terça-feira, maio 12, 2015

Rota Romântica na Baviera, Alemanha, vai fazer você suspirar (mesmo se estiver sozinho)
Entre castelos e vilarejos, vinhos e cervejas, salsichas e batatas, nosso repórter percorreu a mais apaixonante das rotas alemãs – uma Baviera em estado de graça
                                             Estrada rural em Füssen, um convite para se perder na Rota Romântica

Arrasada pela Segunda Guerra, a Alemanha do final da década de 1940 agonizava. Sem dinheiro para se reerguer, um conjunto de cidades da Baviera se uniu e criou algo que ficou tão famoso quanto a Oktoberfest: aRota Romântica. A ideia era cândida: atrair turistas, principalmente os soldados americanos ainda presentes no país. Hoje a Rota recebe quase 2 milhões de visitantes por ano, que percorrem 380 quilômetros de estradas secundárias entre 28 cidades de sonho. Se a crise europeia poupou a Alemanha, parece ter sido ainda mais complacente com a Baviera. Numa terça-feira, nesta última temporada de verão, um casal de turistas não conseguia se hospedar em Würzburg. “Estamos lotados”, disse a eles Ubrich Kölber, dono de uma pousada local. “Neste ano [2012], o movimento aumentou 10%.”
A maior parte dos visitantes faz a Rota de carro. E, como as estradas e os autos alemães são tudo aquilo que gostaríamos que fossem os do Brasil, considere você também essa opção. Para os menos sedentários, há uma bela ciclovia – mas, aí, com um bônus de 110 quilômetros. Eu me decidi por uma terceira via, o Romantic Road Coach, um ônibus que dá reembarques livres em todas as paradas da Rota com um só bilhete. De Frankfurt a Füssen, rodei o percurso em cinco dias. E voltei feliz para o Japão, onde moro – aliás, na viagem descobri que Alemanha, Brasil e Japão têm cada um sua Rota Romântica (a brasileira, na Serra Gaúcha, de São Leopoldo a São Francisco de Paula). Na Rota alemã, muitos começam a viagem em Munique, visitam os castelos e seguem até Frankfurt. Eu fiz o inverso, deixando os Alpes para o fim – certamente o chantilly do Apfelstrudel.
DE FRANKFURT A WÜRZBURG
Barroco alemão
Frankfurt não faz parte da rota, mas é a principal porta de entrada alemã para os brasileiros. Importante centro empresarial, a cidade preserva sua história a despeito da face business. Com o dia livre, comprei um cartão de transporte integrado e um city tour em ônibus double deck, parando em lugares como a Casa Goethe, onde nasceu o poeta alemão, o Römerberg, bairro com a típica arquitetura germânica, e Schaumainkai, reduto de museus ao lado do Rio Main.
No dia seguinte, acordei cedo para embarcar no ônibus em fente à estação central. O motorista me deu um mapa da Rota em japonês, que eu troquei por outro em inglês. Maioria entre os turistas, os japoneses chegam a reservar hotéis inteiros na região. Pouco mais de 1h30 depois chegávamos a Würzburg, já na Baviera. A primeira imagem da cidade fez um casal de idosos – japoneses – suspirar alto: “Como é romântica!” Até eu me enlevei, esquecendo que fazia a viagem so-zi-nho!
Würzburg é um charme. Cercada por parreirais, a capital vinícola da Franconia produz bons vinhos brancos da uva silvaner, envasados nas Bocksbeutel (“saco de bode”, referência ao bojo redondo das garrafas). O Rio Main corta a cidade, e é às suas margens que estão os melhores bares e restaurantes para apreciar o far niente alemão.
Dá para dizer que esta é uma Alemanha bachiana: há igrejas góticas e barrocas, a Fortaleza de Marienberg, o Palácio Residenz, obra-prima de Balthasar Neumann, o Beckenbauer do barroco germânico. Patrimônio Mundial, o palácio derrubou meu queixo logo no teto da escadaria, adornado com um monumental afesco de Tiepolo. Não parece, mas quase tudo o que se vê de antigo em Würzburg, inclusive o Residenz, é reconstrução do que sobrou da Segunda Guerra. Para ver quão bom ficou o trabalho, suba o morro ao lado do forte e visite a Käppele, pérola rococó de Neumann com rica decoração e uma vista poética do casario cingido pelo Main.
ROTHENBURG OB DER TAUBER
Cidade de a(r)mar
Próxima parada: Rothenburg ob der Tauber, eleita pelos passageiros do “coach” a cidade mais simpática, misteriosa e, sim, romântica da Rota Romântica. Uma verdadeira joia. Houve um pequeno prólogo, uma parada de meia hora na minúscula Weikersheim, onde as grandes atrações são seu castelo e o jardim à Versailles que o cerca. Então, atravessamos as muralhas de Rothenburg sob a sensação de adentrar um set de filmagens. Erguida há mais de mil anos, a cidadela preserva o clima medieval em suas torres, nos canteiros floridos e nas imponentes fontes, outrora essenciais para proteger a vila dos incêndios.
Sabe aquelas pecinhas de madeira com as quais você brincava para criar vilarejos? Pois Rothenburg é uma cidadezinha de armar. Embaixo da torre do relógio há um portão arcado – parece que estamos juntando a peça da ponte vazada com a do tijolinho com relógio. Dois museus chamam atenção: o do Crime, que expõe objetos utilizados para castigar infatores no passado, e do Natal, com os primeiros cartões e enfeites natalinos, alguns do século 15. Mas é a loja do museu, recheada com tudo o que se imagina para decorar a casa, que causa furor. “Parece um sonho”, exultava a turista brasileira Maria Julia Fonseca.
                No Museu do Natal, Papai Noel dá expediente 365 dias por ano - Foto: Imagebroker RM

