quarta-feira, dezembro 03, 2014
quinta-feira, novembro 27, 2014
Amazônia: dados oficiais mostram que
desmatamento caiu.
Meio ambiente 26/11/2014 - 22:18
Mapeamento entre agosto de 2013 e julho de 2014 aponta queda de 18%, diz
um dos sistemas do Inpe. Mas nos meses seguintes outros sistemas indicam
aumento de até 467% em outubro na comparação com o mesmo mês em 2013
Floresta amazônica, em Santa Rosa do Purus (Folhapress)
O desmatamento caiu 18% na Amazônia Legal entre agosto de 2013 e
julho de 2014 na comparação com o mesmo período no ano anterior,
apontam dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado do mapeamento de 2014 apresentou taxa
de 4.848 quilômetros quadrados desmatados, comparados a 5.891 quilômetros
quadrados do período anterior.
Os números são do Projeto
de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), sistema do Inpe
que computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu
remoção completa da cobertura florestal – o chamado corte raso. A taxa de
desmatamento, segundo o governo, foi obtida após o mapeamento de 89 imagens de
satélite.
Os
dados do Prodes contradizem a estimativa divulgada em setembro pelo
Inpe de que o desmatamento havia crescido 9,8% na Amazônia no mesmo período, entre
agosto de 2013 e julho de 2014. Essa informação, porém, veio do sistema Deter
(Detecção de Desmatamento em Tempo Real), também utilizado pelo Inpe, mas com
uma função diferente do Prodes por ser menos preciso em suas medições.
Leia mais:
"O Deter tem uma
resolução espacial muito mais grosseira, não mede o total de área desmatada,
apenas dá um alerta. Por isso seus resultados saem antes, ele exige menor
capacidade de processamento", explica Marco Lentini, engenheiro florestal
e coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil. Os dados do Prodes são
considerados os oficiais neste assunto, enquanto o Deter ajuda a tomar decisões
rápidas de controle de desmatamento.
Este
último sistema também costuma apontar tendências. E se considerados os dados
dos meses imediatamente seguintes ao período computado pelo governo, as
perspectivas não são otimistas. Segundo reportagem do jornal Folha
de S. Paulo, o Deter aponta aumento de 122% no desmatamento na
Amazônia no intervalo entre agosto e setembro deste ano, comparado com o mesmo
período do ano passado.
Dados
do sistema independente do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
(Imazon) também confirmam a expectativa ruim. Comparando os meses de
setembro e outubro deste ano com os mesmos meses de 2013, os resultados
encontrados são alarmantes: o desmatamento cresceu 290% e 467%, respectivamente. "A tendência para
o ano que vem vai começar a ser analisada agora, mas parece haver um aumento
grande de 2014 em relação a 2013", diz o engenheiro Marco Lentini.
Regeneração — O Inpe divulgou também que mais de
172.000 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia Legal estão em
processo de regeneração. Os dados fazem parte do TerraClass 2012, levantamento
feito pelo Instituto e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa). Para o TerraClass 2012 foram mapeados 751 quilômetros quadrados, o
total de desmatamento monitorado desde 1988, o que representa 18,5% da área da
Amazônia.
A ministra do Meio Ambiente,
Izabella Teixeira, ressaltou que, desse total, 113.000 quilômetros
quadrados se mantiveram em regeneração no período de 2008 a 2012. “Isso
significa que temos mais floresta em regeneração do que está sendo retirado”,
disse ela, explicando que no mesmo período foram desmatados cerca de 44,2 mil
quilômetros quadrados na Amazônia Legal, segundo dados do Prodes.
A avaliação divulgada
nesta quarta pelo Inpe representa a segunda menor taxa de desmatamento na
Amazônia desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, com o
Prodes. A menor taxa foi registrada em 2012, quando foram desmatados
4.571 quilômetros quadrados. Os estados que mais desmataram no último
período foram o Pará, com 1.829 quilômetros quadrados; o Mato Grosso,
1.048 quilômetros quadrados; e Rondônia, com 668 quilômetros
quadrados. Entre 2013 e 2014, o Acre desmatou 312 quilômetros quadrados;
Amazonas, 464 quilômetros quadrados; Maranhão, 246 quilômetros
quadrados; Roraima, 233 quilômetros quadrados; e Tocantins,
48 quilômetros quadrados.
quarta-feira, novembro 19, 2014
Fósseis de “lagarto papagaio” são encontrados na Sibéria
http://br.rbth.com/ciencia/2014/11/17/fosseis_de_lagarto_papagaio_sao_encontrados_na_siberia_28291.html
17/11/2014 TASS
Fragmentos de esqueleto de dinossauro superam em tamanho descobertas
anteriores na Mongólia. Se os fósseis pertencerem a um animal adulto, novas descobertas permitirão identificar padrões de comportamento da espécie.
Dinossauros da família Psitacossauro viveram na Ásia há
100-130 milhões de anos Foto: wikipedia.org
Fragmentos
do esqueleto do maior Psittacosaurus sibiricus já encontrado no mundo, também
conhecido como lagarto papagaio, foram desenterrados perto da aldeia de
Chestakovo, na Sibéria Ocidental.
