quinta-feira, maio 08, 2014

O que o Fuleco fez pelo tatu-bola?
Mascote da Copa de 2014 é espécie encontrada apenas no Brasil, mas até agora, não se beneficiou com o título

Estagiária Gabriela Troian sob a orientação de Valéria Forner
Formato da carapaça do tatu-bola facilita a caça predatória

Para chegar ao posto de mascote da Copa do Mundo de 2014, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) enfrentou uma disputa com a onça-pintada, a arara-azul e o jacaré. Das 11 espécies de tatu que ocorrem no Brasil, é a única endêmica. A situação do tatu-bola, ameaçado de extinção, não melhorou desde setembro do ano passado, quando houve a eleição da mascote. As áreas onde a espécie ocorre continuam sendo desmatadas, comprometendo, assim, a sobrevivência do animal.
Espécie é a única endêmica de tatus no Brasil
Ao apresentar o tatu-bola como candidato a mascote aos membros da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Associação Caatinga, organização não governamental, fez uma lista de justificativas. Entre elas se destaca o fato de o tatu-bola ser espécie que existe apenas no Brasil, nas áreas de Caatinga e Cerrado, e estar ameaçada de extinção. Outra característica é o formato de bola que o animal assume, quando se sente ameaçado.
Desde a escolha da mascote, aumentou a visibilidade para o projeto “Tatu-bola: Marcando um gol pela sustentabilidade”. No entanto, não foram desenvolvidas medidas de preservação. Biólogo da Associação Caatinga, Rodrigo Castro afirma que ainda há muitas pessoas que não associam o Fuleco, nome dado à mascote, ao tatu-bola, e desconhecem o risco de a espécie desaparecer.
                                          Rodrigo Castro luta pela preservação na Caatinga
O personagem Fuleco é facilmente encontrado em comerciais, sites e até em álbuns de figurinhas. Mas e o tatu-bola de verdade? Diferentemente da mascote, refugia-se em áreas bem preservadas que ainda restam no País, como a RPPN Serra da Alma, entre as cidades de Crateus (CE) e Buriti dos Montes (PI). A presença do Tolypeutes tricinctos, vale dizer, sinaliza a boa saúde dos biomas.Tamanha importância motivou a Fifa a agregar a palavra “futebol” à “ecologia”. Por isso o nome Fuleco. Rodrigo Castro afirma que durante reuniões realizadas com o comitê organizador do evento esportivo e o Ministério do Meio Ambiente, não houve apelo maior para conscientizar as pessoas sobre a possibilidade de extinção. “O tatu-bola deu vida ao Fuleco, mas o que ele realmente fez pelo tatu-bola? O compromisso de preservação termina justamente no nome”, observa o biólogo.
Entre os dias 12 e 16 de maio será desenvolvida uma oficina de elaboração do Plano de Ação Nacional (PAN) de conservação do Tatu-bola, iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Associação Caatinga. Com a participação de pesquisadores, o PAN tem a proposta de traçar metas para a preservação da espécie pelos próximos cinco anos. O sumário deve ser concluído até o final da Copa, em julho.

quinta-feira, abril 24, 2014


Na maior bacia hidrográfica do planeta, desafio é levar água aos ribeirinhos
16/04/2014 8:58
Viver na maior bacia hidrográfica do planeta não garante aos ribeirinhos da Amazônia o acesso à água. Fazer com que esse bem chegue às casas – especialmente no período de seca, quando aumenta a distância até o rio – requer força nos braços, para carregar as latas, ou dinheiro para bancar o diesel usado nos motores que bombeiam a água para as caixas comunitárias. Apesar da proximidade com os rios, muitos ribeirinhos têm a qualidade de vida prejudicada devido à dificuldade de levar, a seus lares, esse recurso natural tão necessário para os afazeres domésticos, para a saúde e para a higiene. Veja a galeria de fotos.