Se um alemão em Rothenburg mandar você para o inferno (“Fahr zur Hölle!”), não tome como xingamento. O Zur Höll é uma taverna tradicional com boas pedidas de slow food (salsichas, costelinha, kebab) para acompanhar os vinhos locais. Na cidade, não deixe de saborear ainda o Schneeballe, bolota de massa fita coberta com chocolate, nozes ou açúcar.
AUGSBURG A FÜSSEN
Reino da fantasia
Seguindo viagem, dei uma rápida parada em Dinkelsbühl e Nördlingen, duas cidadezinhas adoráveis. Se você quiser fazer um único trecho de bike em toda a Rota, escolha os 30 quilômetros que as separam, mais planos. Augsburg, fundada em 15 a.C. em tributo a Augusto, o primeiro imperador romano, é a maior cidade do percurso e deu à luz figuras como o violinista e compositor Leopold Mozart, pai do Mozart mais famoso, e o escritor Bertolt Brecht, cuja casa virou museu. Repleta de imigrantes italianos, Augsburg estimula os visitantes a deixar as batatas e as salsichas de lado e se deliciar com uma autêntica pasta.
No trecho final da Rota, os Alpes surgem no horizonte e o cenário se transforma. Antes de chegar a Schwangau, o ônibus para na minúscula Steingaden, colocada no mapa graças à Igreja de Wieskirche, outra gema do rococó alemão. Havia tempos eu não entrava em tantas igrejas, não rezava nem agradecia tanto, deslumbrado com a paisagem.
Minha última noite na Rota Romântica foi em um hotel próximo aos castelos de Hohenschwangau e Neuschwanstein, cartões-postais por excelência do itinerário. Naquela noite estrelada, fiquei horas apreciando o Hohenschwangau, todo iluminado. A meu lado, outros turistas não escondiam o encanto. “Mas que triste fazer essa viagem sozinho!”, lembrou-me uma japonesa acocorada nos braços do marido. Hipnotizado pelo cenário, eu havia me esquecido desse detalhe...
No dia seguinte, fui direto buscar os meus ingressos para os castelos, já reservados pela internet. As entradas têm hora marcada; por isso, é bom ficar atento: da bilheteria até o Hohenschwangau são 20 minutos de caminhada ladeira acima. Para o Neuschwanstein, o tempo dobra, mas pelo menos ali dá para ir de charrete ou, ainda melhor, de ônibus, que deixa você na Ponte Marienbrüke, onde há uma vista espetacular para a construção. Última extravagância do rei Ludwig 2º, o Neuschwanstein é conhecido como “Castelo da Cinderela” por ter inspirado o da Disney, erguido em 1955 na Califórnia.
Ludwig morreu antes de ver o Neuschwanstein pronto. Considerado louco, foi destronado em 1886 e, no mesmo ano, encontrado morto. Também produtos de sua excentricidade, o Castelo de Linderhof e o Palácio de Herrenchiemsee, ambos a leste da Rota Romântica, teriam levado o reino à falência. Ironicamente, o espólio do rei é hoje a principal fonte de renda da Baviera. Outro devaneio de Ludwig, o Castelo de Neuschwanstein parece um transatlântico ancorado nos Alpes, mas é dentro que se tem a noção de sua preciosidade. Mármore, porcelanas, pedrarias, ouro e pinturas baseadas nas óperas de Wagner decoram as salas.
Fiquei emocionado com tamanha beleza. O rei era louco, mas não bobo. Em estado de leveza, desci a pé, peguei minha mala no hotel e, antes de embarcar para Füssen, parei em uma cafeteria cheia de turistas no centro histórico. A cena me fez perceber que a guerra pode ter devastado a Baviera, mas não fez um arranhão no legado de seus monarcas sonhadores.

