deserto para extrair água com até um
milhão de anos de antiguidade e abastecer Trípoli, Benghazi e outras cidades do
norte do país. A obra, descrita pela Britannica como o maior projeto de
irrigação do mundo, começou nos anos 1980 e ainda está em expansão.
Debaixo do Saara líbio existe
água. Muita água. Acumulada em aquíferos profundos ao longo de milênios, essa
reserva foi descoberta na década de 1950 durante perfurações em busca de
petróleo na região de Al-Kufrah. O que se encontrou no subsolo não era combustível,
mas algo igualmente valioso num país árido: bilhões de metros cúbicos de água
fóssil, infiltrada na rocha porosa antes do fim da última era glacial, quando o
Saara ainda tinha clima temperado. Para trazer esse recurso ao litoral
populoso, o governo líbio construiu uma das obras de engenharia mais ambiciosas
do século XX: uma rede de tubulações subterrâneas com capacidade projetada para
transportar 6,5 milhões de metros cúbicos de água por dia, conforme descreve a
Britannica.
O projeto
foi batizado de Grande Rio Artificial, ou GMR na sigla em inglês. Desde 1991,
quando a primeira fase entrou em operação, ele abastece cidades e áreas
agrícolas no norte da Líbia que antes dependiam de dessalinização e de aquíferos costeiros em declínio acelerado. O governo líbio chegou a proclamar a obra como a Oitava Maravilha
do Mundo. Estudiosos e críticos são mais cautelosos com esse
tipo de superlativo, mas nenhum contesta a escala da engenharia envolvida: uma
rede que, completa, terá cerca de 4 mil quilômetros de tubulação percorrendo o
deserto.
Água com um
milhão de anos embaixo do deserto
O Sistema Aquífero de Arenito Núbio, do qual a Líbia extrai a
água do Grande Rio Artificial, é um dos maiores reservatórios subterrâneos de
água doce do mundo.
A estimativa de idade da
água varia entre 10 mil e 1 milhão de anos, segundo a Britannica, período em
que ela ficou presa no arenito poroso sem contato com a superfície.
Essa água é chamada de fóssil justamente
porque seu ciclo de recarga natural praticamente não existe nas condições
climáticas atuais do Saara.
É aí que mora o nó do projeto. Um aquífero
fóssil não se renova. Cada metro cúbico bombeado é um metro cúbico a menos para
sempre. Funcionários líbios chegaram a afirmar, citados pela Britannica, que as
reservas poderiam durar milhares de anos.
Críticos contestam essa
estimativa com veemência, e alguns chegam a dizer que o sistema pode não
resistir ao século XXI se a extração continuar no ritmo atual.
A Líbia
apostou num recurso finito para resolver um problema permanente, e essa equação
ainda não tem resposta clara.
Como as
tubulações subterrâneas foram construídas
A Fase I do projeto começou em 1983, quando a Autoridade do
Grande Rio Artificial adjudicou o primeiro contrato de construção.
Centenas de poços foram perfurados a cerca
de 500 metros de profundidade nos campos de Tāzirbū e Sarīr, no sul do país.
De lá, as tubulações subterrâneas conduzem
a água bombeada por centenas de quilômetros até um reservatório em Ajdābiyā, de
onde ela segue para Benghazi ao norte e Surt a oeste. A conclusão formal da
Fase I foi celebrada em Benghazi em 1991.
Os tubos usados nessa fase foram
considerados, à época, os maiores do mundo: 4 metros de diâmetro e 7 metros de
comprimento cada, fabricados em concreto protendido reforçado com aço em duas
fábricas construídas especificamente para o projeto dentro da própria Líbia.
Eram instalados em valas de 7
metros de profundidade com guindastes especialmente desenvolvidos, posicionados
com tratores e selados com anéis de borracha gigantes e argamassa de cimento,
segundo a Britannica.
Eram 250
mil segmentos de tubulação ao longo de 1.600 quilômetros só na primeira fase.
Três fases
concluídas, duas ainda em construção
A Fase II do Grande Rio Artificial entrou em funcionamento em 1996 abastecendo Trípoli, a capital do país.
Nesse trecho, a água vem de três campos de poços na região de Jabal al-Ḥasāwinah e percorre dois caminhos distintos: um oleoduto bombeia a água até Tarhūnah, no planalto de Nafūsah, de onde ela flui por gravidade até a planície de Al-Jifārah.