Dependendo do período, a distância até o rio pode ser de quase 1 quilômetro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Dependendo do período, a distância até o rio pode ser de quase 1 quilômetro, relatou à Agência Brasil a integrante do Grupo de Pesquisa das Populações Ribeirinhas do Instituto Mamirauá Dávila Correa. “E como a água é usada principalmente para tarefas domésticas, geralmente quem a carrega são as mulheres”, acrescentou a socióloga e pesquisadora.
A dificuldade em levar água até as casas faz com que muitos optem por se banhar nos rios da região. Mas isso pode implicar riscos, principalmente para as crianças. “Banho aqui é sempre no rio. Se for durante o dia, é de roupa. À noite, pelado”, disse Tânia Maria de Sales, 34 anos. “Meu medo são os bichos. Tem muitas cobras, jacarés e piranhas por aqui”, acrescentou a ribeirinha que já perdeu três sobrinhos por afogamento, na comunidade Nossa Senhora da Aparecida – localizada no Lago Catalão, a cerca de uma hora de barco de Manaus.
Quem opta pelos motores a diesel para bombear água até as caixas comunitárias arca também com os custos elevados. “O problema é que o diesel por aqui é muito caro. Chega a custar R$ 4 o litro”, disse o presidente da Comunidade São Francisco, Raimundo Ribeiro da Silva, 49 anos. “Esse preço dificulta as coisas. O gerador fica desligado porque temos de economizar combustível. Em média, são sete litros por dia para fazê-lo funcionar das 18h às 22h. A conta fica perto de R$ 1 mil por mês”, acrescentou.
Sobra então para as mulheres da comunidade que, a exemplo de Anicélia Barbosa Mendes, 21 anos, precisam de água para lavar a roupa e a louça da família. “A falta de água tratada é o que mais prejudica a comunidade. Aqui em casa temos de ferver a água do rio para poder bebê-la. Por isso gastamos muito dinheiro com botijão de gás, que custa R$ 50. A gente consome um por mês. Dinheiro que economizaríamos se tivéssemos tratamento de água.”
A comunidade de São Francisco espera ser beneficiada por um sistema de bombeamento de água por energia solar que já chegou a outras 15 comunidades da região. Os sistemas foram instalados pelo Instituto Mamirauá entre 2010 e 2013. “Desenvolvemos essa tecnologia depois de ver o quanto o acesso à água pode melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos”, explicou a pesquisadora Dávila Correa.

O primeiro protótipo dessa tecnologia foi apresentado em 2000. “O banho nos rios passou a ser feito com maior intimidade, dentro ou nas redondezas das casas. Isso, além de reduzir o número de acidentes, causou impacto significativamente positivo nas áreas sociais. Quando o sistema é implementado, as atividades domésticas feitas na beira do rio passam para a casa, diminuindo o estresse em toda a comunidade. Sobretudo em mulheres e crianças”, acrescentou.
Ribeirinhos buscam na pesca sustentável uma forma de evitar escassez do pescado no ano seguinte (Tomaz Silva/Agência Brasil)
O sistema desenvolvido pelo instituto venceu, em 2012, o Projeto Finep de Inovação na categoria Tecnologia Social. Como diminui o consumo de óleo diesel, o equipamento é ambientalmente indicado por evitar emissões de gases para a atmosfera. “Ele também apresenta resultados positivos para a saúde da população”, explicou Dávila.
Foi o que constatou a agente de Saúde Comunitária Ivone Brasil Carvalho, 28 anos, da comunidade Vila Alencar, uma das 15 beneficiadas pelo sistema. “O sistema ajudou muito. As mães sofriam porque na seca o rio fica bem longe. Agora, a gente tem água em terra todos os dias. Diminuiu também, tanto em adultos quanto em crianças, a incidência de doenças como gripe, tosse e diarreia porque a água chega pré-filtrada nas casas”, disse a agente de saúde.
A comunidade já fazia coleta de água de chuva, com calhas e tanques fornecidos pelo programa Pró-Chuva. “Mas, agora temos fartura de água, a ponto de alguns tanques virarem piscina para as crianças”, disse ela ao mostrar Wisle Santos Castro, de 15 anos, que brincava com uma cuia em uma caixa d’água. “As famílias nunca imaginavam poder, um dia, tomar banho em casa”, acrescentou a ribeirinha Ednelza Martins da Silva, 42 anos.
Outra comunidade beneficiada pelo sistema de bombeamento de água por energia solar foi Boca do Mamirauá, onde vive a guia comunitária Francilvânia Martins de Oliveira, 24 anos. “Melhorou muito nossa situação durante a seca. Antes, tínhamos de descer para lavar a roupa ou pegar água, correndo sempre o risco de esbarrar com bichos. Agora tem até máquina de lavar roupa aqui na comunidade.”
Em 2013, o Instituto Mamirauá fez um monitoramento da qualidade da água nas 15 comunidades beneficiadas pelo sistema. “Ainda falta concluir a última comunidade, mas a adoção do sistema certamente implica benefícios nas áreas de saúde”, disse Dávila Correa, referindo-se ao estudo que está analisando a água dos rios, das caixas d’água, das torneiras e dos recipientes que guardam a água nas comunidades atendidas.
O custo de instalação dos 15 sistemas chegou a R$ 400 mil, valor que inclui os gastos com assistência técnica. “Nós [do Instituto Mamirauá] temos o compromisso de instalar, a cada ano, dois sistemas nas comunidades”, informou a integrante do Grupo de Pesquisa das Populações Ribeirinhas.
Por 11 dias, no mês de fevereiro, a equipe de reportagem da Agência Brasil viajou pela Amazônia para conhecer o dia a dia dessas comunidades. A vida dos ribeirinhos também será destaque no programa Caminhos da Reportagem, que será exibido pela TV Brasil nesta quinta-feira (17), às 22h.