quarta-feira, abril 08, 2015

'Beefalo': o híbrido de vaca e bisão que ameaça o Grand Canyon

3 março 2015
Comportamento considerado "destrutivo" dos 'beefalos' vem causando danos à conhecida reserva natural dos Estados Unidos
Uma estranha criatura híbrida, resultado de uma tentativa fracassada de se criar uma raça metade vaca metade bisão no início do século 20, está causando estragos no Grand Canyon, no sudoeste dos Estados Unidos.

Apelidados de "beefalo", esses animais ─ que atualmente vivem soltos ─ estão se provando uma dor de cabeça tanto para ambientalistas quanto para grupos indígenas, que querem exterminá-los.
Também despertam tanta curiosidade que alguns turistas vêm colocando suas vidas em risco apenas por uma oportunidade para observá-los.
O problema está em seu comportamento considerado "destrutivo": bebem muita água, comem vorazmente, destroem o solo e a vegetação por onde passam.
Estima-se que, na área da reserva natural conhecida como North Rim, vivam cerca de 600 animais dessa espécie.
De acordo com ambientalistas, o "beefalo" pode consumir até 45 litros de água por dia, o que significa que uma manada inteira pode colaborar para baixar consideravelmente o nível de água de um córrego em poucas horas.
Mas esse não é o único dano ambiental que esses animais causam. Também defecam em fontes de água potável e seu peso compacta o solo.
O apetite voraz e o hábito de tomar "banhos de poeira" deixam a terra sem nutrientes, explicam ambientalistas.
Além disso, à medida que sua população cresce, outros animais são obrigados a deixar o local, fazendo com que o ecossistema perca seu equilíbrio natural, acrescentam.
Insetos e plantas exóticas também são afetados com essa mudança.
Destruição
Grand Canyon é considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo
Martha Hahn, coordenadora de recursos naturais do Parque Nacional do Grand Canyon, levou a reportagem da BBC a um dos lagos (são sete no total), onde os danos são evidentes.
"Entre 200 e 300 beefalos bebem desta fonte de água e podem acabar com ela muito rapidamente", diz ela.
"Cerca de 80% das nossas plantas e outras espécies dependem de recursos hídricos limitados. Há, no total, provavelmente sete lagos como este no parque e em áreas adjacentes. Sem água, outras espécies serão afetadas", explica ela.
Em um de seus experimentos, Tom Sisk, professor de ciência e política ambiental da Universidade do Norte do Arizona, cercou metade da área de pastagem para estudar os efeitos, mas os "beefalos" a destruíram.
À primeira vista, o potencial destrutivo de uma manada de 600 animais não parece significativo se considerada a extensão do Grand Canyon, mas o impacto dessa espécie se concentra, na verdade, em áreas mais sensíveis.
Os "beefalos" destruíram ruínas de pedra do local, que até hoje é considerado sagrado para muitos grupos indígenas.
População em alta
Logo no início da visita, a reportagem da BBC presenciou centenas desses animais na entrada do parque, ao lado da estrada.
"É incrível. Sinceramente nunca vi tantos juntos em todos os anos que eu trabalhei aqui", disse Sisk.
"Há alguns anos, era comum ouvir histórias sobre o bisão fantasma do Grand Canyon. Por muito tempo, muita gente veio aqui para observar essa criatura. O que estamos vendo agora é um aumento dramático da população de um animal real e potencialmente destrutivo”.
Muitos turistas param para tirar fotos e alguns correm mais riscos do que outros.
"Um acidente ocorre, em média, por dia", diz Hahn. "Se um carro acaba parado entre um bezerro e sua mãe, ela ataca o veículo".
Experiência malsucedida
'Beefalos' vêm causando grandes estragos ambientais no Parque Nacional do Grand Canyon, nos Estados Unidos