Outro segmento vai para o litoral, passa
por Misurata e Al-Khums e termina em Trípoli. A capacidade projetada dessa fase
é de 2,5 milhões de metros cúbicos por dia, conforme a Britannica.
A Fase III foi concluída em 2009
e acrescentou 1.200 quilômetros adicionais de tubulações subterrâneas ao
sistema.
Parte desses novos dutos
expandiu a rede da Fase I, aumentando a capacidade total para 3,68 milhões de
metros cúbicos diários.
A outra parte levou água pela
primeira vez até Tobruk, vinda do oásis de Al-Jaghbūb, exigindo a construção de
um reservatório ao sul da cidade e mais 500 quilômetros de tubulação.
Duas fases
adicionais, GMR 4 e GMR 5, ainda estão planejadas para conectar regiões mais
remotas ao sistema central.
Os
reservatórios: lagos artificiais escavados na rocha
Os nós de distribuição do
sistema não são caixas d’água comuns.
São reservatórios abertos
escavados diretamente no solo e na rocha, revestidos com asfalto para evitar
infiltração e evaporação.
O maior deles, localizado em Ajdābiyā, tem
mais de um quilômetro de diâmetro e capacidade para 24 milhões de metros
cúbicos de água, segundo a Britannica.
São lagos artificiais no meio do deserto,
alimentados por tubulações que vêm de centenas de quilômetros abaixo da areia
do Saara.
Essa escolha de engenharia tem vantagens
práticas. Reservatórios abertos são mais fáceis de inspecionar e manter do que
tanques fechados em escala similar.
Permitem monitorar a qualidade da água
visualmente e acessar o volume armazenado por múltiplos pontos de saída.
A desvantagem é a evaporação,
significativa em regiões áridas com altas temperaturas.
Num projeto
que move água fóssil de pontos sem reposição natural, cada litro evaporado é um
litro que não volta.
O que o
mundo aprendeu com essa obra
O Grande Rio Artificial não foi
construído apenas com expertise líbia.
Empresas de engenharia de vários
países participaram das diferentes fases do projeto, segundo a Britannica,
tornando-o uma referência técnica internacional em infraestrutura hídrica de
grande escala.
A logística de fabricar,
transportar e instalar 250 mil segmentos de concreto no deserto gerou
conhecimento aplicado que influenciou projetos similares em outras regiões
áridas do mundo.
O modelo também levanta questões
que países com situação hídrica parecida precisarão responder: quanto tempo
dura um aquífero fóssil sob extração intensiva?
Quando e como planejar a
transição para fontes renováveis de água, como a dessalinização, antes que o
recurso subterrâneo se esgote?
A Líbia apostou décadas e
bilhões de dólares numa solução que funciona agora mas tem prazo de validade
incerto.
Esse dilema
entre necessidade imediata e sustentabilidade de longo prazo é o legado mais
complexo que o Grande Rio Artificial deixa para o debate sobre gestão hídrica
global.
Uma obra
que ainda não terminou
Com as fases GMR 4 e GMR 5 ainda
pendentes, o projeto completo prevê conectar os campos de poços da região de
Al-Kufrah, no extremo sudeste do país, ao sistema central, além de um oleoduto
ligando poços próximos a Ghadames, no deserto ocidental, às cidades costeiras
de Al-Zāwiyah e Zuwārah.
A rede completa terá cerca de 4
mil quilômetros de tubulação e capacidade de 6,5 milhões de metros cúbicos de
água por dia, conforme a Britannica.
O contexto político da Líbia dos últimos
anos, marcado por instabilidade e conflito desde 2011, afeta o ritmo de
expansão e manutenção do sistema.
Infraestrutura dessa complexidade exige
gestão contínua, peças de reposição, pessoal técnico qualificado e estabilidade
institucional para funcionar no pleno
potencial.
O Grande Rio Artificial
sobreviveu a décadas de turbulência política, mas sua longevidade técnica
depende tanto da geologia dos aquíferos quanto da capacidade do Estado líbio de
manter o que foi construído.
Construir 4 mil quilômetros de tubulações subterrâneas para extrair água fóssil do Saara foi uma solução de gênio ou uma aposta irresponsável num recurso que não se renova? Outros países em situação hídrica crítica deveriam estudar o modelo líbio ou evitá-lo? Deixe sua opinião nos comentários.