terça-feira, abril 22, 2014


         Triângulo terá nova Unidade de Conservação
Refúgio de Vida Silvestre da Bacia do Rio Tijuco é um dos mais importantes corredores ecológicos da região
Foram assinados neste domingo (20), no evento que marcou a abertura da Semana das Águas em São Lourenço, no Sul de Minas, decretos para criação de três novas Unidades de Conservação estaduais. As novas áreas irão garantir a preservação de importantes refúgios da fauna e flora, além de mananciais e nascentes.
Uma das áreas está na região do Triângulo Mineiro. São cerca de 8,7 mil hectares no Refúgio de Vida Silvestre da Bacia do Rio Tijuco, um dos mais importantes corredores ecológicos da região. A unidade de conservação protegerá grande parte do rio Tijuco, que é o último curso de água consideravelmente íntegro e propício à reprodução de peixes pertencentes à ictiofauna da Bacia Hidrografia do Paranaíba.
De acordo com dados representados no Zoneamento Ecológico e Econômico de Minas Gerais, os rios Tijuco e da Prata são apresentados como áreas com altíssima prioridade de conservação.
Parque Estadual de Paracatu
A criação do Parque Estadual de Paracatu é uma das condicionantes estabelecidas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) no licenciamento ambiental do projeto de expansão da Mina Morro do Ouro da empresa Rio Paracatu Mineração S/A. A área do Parque Estadual é de 6.539 hectares. Sendo criado, o Parque Estadual de Paracatu incluirá a Área de Proteção Especial (APE) Santa Isabel e Espalha que atualmente protege os recursos hídricos na região.
O cerrado é a principal formação vegetal da área representado por seus vários tipos, desde campos até cerradões. Estudos realizados indicaram a presença de mais de 40 famílias de aves, dentre elas algumas ameaçadas de extinção em Minas Gerais, como a ema e a arara-canindé. Também foram observados no local, mamíferos como gambá-orelha-branca, mão-pelada, anta, capivara, lobo-guará e tamanduá-mirim.
Mata do Limoeiro
A área do Parque Estadual da Mata do Limoeiro é de 2.097,70 hectares e está situada no distrito de Ipoema, no município de Itabira, região Central do Estado. A área está localizada na Cordilheira do Espinhaço, a cerca de sete quilômetros do Parque Nacional da Serra do Cipó.
Na região podem ser observados fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado. Já foram identificadas, na área, pelo menos três espécies ameaçadas de extinção: o jacarandá-caviúna, a braúna-preta e o samambaiuçu. Entre as espécies da fauna, já foram observadas espécies raras como o rato do mato, típico do Cerrado, e o gambá-de-orelha-branca, endêmico da Mata Atlântica.