A criação dos "beefalos" partiu de um homem chamado Charles "Buffalo" Jones, em 1906.

Naquela época, a população de búfalos - um animal icônico nos Estados Unidos – estava em queda. Jones cruzou, então, os bisões com vacas domésticas para produzir um animal forte, que pudesse ser comercializado.
Quando ele abandonou a ideia, os animais ficaram a cargo dos proprietários dos ranchos onde a espécie era criada. Para controlar o crescimento da população, autoridades locais entregaram licenças de caça limitadas.
Tudo parecia transcorrer sem problemas até o momento em que os "beefalos" entraram no Parque Nacional, onde a caça é proibida e não existem predadores naturais.
O resultado foi um aumento no número desses animais da ordem de 50% ao ano.
Os "beefalos" também se aventuram fora do parque, mas fora da temporada de caça. Hahn acredita que os animais aprenderam a determinar quando o período começa e termina.
Medidas
Por ora, as autoridades locais estão discutindo a melhor maneira sobre o que fazer com os "beefalos".
Enquanto alguns caçadores defendem a ideia de permitir matar os animais, grupos indígenas se opõem à prática por condenarem a morte por esporte.
As opções incluem métodos letais e não-letais, como cercá-los ou dar contraceptivos aos animais.
Mas até o momento, nenhuma das iniciativas se provou bem-sucedida.
Entre as alternativas para reduzir os estragos causados pelos beefalos, houve até quem sugerisse que os indígenas "adotassem" os bisões como animais domésticos, algo que já faz parte de sua tradição cultural.
No entanto, nenhuma ação será implementada até o próximo ano.

terça-feira, março 10, 2015

 A aliança com os lobos que mataram neandertais
Ciência BBC World, bbc_ciencia

·           04 de março de 2015- http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2015/03/150304_perros_lobos_hombre_moderno_lp.shtml?ocid=socialflow_facebook
Durante 200.000 anos neandertais dominou a Europa, mas depois de alguns milhares de anos após a chegada dos seres humanos modernos se tornaram extintas.
São fiéis guardiões e os melhores e mais antigo amigo do homem.
Mas a nossa gratidão com os cães não deve terminar aí.
De acordo com uma nova teoria proposta por um antropólogo americano eminente, não há outra razão pela qual devemos ser eternamente grato: graças a eles, o homem moderno conseguiu eliminar seu rival, o homem de Neandertal.
(The Alliance) é uma estratégia em que ambos têm a ganharPat Shipman, um antropólogo da Universidade da Pensilvânia
O homem moderno começou a migrar para fora da África cerca de 70.000 anos atrás. 25 mil anos mais tarde veio para a Europa, dominada na época, e uma vez que os neandertais por 200 mil anos.
Alguns milhares de anos depois de sua chegada, o nosso parente evolutivo morreu.
No passado, tem sido sugerido que sua morte pode ter sido devido às mudanças climáticas. Também especula-se que pode ter perdido a competição com os nossos antepassados, porque eles tinham mais eficiente para armas de caça.
Mas Pat Shipman, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a chave para o seu fim está em outro lugar.
Aliança
                           Os cães e os seres humanos caça é dividida para maximizar os resultados.

