A cidade que guarda a maior cachoeira do Mato Grosso do Sul com 156 metros de queda livre e uma beleza natural que parece de outro mundo
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Por Maura Pereira 27/06/2026 Em Cidades, Turismo
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Pouca gente sabe que a queda d’água mais alta
do Mato Grosso do Sul não
fica em Bonito. Fica
em Bodoquena,
vizinha menos famosa que abriga a única unidade de conservação federal do
estado e um complexo de cachoeiras escondidas na mata.
O portal de entrada do Pantanal
escondido na serra
Bodoquena fica no sudoeste
sul-mato-grossense, a 264 km de Campo Grande e
a 70 km de Bonito. O nome vem do tupi-guarani e significa “nascente em cima da
serra”. A cidade integra um circuito turístico com Bonito, Jardim, Miranda e Porto Murtinho, e funciona como um dos principais
acessos ao Pantanal.
O relevo calcário da Serra da Bodoquena cria um
fenômeno raro: tufas calcárias que esculpem cachoeiras e barragens naturais.
Por causa dessa formação, os rios da região mantêm transparência quase total,
sem turbidez visível.
Mergulhe nas águas azuis de Bodoquena, onde a Serra revela
paraísos naturais que renovam a alma e conectam com a natureza selvagem. //
Créditos: Wikimedia Commons
O que protege o Parque Nacional
da Serra da Bodoquena?
Criado em 21 de setembro de 2000, o Parque
Nacional da Serra da Bodoquena tem
cerca de 76.481 hectares e é administrado pelo Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É a única
unidade de conservação federal do estado e abrange também Bonito, Jardim e
Porto Murtinho.
A área protege onças-pintadas,
pumas, antas e o cascudo-cego, peixe endêmico que só existe nas grutas locais.
O parque registra mais de 340 espécies de aves, 195 de mamíferos e 50 de
peixes, e funciona como núcleo da Reserva da Biosfera do Pantanal declarada pela Unesco.
Como é a trilha até a Cachoeira
Boca da Onça?
A Cachoeira Boca da Onça tem 156 metros de queda livre, segundo a Secretaria de Turismo de Bonito, e é a mais alta do Mato Grosso do Sul. O nome vem de uma formação rochosa na queda que lembra a boca de um felino.
O atrativo fica em uma
fazenda particular dentro do município de Bodoquena, a cerca de 60 km de
Bonito. A trilha principal tem 4 km, passa por oito cachoeiras e cinco paradas
de banho, com uma escadaria de 886 degraus no retorno. O complexo também opera o
maior rapel de plataforma do Brasil,
com 90 metros de altura sobre o cânion do Rio Salobra.
Explore Bodoquena com calma: cachoeiras refrescantes,
passeios de barco e belezas naturais perfeitas para dias relax no MS. //
Créditos: Wikipédia
Cachoeiras Serra da Bodoquena e
o Rio Betione
A poucos quilômetros do centro
da cidade, a Fazenda Cachoeiras Serra da Bodoquena oferece um passeio mais leve
e familiar. A trilha de 2,5 km margeia o Rio Betione e leva o visitante por
oito quedas com piscinas naturais.
- Cachoeira do Pirralho: rasa
e segura, ideal para crianças e visitantes com mobilidade reduzida.
- Passeio de bote:
descida pelo leito do Rio Betione até a última cachoeira, fechando a
trilha.
- Balneário gramado: área
de descanso com tirolesa, caiaque e stand up paddle inclusos.
- Cachoeira do Fantasma:
paredão de gruta onde a água desce formando uma silhueta peculiar.
O cânion do Rio Salobra e suas
águas turquesa
O Rio Salobra desce a serra
entre paredões de calcário que chegam a 100 metros de altura. As águas combinam
tons turquesa e verde esmeralda, resultado da pureza dos calcários nas
cabeceiras.
O cânion pode ser visto do alto
da plataforma de rapel e em mirantes ao longo da Trilha Discovery, percurso de
7 km que margeia o paredão. É um dos pontos mais fotografados da Serra da
Bodoquena.
Bodoquena atrai turistas com trilhas ecológicas e rios
bicarbonatados; destino top para aventura na Serra da Bodoquena, MS. //
Créditos: Wikipédia
O que se come na mesa
bodoquenense?
A culinária mistura raízes
pantaneiras, paraguaias e indígenas. Os restaurantes do circuito servem fartura
de fazenda, geralmente acompanhada de mandioca, pequi e peixes do Rio Miranda.
- Sopa paraguaia: bolo
salgado de milho, cebola e queijo, servido no café da manhã ou como
acompanhamento.
- Chipa: pão
de queijo de polvilho, quente, vendido em padarias e nas estradas da
região.
- Pacu empanado:
peixe típico preparado no fubá ou no coco, presença certa nos almoços de
fazenda.
- Farofa de chipa:
versão local da farofa, com pedaços de chipa torrada.
Leia
também: Na Suíça,
quem é pobre vive em “favelas” com uma qualidade de vida que muitas cidades
pelo mundo sonham em ter.
Quando viajar para a Serra da
Bodoquena?
A região
tem clima tropical com verão chuvoso e inverno seco. As águas cristalinas dependem da estiagem, então o período de maio
a setembro costuma render fotos mais nítidas dos rios e cachoeiras.
Como chegar a Bodoquena saindo de Campo Grande?
Bodoquena fica a 264 km de Campo Grande pela BR-060 e MS-345, cerca de 4 horas de carro. Quem chega de avião pousa em Campo Grande ou no aeroporto regional de Bonito e segue pela MS-178, com cerca de 70 km de estrada pavimentada. Há linhas diárias da viação Andorinha saindo da rodoviária da capital.
A vizinha menos famosa de Bonito
Bodoquena reúne o que o turismo
de natureza tem de mais raro no Centro-Oeste: a queda d’água mais alta do
estado, o único parque nacional do Mato Grosso do Sul e
rios com águas que parecem retocadas. Tudo a menos de uma hora de Bonito, mas
com a fila bem menor.
Você precisa atravessar a serra e conhecer Bodoquena, a cidade que guarda os 156 metros de água mais impressionantes do Centro-Oeste brasileiro..