quarta-feira, janeiro 22, 2014

Menor tatu do mundo é rosado, peludo e   argentino
22/01/2014 - 13h56

                                              Rosado e peludo: o menor tatu do mundo

DA BBC BRASIL
Ele é pequeno, peludo, e rosado. Não é um grande animal, nem o protagonista de um conto de fadas, mas poderia ser.
O pichiciego-menor (Chlamyphorus truncatus), mede pouco mais de 10 cm, passa a maior parte de sua vida escavando embaixo da terra, e uma carapaça rosada cobre o seu suave pelo branco.
É o menor tatu do mundo, se alimenta de invertebrados e plantas, é e visto raramente na superfície. Encontrado nas planícies da Argentina, o pichiciego-menor é muito suscetível ao estresse e não tolera bem encontros com humanos.
"É um animal muito delicado, que em cativeiro vive no máximo oito dias, e morre", disse à BBC Mundo Mariella Superina, especialista na preservação de tatus.
Por sua raridade, esses animais se tornaram "uma obsessão" para Superina.
"Apesar do nome 'pichiciego', esses animais não são realmente cegos. Conseguem distinguir claridade de escuridão. "Pichi' significa menino na língua mapuche (um povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina), e eu suspeito que 'ciego' foi agregado ao nome para distingui-lo do piche (Zaedyus pichiy), uma espécie de tatu que pesa cerca de 1 kg e vive na mesma região", disse a especialista.
Tatu peludo
                                  NATUREZA DELICADA
Superina é pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), na província de Mendoza, Argentina, a região do pichiciego.
Por sua raridade, toda vez que as autoridades encontram um pichiciego perdido, eles o ajudam.
"Eles começaram a me avisar e a me trazer pichiciegos, primeiro um morto, depois um vivo para ver se eu conseguia reintegrá-lo a seu habitat natural, e assim eu comecei a conhecê-los", disse Superina à BBC Mundo.
"O que acontece é que às vezes as pessoas o encontram, por exemplo, em uma estrada e, ou o levam pra casa como animal de estimação, ou o entregam às autoridades e perguntam o que é", disse a especialista.
Mas a melhor coisa a se fazer, segundo a especialista, é deixar o pichiciego seguir o seu caminho, levando em consideração sua natureza delicada.
Superina lamenta nunca ter visto um em seu habitat natural, e teme que eles estejam à beira da extinção.
"Eu realmente não sei quantos existem. Sou presidente do grupo de especialistas em tatus, preguiças e tamanduás da União Internacional para a Conservação da Natureza, e não temos

dados suficientes para dizer se os pichiciegos estão ameaçados ou não, simplesmente porque não há nenhum estudo prático", diz Superina.
REFINADO
O que o torna tão especial? Superina explica que, entre as 21 espécies de tatus, que já são muito diferentes de outros mamíferos, o pichiciego é o único que perdeu a parte lateral da carapaça.
"Sob a carapaça estão pelos de seda que cobrem seu corpo e ajudam o pichiciego a manter sua temperatura corporal."
"A ponta da cauda tem uma forma de diamante, que também é muito raro, e é usada como uma quinta pata de apoio," acrescenta a especialista.

Eles também têm uma placa vertical na parte de trás que os cientistas não sabiam o que era. Até que a pesquisadora foi capaz de colocar uma câmera infravermelha em um dos pichiciegos resgatados e filmá-lo.
"Ele só saiu à noite, mas às vezes eu podia ver como ele cavava. Ele escavava e depois se virava e batia a terra atrás dele com esta placa vertical, um comportamento muito especial que os outros tatus não têm".

Mas isso não é tudo: este tatu observado por Superina também se mostrou extremamente "exigente".
"A verdade é que eu fiquei louca, porque era extremamente difícil encontrar algo para ele comer, passei dias capturando besouros, à procura de vermes, procurando frutas naturais, para ver se conseguia incentivá-lo a comer algo natural, e nada, acho que tentei 34 ingredientes diferentes e ele se recusou a comer", disse a pesquisadora.
"Então, eu tentei uma mistura de diferentes ingredientes, que foi o que ele comeu." Mas, segundo Superina, qualquer alteração na mistura causou a rejeição imediata do pichiciego refinado.
"E o mais engraçado é que eu fiz a mesma mistura para o segundo pichiciego que me entregaram para reabilitar, e ele a rejeitou. Eles devem ter fortes preferências individuais, e por isso não podemos replicar estas experiências, e reabilitar cada pichiciego é um desafio muito grande", explicou a especialista.
"Eles são tão diferentes, e é tão difícil encontrá-los, que esses animais são realmente fascinantes para mim, é uma espécie que eu gostaria de estudar e saber muito mais para protegê-lo, mas o problema é onde encontrá-los", concluiu a pessoa que, provavelmente, sabe mais do que qualquer um sobre esses animais.

terça-feira, janeiro 14, 2014

Roteiro do CORREIO lista oito Cachoeiras em Uberlândia e região; veja
Isabel Gonçalves Programa de Aprimoramento Profissional
O calor típico do verão é um convite para visitas a cachoeiras. O cerrado mineiro possui diversas opções para quem gosta de se refrescar em contato com a natureza. O CORREIO de Uberlândia selecionou algumas cachoeiras da cidade e da região como opções para quem quer conhecer a diversidade natural do local.
Os acessos às cachoeiras são divididos em três níveis, sendo 1 as de fácil acesso, 2, intermediário e 3 de difícil. As cachoeiras selecionadas são de nível 1, tendo mais de uma trilha aberta, com pouca inclinação, formando escadas naturais.
Uberlândia

Cachoeira do Sucupira
                                                 Cachoeira de Sucupira (Foto: Divulgação)
•Altura: 15 metros
•Nível: 1
•Local: Uberlândia
•Distancia: 17 km do centro de Uberlândia
•A cachoeira do Sucupira fica no rio Uberabinha, entre as rodovias BR 050 e BR 452, acesso pela BR 365.
Cachoeira dos Namorados
Cachoeira dos Namorados (Foto: Marcos P. P. Oliveira/Divulgação)