"Naquela época, os humanos modernos e os neandertais e os lobos eram os principais predadores e competindo por mamutes de caça e outros herbívoros de grande porte", diz Shipman.
"Mas, então, formamos uma aliança com os lobos e isso significaria o fim dos neandertais."
Nossos ancestrais e começou a domar lobos, os cães que vão para baixo, e com a sua ajuda aperfeiçoou a estratégia para a caça.
Esta associação, Shipman argumenta, lhes permitiu dividir o trabalho de forma eficiente.
(Cães) obter mais alimentos mais rápido e sofrer menos lesões em busca de alimento. Além disso, ganhar um pouco de protecção da saúde humana com quem vivemPat Shipman, um antropólogo da Universidade da Pensilvânia
Esses cães primitivos perseguindo seus -alces presa, bisões e assim sucessivamente até cansarlas, o que permitiu seres humanos para economizar energia, e eles os mataram quando eles já estavam encurralados, quando eles geralmente considerado o mais perigoso em uma caça .
"É uma estratégia em que ambos win-win", diz o antropólogo.
As vantagens são evidentes para os seres humanos, mas em que os cães se beneficiar?
"Eles ficam mais alimentos mais rápido e sofrer menos lesões em busca de alimento", diz Shipman disse à BBC.
"Além disso, ganhar um grau de protecção da saúde humana com quem vivem."
A supremacia de espécies invasoras
Ao longo dos milênios seguintes foram desaparecendo da Europa, leões, hienas mamutes e bisões.

Sua teoria parece ressoar na prática, o que acontece com as espécies invasoras.
"Nós sabemos que as espécies invasoras, e os seres humanos são claramente fora do ambiente em que eles desenvolveram está em perigo, porque eles sabem o seu novo habitat."
"Pode-se pensar, então, que os recém-chegados estão em grande desvantagem. Mas, na verdade, muitas vezes invadindo predadores superam nativos".
O preço desta coalizão parece não ter pago apenas neandertais.
Ao longo dos milênios seguintes foram desaparecendo da Europa, leões, hienas mamutes e bisões.
Controvérsia
A idéia de Shipman, explicou em seu livro "Os Invasores: como os seres humanos e os seus cães moderna levou à extinção dos neandertais", publicado este mês, não é sem controvérsia, especialmente com os avanços nos muito as origens domesticação de cães descendem dos lobos, que de acordo com as teorias anteriores aconteceu há cerca de 10.000 anos atrás, com o surgimento da agricultura.
Shipman teoria avançada em idade domesticação dos cães.

Lugares do antropólogo este evento antes da última Idade do Gelo.
Pois foi baseado em recente cão descobertas de fósseis 33.000 anos encontrado na Sibéria e na Bélgica atrás.
Embora se assemelham aos de um lobo, mostram claros sinais de domesticação.
No momento em que a parceria foi formada, o que ocorreu sobre quando os neandertais estavam morrendo, diz o pesquisador, um grupo de lobos estava sendo domado.
"Havia um grupo de animais que pode ser descrito como cão-lobos. Eles olharam diferente. Você pode pensar que havia dois grupos distintos de lobos", explica Shipman para a BBC ", ou que este pequeno grupo de animais raros que não tinha conhecido antes porque não tinha ferramentas, foram uma primeira tentativa de domesticação ".

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Testing 'more effective' than badger cull
15 January 2015 Last updated at 10:24 GMT
By Helen BriggsEnvironment correspondent, BBC News                        http://www.bbc.com/news/science-environment-30820579

