A natureza de Uberlândia
Na segunda reportagem da série, abordamos as características naturais do
município
Por: Jhonatan Dias
Publicado em 03/09/2020 às 17:53 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:52
Município é drenado por três
bacias hidrográficas: Bacia do Rio Araguari, do Rio Uberabinha e do Rio Tijuco.
(Foto: Marco Cavalcanti)
O meio ambiente é uma
parte fundamental para o desenvolvimento das cidades. Por isso, a Universidade
Federal de Uberlândia (UFU) tem diversos cursos para a formação de
profissionais que atuam no meio ambiente, PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO para investigar e
solucionar problemas ambientais por meio das pesquisas, museus e projetos de
educação ambiental.
Cachoeira de Miné, próxima ao Distrito de Martinésia. (Foto: Angá)
De acordo com o ATLAS
ESCOLAR DE UBERLÂNDIA, as três bacias hidrográficas (região de drenagem de um rio e
dos afluentes) presentes no município são as dos rios: Araguari, Tijuco e
Uberabinha. Na área urbana, a última é predominante, conforme a imagem abaixo
mostra:
Representação das bacias
hidrográficas no município de Uberlândia. (Imagem: Atlas Escolar de Uberlândia)
A Associação para a Gestão
Socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá) realizou, de 2013 a 2015, um amplo
estudo referente ao DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA
DO RIO UBERABINHA. De acordo com a associação, o estudo foi realizado com o apoio
da UFU e teve como objetivo “fornecer subsídios para a conservação, preservação
e recuperação de ambientes naturais presentes na bacia e, a partir dos
resultados, orientar na proposição de políticas públicas que visem à
sustentabilidade da diversidade biológica e dos recursos hídricos.”
“É uma região muito
importante para a conservação das aves. Temos um tesouro”, afirma o biólogo
Gustavo Bernardino Malacco da Silva, presidente da Angá. No levantamento, os
ambientalistas verificaram a presença de espécies endêmicas do Cerrado na
região de Uberlândia, como o bacurau-de-rabo-branco (Hydropsalis candicans), e
outras aves que migram da Região Sul para escapar do frio.
Vegetação próxima ao Distrito Cruzeiro dos Peixotos. (Foto: Angá)
O relatório destaca alguns
motivos de ameaça para os seres vivos da bacia do Rio Uberabinha: “Perda e
fragmentação de habitat pela substituição das formações naturais para implantação
de empreendimentos hidrelétricos, destruição de áreas úmidas por drenagem ou
atividades minerárias, incêndios criminosos, urbanização, degradação de habitat
por pastejo e pisoteio pelo gado, perseguição e caça, captura para criação em
cativeiro ou comércio de fauna, sobre-exploração e contaminação biológica.”
A professora Rosana
Romero, docente do Instituto de Biologia da UFU, explica que no Triângulo
Mineiro há duas unidades de conservação estaduais: o Parque Estadual do Pau
Furado e o Refúgio de Vida Silvestre dos rios Tijuco e da Prata. Em Uberlândia,
existe a Estação Ecológica do Panga e a Reserva Ecológica do Clube Caça e Pesca
Itororó de Uberlândia.
No dia a dia urbano,
vivemos em um ambiente estressante e que pode ser poluído. É por isso que as
áreas verdes são tão importantes para dar um ‘respiro’ da selva de pedra e,
como consequência, promovem melhoria na qualidade de vida. Além disso, esses
espaços filtram a radiação solar, absorvem parte da poluição gerada por carros
e indústrias e são importantes para a infiltração das águas das chuvas.
Rosana Romero: ‘As queimadas na
região de Uberlândia acarretam uma diminuição drástica da biodiversidade a cada
ano que passa, não havendo tempo para a vegetação se recompor’. (Foto: Milton
Santos)
Para impedir a degradação ambiental, a Angá recomenda ações
pautadas em pesquisa, licenciamento ambiental e fiscalização, políticas
públicas, conservação e educação ambiental. Nesta última, a Universidade
Federal de Uberlândia se destaca pelo MUSEU DA BIODIVERSIDADE
DO CERRADO, que detém um amplo acervo da biodiversidade do bioma
disponível para visitação, além do oferecimento de cursos e palestras que visam
à educação para a preservação.
“Políticas de conservação [em Uberlândia] podem melhorar. Os
primeiros passos são: estimular a economia verde e recuperar áreas degradadas,
principalmente nas áreas de preservação permanente. O município deve se
comprometer com o Plano Municipal de Meio Ambiente definindo as áreas que não
podem ser desmatadas, criar corredores ecológicos, criar unidades de
conservação”, avalia Malacco.
A professora Romero concorda: “O governo local deveria
incentivar e ampliar a criação de praças e jardins e facilitar a criação de
novas reservas e áreas de proteção ambiental (APAs), uma vez que o
entorno de nossa cidade é bastante alterado devido à exploração agrícola.”
Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.
Palavras-chave: Uberlândia natureza pesquisa






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