•Altura: 21 metros
•Nível: 1
•Local: Uberlândia
•Distancia: 18 km do centro de Uberlândia
•A Cachoeira Recanto dos Namorados fica a 600 metros da Cachoeira de Sucupira, descendo no sentido da correnteza, no Ribeirão Estiva.
Cachoeira Bom Jardim

                                                   Cachoeira Bom Jardim (Foto: Divulgação)

•Altura: 11 metros
•Nível: 1
•Local: Uberlândia
•Distancia: A cachoeira do Ribeirão Bom Jardim tem um paredão de rocha basáltica com aproximadamente 11m de altura por 70 de comprimento. O acesso à cachoeira se faz pelo Anel Viário Sul, sentido BR-050. Seguindo por esta rodovia, à direita da pista, uma placa do Dmae conduz a uma estrada de terra que corta o Anel Viário. Mais adiante, outra placa do Dmae conduz, novamente, à direita, para uma estrada que dá acesso à cachoeira Bom Jardim.
Nova Ponte
Cachoeira Rio Claro

                                     Cachoeira do Rio Claro (Foto: Trilhas Interpretativas/Divulgação)
•Altura: 43 metros
•Nível: 1
•Local: Nova Ponte
•Distancia: 60 km do centro de Uberlândia. •O Rio Claro cruza a BR 452 entre as cidades de Uberlândia e Araxá. A cachoeira tem a maior vazão de água do Triângulo Mineiro e também é conhecida como Cachoeira da Fumaça.
Indianópolis
Cachoeira do Mirandinha
                                 Cachoeira do Mirandinha (Foto: Trilhas Interpretativas; Divulgação)

•Altura: 25 metros
•Nível: 1
•Local: Indianópolis
•Distancia: 30 km do centro de Uberlândia. •Saindo de Uberlândia pela BR-365, siga sentido Patrocínio. Após a travessia do Rio Araguari, você chegará ao trevo de acesso para a Usina Hidrelétrica de Miranda. No trevo haverá uma estrada de terra do lado oposto ao acesso à usina. Siga por essa estrada por 2 Km.
Cachoeira do Britador
                                                     Cachoeira do Britador (Foto: Divulgação)
•Altura: 30 metros
•Nível: 1
•Local: Indianópolis
•Distancia: 55 km do centro de Uberlândia. •Saindo de Uberlândia pela BR-365 siga sentido Patrocínio. A cachoeira do Britador é formada pelas águas do Córrego Lajeado, que cruza a BR-365 entre o trevo de Indianópolis e o trevo de Romaria. Após a ponte sobre este córrego, pegue a primeira estrada de terra à direita (para quem segue de Uberlândia a Patrocínio). A cachoeira recebe esse nome por estar próxima a um britador.
Araguari
Cachoeira das Irmãs
                                           Cachoeira das Irmãs (Foto: Panorâmico/Divulgação)


•Altura: 42 metros
•Nível: 1
•Local: Araguari
•Distancia: 36 km de distância do centro de Uberlândia
•Cachoeira formada pelas águas do Ribeirão Bom Jardim, que, ao se encontrar com o Ribeirão do Pissarrão, recebe o nome Rio Jordão. O acesso é a partir da estrada da Usina Hidrelétrica do Pissarrão. Após a ponte sobre o Ribeirão do Pissarrão, chega-se ao Convento das Freiras. A cachoeira fica próxima à ponte, nos fundos da chácara onde está o convento.
Primeira cachoeira – Salto Brasil
                          Cachoeira Salto Brasil – primeira queda (Foto: Trilhas Interpretativas/Divulgação)


•Altura: 5 metros
•Nível: 1
•Local: Araguari
•Distancia: 50 km do centro de Uberlândia
•O complexo Salto Brasil possui um formato de “U”, sendo formado por cerca de 14 quedas. A cachoeira citada é a primeira desse conjunto.