Stepping up cattle testing would be far more effective in controlling bovine TB than shooting badgers, according to computer modelling.
In a region the size of a typical county, culling badgers would save 12 cows from TB, but more frequent testing would save 193, research suggests.
Factors such as bigger herds and keeping cattle inside for winter could explain the rise in TB in recent decades, say UK scientists.
The NFU said the study did not reflect the experience of most farmers.
Badgers are being culled in England as a policy to control the spread of bovine TB.
Wales has focussed on cattle measures, while Scotland is free of the disease.
The first large-scale computer modelling of TB in cattle and badgers suggests that badger culling, cattle testing and cattle movement controls all play a role in controlling the spread of bovine TB, but cattle measures have the biggest effect.
"Of the available bovine tuberculosis control strategies we believe that how frequently cattle are tested and whether or not farms utilise winter housing have the most significant effect on the number of infected cattle," said Matthew Evans, Professor of Ecology at Queen Mary University of London.
"Our modelling provides compelling evidence, for those charged with controlling bovine TB, that investment in increasing the frequency of cattle testing is a far more effective strategy than badger culling."
Farming measures
The research, published in Stochastic Environmental Research and Risk Assessment, found that housing cattle in large sheds over winter could potentially double the number of infected animals, by creating conditions where TB can spread.
In a region containing about 1.5m cows of which 3,000 to 15,000 might have TB, badger culling could account for a reduction of 12 in the number of infected cattle, according to the modelling. Reducing the testing interval by one month could reduce the number of those infected by 193.
The National Farmers Union (NFU) said this was a computer generated model, which was entirely dependent on the data used.
"Its conclusions fly in the face of the experiences of most farmers who say that the biggest risk to their cattle isn't being housed in winter but when they are turned out into the fields in the spring," said a spokesperson.
"Cattle in high risk TB areas are tested at least annually and herds placed under restriction have to pass two consecutive TB tests 60 days apart. Testing any more frequently than that would simply not be practical."
A spokesperson for the Department of Environment, Food and Rural Affairs added: "It's clear that there is no single measure that will on its own achieve control of TB.
"That is why we are pursuing a comprehensive strategy to tackle bovine TB, which includes regular cattle testing, tighter cattle movement controls, vaccinations and culling in areas where the disease is widespread. "
Dominic Dyer, of the Badger Trust and Care for the Wild, said: "The role badgers play in spreading this disease has been massively exaggerated, and the impact of culling them has been completely misunderstood."


Testando “mais eficaz” do que o texugo de abate
15 de Janeiro 2015 Última actualização em 10:24 GMT
Helen Briggs CORRESPONDENTE Ambiente, BBC News
Intensificação testes gado seria muito mais eficaz no controle de tuberculose bovina de texugos de disparo, de acordo com a modelagem computacional.
Em uma região do tamanho de um município típico, texugos abate pouparia 12 vacas da TB, mas testes mais freqüentes pouparia 193, a pesquisa sugere.
Fatores como rebanhos maiores e manter o gado no interior para o inverno poderia explicar o aumento da TB nas últimas décadas, dizem pesquisadores britânicos.
O NFU disse que o estudo não refletem a experiência da maioria dos agricultores.
Texugos estão sendo abatidos na Inglaterra como uma política para controlar a propagação da tuberculose bovina.
Wales concentrou-se em medidas de gado, enquanto a Scotland está livre da doença.
A primeira modelagem computacional em grande escala de tuberculose no gado e texugos sugere que texugo abate, teste e gado gado movimento controla todos desempenham um papel no controle da propagação da tuberculose bovina, mas as medidas de gado tem o maior efeito.
"Das estratégias de controle da tuberculose bovina disponíveis acreditamos que a freqüência com que os bovinos são testados e se fazendas utilizam habitação Inverno têm efeito mais significativo sobre o número de bovinos infectados," disse Matthew Evans, Professor da Ecologia no Queen Mary da Universidade de Londres .
"Nosso modelo fornece evidências convincentes, para aqueles acusados ​​de controle da tuberculose bovina, que o investimento no aumento da frequência dos testes de gado é uma estratégia muito mais eficaz do que o texugo de abate."
Medidas de Agricultura
A pesquisa, publicada na Stochastic Pesquisa Ambiental e Avaliação de Riscos , descobriu que o gado habitacionais em grandes galpões durante o inverno pode potencialmente dobrar o número de animais infectados, através da criação de condições onde a tuberculose pode se espalhar.
Em uma região que contém cerca de 1,5 m de vacas que 3000 a 15000 pode ter tuberculose, texugo abate poderia ser responsável por uma redução de 12 do número de gado infectadas, de acordo com a modelagem. A redução do intervalo de teste de um mês pode reduzir o número de pessoas infectadas por 193.
The Farmers Union Nacional (NFU) disse que isso era um modelo gerado por computador, que era totalmente dependente dos dados utilizados.
"As suas conclusões voar em face das experiências da maioria dos agricultores que dizem que o maior risco para o seu gado não está sendo alojados no inverno, mas quando eles são virados para os campos na primavera", disse um porta-voz.
"O gado em áreas de alto risco de TB são testados pelo menos anualmente e rebanhos sujeitas a restrições têm de passar dois TB consecutivo testa 60 dias de intervalo. Testing mais freqüência do que isso simplesmente não seria prático."
Um porta-voz do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, acrescentou: "É claro que não há nenhuma medida única que, por sua própria alcançar o controle da TB.
"É por isso que estamos a seguir uma estratégia abrangente para combater a tuberculose bovina, que inclui testes regulares de gado, o gado mais rigorosos controles de movimento, vacinação e abate em áreas onde a doença é generalizada."