segunda-feira, março 04, 2013

Justiça determina vasectomia de 12 tigres de mantenedouro em Maringá
Justiça acatou normativa do IBAMA, que prevê a esterilização de felinos. Sentença foi publicada na sexta-feira (15) e ainda cabe recurso. Além dos 12 tigres, mantenedouro abriga mais duas leoas e cães (Foto: Arquivo Pessoal) A Justiça Federal decidiu que 12 tigres do mantenedouro Ary Marcos, que fica em Maringá, no norte do Paraná, passem por vasectomia. A decisão é com base na Instrução Normativa 13, de 6 de dezembro de 2010, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que determina que felinos sejam esterilizados. A sentença foi publicada na sexta-feira (15) e ainda cabe recurso.
(Correção: ao ser publicado, esta reportagem errou ao informar que os 12 tigres seriam castrados. Essa informação havia sido repassada pelo advogado Vanderlúcio dos Santos. Na realidade, os animais vão passar por um procedimento de vasectomia. O erro foi corrigido às 20h56)
Na sentença, o Juiz de Direito José Jacomo Gimenes disse que os tigres e leões não pertencem naturalmente à fauna brasileira. Por isso, acredita que a esterilização não ocasionaria a redução da população da espécie, muitos menos a extinção. “Essa instrução normativa determinou que se fizesse esterilização em todos os felinos de grande porte do país. O IBAMA que seria o órgão responsável pela preservação da espécie está levantando uma bandeira do extermínio. A única coisa certa disso é que esse animal não vai conseguir reproduzir mais. Então, dizer e determinar que se faça vasectomia é levantar a bandeira do extermínio”, explicou ao G1 o advogado que cuida do caso Vanderlúcio dos Santos Baum.
O dono dos animais tem autorização do IBAMA para cuidar de felinos em extinção, vítimas de maus tratos e abandono. (Foto: Arquivo Pessoal)
De acordo com o advogado, no mundo existem 3.200 tigres. E os 12 tigres do mantenedouro que fica em Maringá representam 0,37% da população mundial. Ele garante que esta decisão é contrária à legislação internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (UNESCO), que prevê a proteção à fauna e à flora. “Eles estão descumprindo e violando o pacto. No cenário mundial, enquanto países se unem com o objetivo máximo de preservação, em especial das espécies ameaçadas de extinção, o Brasil, através de normas do IBAMA, que sequer tem força de lei, contraria os diplomas internacionais e sustenta a esterilização da espécie”, completou.
saiba mais
Baum contou que o IBAMA tomou esta medida pelo fato de terem nascido em cativeiro sete filhotes de tigres. O órgão considerou a situação gravíssima e pediu para vasectomizar os animais para que outros não descendam deles. No começo de março, Baum fará uma viagem a Nova York, na qual irá protocolar na sede da ONU um memorando sobre a situação que está acontecendo no Brasil com o caso dos tigres.

Advogado que cuida do caso diz que o IBAMA está descumprindo um pacto internacional
(Foto: Arquivo Pessoal)
Paixão pelos tigres. O proprietário do mantenedouro que abriga, além dos 12 tigres, mais duas leoas e cães, disse ao G1 que cuida dos animais com o objetivo de preservar a espécie e não vai deixar que eles sejam vasectomizados. “Como vai ser daqui alguns anos. Os filhos, netos vão conhecer um tigre só pela internet, pelas revistas? Isso não pode acontecer”, assegurou. Ary Borges da Silva tem autorização do IBAMA para cuidar de felinos em extinção, vítimas de maus tratos e abandono. Os animais são criados em um cativeiro, na própria casa do Ary. No local, há três piscinas para os tigres tomarem banho, jaulas, alimentação balanceada, acompanhamento de um veterinário e assistência de estagiários de faculdades de Agronomia e Biogia. Os felinos são conhecidos nacionalmente, pois participam de novelas, comerciais e são modelos em ensaios fotográficos. Segundo Silva, boa parte da verba para poder sustentar o mantenedouro é tirado do próprio trabalho dos animais.
Animais recebem o cuidado de Ary Borges da Silva (Foto: Arquivo pessoal)

sexta-feira, janeiro 11, 2013


Água, fonte inesgotável?

Estamos próximos de uma crise. A Organização Mundial da Saúde afirma que são necessários  110 litros de Água potável por dia para cada humano. O Word Walter Council já aponta regiões cri­ticas, como os africanos na região subsaariana, onde a media diária de consumo de Água por pessoa é de 10 a 20 litros.
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Por Vitor Luciano Diniz
 
A Quem vai a cidade de Uberlândia, no Triangulo Mineiro, é convidado por seus anfitriões a visitar a Cachoeira de Sucupira, situados a 17 km do centro. Um ambiente de descanso e diversão nas tardes dos finais de semana para as famílias da cidade. Indo ate o final da movimentada Avenida João Naves de Ávila, entramos em uma estrada de terra que fica ao lado de uma grande empresa, então passamos perto de uma carvoeira e seguimos ate a estação de coleta e tratamento Renato Freitas, mantida pela empresa DMAE, responsável pela distribuição de água na região. A diante, notamos uma estrutura de represamento que modificou o leito do rio Uberabinha, construída para agilizar a captação, impactando o fluxo de Água que segue ate desabar por um abismo rochoso. No caminho, uma porteira indica a presença da Fazenda da Sucupira, que é uma Área de 41,6 hectares no entorno da cachoeira, recentemente transformada em Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). Continuamos por uma ladeira envolta pela mata do cerrado, invadida por espécies exóticas de eucaliptos, os quais predominam no local, e chegamos a incrível queda da Água. Em duas paredes de basalto, com altura de 15 metros, escoa um véu cristalino, sem poluição, que desce ate formar uma grande piscina natural, depois as águas voltam a correr calmamente formando o leito do rio, onde alguns jovens nadam. Nas margens, outras pessoas curtem a tranquilidade do local, sentadas na grama verde. A estrutura interessante do lugar faz um convite à reflexão sobre o futuro da água no planeta. A captação e purificação remetem a administração dos recursos hídricos; a fazenda (RPPN) nos faz pensar sobre a preservação. As pessoas nesse local nos lembram da importância da água para sobrevivência, e o rio descendo ate a cidade, onde recebe esgoto e a sujeira que escorre das ruas, tornando-a imprópria para consumo, mostra que temos um grande trabalho de preservação e prática de sustentabilidade pela frente.
                                                             Imagem do site da prefeitura de Uberlândia (www.uberlandia.mg.gov.br)
 Área preservada da Cachoeira de Sucupira. A estimativa que cada ano a população aumente 83 milhões de pessoas, o que deixara¡ 1,8 bilhão de humanos em regiões de escassez de água dentro de 15 anos.
Os primeiros astronautas que observaram a terra do espaço disseram que nosso planeta é azul. Uma riqueza hídrica incalculável, sendo que menos de 1% estão disponíveis para consumo humano. Alem disso, o regime de chuvas que varia entre as áreas, as diferenças climáticas e a distribuição não homogênea da população nos continentes, agrava a situação de acesso a água potável. Dados do relatório sobre Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2006 mostram que 2 bilhões de pessoas estariam sofrendo com a falta de água, que 2,6 bilhões não dispõe de saneamento básico e 1,8 milhão de crianças morreriam anualmente devido doenças adquiridas pelo uso de água contaminada. A situação se agrava em países subdesenvolvidos. Neles a rápida industrialização e o crescimento acelerado da população acontecem sem o acompanhamento de um planejamento de distribuição e de tratamento da água. Esse crescimento provocou o aumento do consumo global de água de 1.060 km para 4.130 km nos últimos 50 anos. São muitos os jovens que se divertem na sonora cachoeira. Eles são os cidadãos que receberão da geração atual a herança hídrica que estamos construindo agora. Uma garota morena, aparentando ter treze anos, esta sentada sobre uma grande pedra perto da margem. Aproximo e pergunto seu nome. Conversando com Roberta descubro que as escolas locais atuam constantemente na conscientização sobre a importância da água e seu consumo inteligente. Contudo, quando questionada se o que aprende é executado pela sociedade, ela diz que a abundante disponibilização de água na região faz com que algumas pessoas da comunidade não se importem com a economia e a preservação. No Brasil, o consumo caseiro de água esta acima do mundial. De acordo com o Almanaque do ISA, enquanto o uso domestica mundial representa 10%, o uso no Brasil atinge o nível de 27%. Uma torneira pingando pode desperdiçar ate 80 litros de água por dia. As principais ações publicitárias visam conscientizar sobre a economia nesse tipo de gasto. Entretanto, a irrigação apresenta o maior índice de desperdício. Nas sociedades modernas, 69% do uso da água são destinados para atividades agrícolas. Disso, de 15% a 50% utilizado não atingem as plantações, sendo perdido pela evaporação e pela infiltração no solo. Relacionando esses dados com a realidade futura surge outra preocupação: os rios próximos às plantações costumam ser vi­timas dos Pops (poluentes permanentes). Tais poluentes são oriundos de agrotóxicos e fazem com que a água se torne cancerígena. A água é um recurso renovável. Contudo, sua quantidade é limitada e por isso a preocupação com a economia é colocada em primeira estância. Roberta é um exemplo de que a sociedade passa por