Dominic Dyer, da Badger Trust and Care for the Wild, disse: "O papel texugos desempenhar na difusão desta doença tem sido maciçamente exagerado, e do impacto das abate deles foi completamente mal compreendido.

quinta-feira, novembro 27, 2014

Amazônia: dados oficiais mostram que desmatamento caiu.
Meio ambiente 26/11/2014 - 22:18

Mapeamento entre agosto de 2013 e julho de 2014 aponta queda de 18%, diz um dos sistemas do Inpe. Mas nos meses seguintes outros sistemas indicam aumento de até 467% em outubro na comparação com o mesmo mês em 2013                                        
                                 Floresta amazônica, em Santa Rosa do Purus (Folhapress)
O desmatamento caiu 18% na Amazônia Legal entre agosto de 2013 e julho de 2014 na comparação com o mesmo período no ano anterior, apontam dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado do mapeamento de 2014 apresentou taxa de 4.848 quilômetros quadrados desmatados, comparados a 5.891 quilômetros quadrados do período anterior.
Os números são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), sistema do Inpe que computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o chamado corte raso. A taxa de desmatamento, segundo o governo, foi obtida após o mapeamento de 89 imagens de satélite.
Os dados do Prodes contradizem a estimativa divulgada em setembro pelo Inpe de que o desmatamento havia crescido 9,8% na Amazônia no mesmo período, entre agosto de 2013 e julho de 2014. Essa informação, porém, veio do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), também utilizado pelo Inpe, mas com uma função diferente do Prodes por ser menos preciso em suas medições.
Leia mais:

"O Deter tem uma resolução espacial muito mais grosseira, não mede o total de área desmatada, apenas dá um alerta. Por isso seus resultados saem antes, ele exige menor capacidade de processamento", explica Marco Lentini, engenheiro florestal e coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil. Os dados do Prodes são considerados os oficiais neste assunto, enquanto o Deter ajuda a tomar decisões rápidas de controle de desmatamento. 
Este último sistema também costuma apontar tendências. E se considerados os dados dos meses imediatamente seguintes ao período computado pelo governo, as perspectivas não são otimistas. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o Deter aponta aumento de 122% no desmatamento na Amazônia no intervalo entre agosto e setembro deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. 
Dados do sistema independente do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) também confirmam a expectativa ruim. Comparando os meses de setembro e outubro deste ano com os mesmos meses de 2013, os resultados encontrados são alarmantes: o desmatamento cresceu 290% e 467%, respectivamente. "A tendência para o ano que vem vai começar a ser analisada agora, mas parece haver um aumento grande de 2014 em relação a 2013", diz o engenheiro Marco Lentini.
Regeneração  — O Inpe divulgou também que mais de 172.000 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia Legal estão em processo de regeneração. Os dados fazem parte do TerraClass 2012, levantamento feito pelo Instituto e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Para o TerraClass 2012 foram mapeados 751 quilômetros quadrados, o total de desmatamento monitorado desde 1988, o que representa 18,5% da área da Amazônia.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou que, desse total, 113.000 quilômetros quadrados se mantiveram em regeneração no período de 2008 a 2012. “Isso significa que temos mais floresta em regeneração do que está sendo retirado”, disse ela, explicando que no mesmo período foram desmatados cerca de 44,2 mil quilômetros quadrados na Amazônia Legal, segundo dados do Prodes.
A avaliação divulgada nesta quarta pelo Inpe representa a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, com o Prodes. A menor taxa foi registrada em 2012, quando foram desmatados 4.571 quilômetros quadrados. Os estados que mais desmataram no último período foram o Pará, com 1.829 quilômetros quadrados; o Mato Grosso, 1.048 quilômetros quadrados; e Rondônia, com 668 quilômetros quadrados. Entre 2013 e 2014, o Acre desmatou 312 quilômetros quadrados; Amazonas, 464 quilômetros quadrados; Maranhão, 246 quilômetros quadrados; Roraima, 233 quilômetros quadrados; e Tocantins, 48 quilômetros quadrados.