constantes atividades de conscientização. Entretanto, os resultados significativos acontecem quando as empresas se preocupam e assumem iniciativas de mudanças. A partir da estação de captação e tratamento Renato Freitas, as águas do rio Uberabinha recebem gerenciamento da concessionária DMAE. Durante muitos anos, ela conduziu o esgoto da cidade para o rio. Mas a população, prejudicada por ter a cidade cortada por um rio poluído e fétido, acabou influenciando a empresa, com a ajuda de políticos, a adotar uma postura social responsável. Um projeto de despoluição foi desenvolvido e concluído em dezembro de 2003. A estação de tratamento de Esgoto Uberabinha começou a purificar 100% do esgoto domestico da cidade, que constou em 2009 com uma população de 634.345 habitantes segundo o IBGE. A estrutura realizada para a conclusão de tal feito foi grandiosa. Foram construídos 34 km de interceptores que recolhem a poluição que seria lançada em vários córregos da cidade. Esses interceptores levam a sujeira para um emissário de 6 km instalado as margens do rio Uberabinha. Esse emissário segue de um famoso clube da cidade ate a cachoeira dos Dias, onde foi construída a ETE Uberabinha, que constitui a etapa final do processo. A empresa Uberlândia Refrescos é outro exemplo na região. Ela é certificada com o ISSO 14001 (meio ambiente), com todo o efluente gerado na fabrica tratado por uma estação própria.
                                                                      Imagem ESTADO NOBEL
Maria Helena lava a louça graças a rede de água tratada que recebe em casa. Próximo da cachoeira, há uma estação de captação e tratamento de água que abastece a cidade de Uberlândia. Em todo planeta, 46% das pessoas não tem acesso a água encanada.
Os jovens inquietos, ora descansavam sobre as pedras, ora as escalavam e se lançavam em perigosos mergulhos na Cachoeira de Sucupira. Uma senhora simpática os acompanhava. Entrei na água gelada da cachoeira, o solo pedregoso causava uma sensação de massagem dolorida nos meus pés. Esquecida dor e me aproximei dela. Seu nome era Marta. Perguntei o que achava da qualidade da água do rio. Ela disse que apesar do DMAE ter realizado um grande trabalho de despoluição, ela ainda não tinha confiança em nadar na parte que percorre o perímetro urbano. Muitos córregos que deságuam no Uberabinha ainda estas poluídas, eles recebem água que escorre da rua, lixo atirado por moradores ou da canalização de esgotos ilegais. E também fala que certas empresas não respeitam o rio, lançando grande quantidade de sujeira. Essa denuncia serve de ilustração, mostrando as varias ameaças às fontes de água. Marta esta certa em não confiar nas águas do rio. Para se ter ideia, a Cachoeira dos Dias fica próxima a uma usina de triagem e compostagem de lixo. Uma significante ameaça a qualidade da água. Apesar de pontos negativos, a cidade é considerada como modelo a ser seguido dentro da realidade da crise da água. De acordo com Adolpho Jose Melfi, professor titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), a crise é atribuída a dois fatores interligados, a escassez e a gestão dos recursos hídricos. O Banco Mundial divulgou o relatório Gerenciamento de Recursos Hídricos, que aconselha os países em desenvolvimento a praticar políticas integradas, considerando fatores inter setoriais do uso das águas, pois ela poderá ser alvo de guerras, assim como acontece atualmente com o petróleo. Essa discussão ficou acirrada quando em outubro de 2008 a UNESCO divulgou a localização de 273 aquíferos sobfronteiras internacionais. Uma brisa fria seca o nosso corpo e as altas arvores da densa mata ciliar, balançam suas copas lançando uma sombra movimentada sobre a calma correnteza cachoeira. As pessoas estão ali em um momento de descanso. Contudo, inúmeros cientistas trabalham arduamente em busca de soluções para Crise da água. A todo o momento a ciência apresenta projetos. Adolpho Jose Melfi cita em entrevista ao site Inovação Tecnológica (www.inovacaotecnologica.com.br) as principais pesquisas em desenvolvimento: "Tecnologia de membranas filtrantes nas estações de tratamento de água e de esgoto"; "Alternativas de tratamento, disposição e utilização de lodo de estações de tratamento de água e estações de tratamento de esgotos"; "Novas tecnologias para implantação, operação e manutenção de sistemas de distribuição de água e coleta de esgoto"; "Novas tecnologias para melhorias dos processos de operações unitárias"; "Monitoramento da qualidade da água"; "Eficiência energética"; e "Economia do saneamento". Para que essas inovações cheguem a população, principalmente nos lugares mais afetados, movimentos políticos e sociais devem acontecer. Trata-se ultrapassar a conscientização e seguir com luta ativa e coletiva da preservação de um bem comum. A falta de água potável em muitas regiões deve soar como um grande sinal de alerta. Ignorar esse aviso é amaldiçoar o futuro. As pessoas nessa cachoeira se estão tranquilas, porque ela ainda esta ali.