“Acredita-se
que o Psittacosaurus sibiricus seja quase duas vezes maior que o Psittacosaurus
gobiensis encontrado
na Mongólia”, disse Konstantin Tarassenko, do Instituto Paleontológico da
Academia de Ciências da Rússia.
“Agora
que temos fragmentos do crânio e uma vértebra, pensamos que esse dinossauro
adulto era uma vez e meia maior que os encontrados anteriormente na região. Ele
provavelmente chegava a três metros”, acrescentou o cientista.
Se
os fósseis pertencerem a um dinossauro adulto, as novas descobertas permitirão
identificar alterações no esqueleto do psitacossauro à medida que o animal
envelhecia. “Além disso, os achados aumentariam o conhecimento sobre seus
padrões de comportamento. Por exemplo, conseguiríamos reconstruir seu modo de
andar.”
Os
cientistas planejam explorar mais um monólito de solo para descobrir novos
achados paleontológicos. “Esses fósseis pertencem supostamente a
psitacossauros, mas não se exclui a possibilidade de encontrar outra espécie
ainda desconhecida.”
A
grande quantidade de ossos fossilizados no mesmo lugar podem indicar,
segundo Tarassenko, que essas criaturas morreram instantaneamente em um
desastre natural.
Os
dinossauros da família Psitacossauro viveram na Ásia há 100-130 milhões de
anos. Eram aproximadamente do tamanho de uma gazela e normalmente caminhavam
sobre duas pernas. Tinham focinho curto com um poderoso “bico” em seu maxilar,
o que os tornava parecidos com um papagaio gigante.
terça-feira, novembro 04, 2014
A agricultura familiar e a culinária gourmet
Evento A conexão essencial: o
produtor familiar e a cozinha reúne cerca de 90 chefs do Brasil em São Paulo
POR SÉRGIO DE OLIVEIRA- 03 de Novembro de 2014.
Horta orgânica (Foto: Manoel Marques/Arquivo
Globo Rural)
http://revistagloborural.globo.com/Colunas/sergio-de-oliveira/noticia/2014/11/agricultura-familiar-e-culinaria-gourmet.html
Na sequência da reunião de chefs globais com pequenos
agricultores que aconteceu no domingo em São Paulo (veja
a coluna de Bruno Blecher), teve início neste dia 3 e vai
até o dia 5 de novembro em São Paulo a Semana Mesa 2014, considerado o maior
encontro de enogastronomia do país. O mote deste ano é A conexão essencial: o
produtor familiar e a cozinha. Cerca de 90 chefs de cozinha do Brasil devem
participar.
Os alimentos produzidos por agricultores
familiares, além de abastecer a mesa dos brasileiros, também têm sido a escolha
de chefs de grandes restaurantes no país. “Quando um chef de renome passa a
incluir na elaboração dos pratos itens da agricultura familiar, ele reconhece a
qualidade desses produtos, o diferencial da produção artesanal. Isso valoriza o
trabalho do agricultor familiar”, avalia o diretor de Geração de Renda e
Agregação de Valor, da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do
Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Onaur Ruano. Segundo ele, a crescente
utilização de produtos da agricultura familiar em restaurantes famosos
demonstra “a qualidade dos produtos e o correto cumprimento de todas as normas
que garantem a segurança sanitária.”
Para o chef gaúcho Carlos Kristensen,
utilizar produtos da agricultura familiar é uma tendência que veio para ficar.
“A gastronomia está vivendo um momento que nunca tivemos antes. Mudamos o
paradigma de que o importado é melhor. Hoje, colocamos o produto local em
primeiro plano. E aí a aproximação com os agricultores é fundamental para
termos um produto orgânico, artesanal e de alta qualidade”, comenta o chef, ao
pontuar sobre o acesso a produtos locais. “Como cozinheiro, posso fazer uma
conexão, uma rede, unindo quem produz, quem prepara e quem consome. Todo mundo
sai ganhando”, conclui, ao destacar que a riqueza do Brasil passa também por
sua culinária e pela valorização dos produtos e receitas locais.
Serviço
Semana Mesa SP “A conexão essencial: o produtor familiar e a cozinha”
Data: 03 a 05 de novembro (segunda a quarta-feira)
Hora: 15h às 22h
Local: Centro de Convenções do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro - Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 – Santo Amaro – SP
Serviço
Semana Mesa SP “A conexão essencial: o produtor familiar e a cozinha”
Data: 03 a 05 de novembro (segunda a quarta-feira)
Hora: 15h às 22h
Local: Centro de Convenções do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro - Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 – Santo Amaro – SP
terça-feira, outubro 14, 2014
Cheia no Pantanal
Um
fenômeno natural, até quando?
Postado em 09 de Outubro de 2014.
Muito antes dos pesquisadores anunciarem a cheia
extraordinária deste ano, ribeirinhos do Pantanal já sofriam com seu impacto.
Muito antes dos pesquisadores anunciarem a cheia
extraordinária deste ano, ribeirinhos do Pantanal já sofriam com seu impacto,
pois em algumas regiões a inundação dos rios foi maior que a de 2011, ano em
que os prejuízos socioeconômicos para a população pantaneira e fazendeiros
foram significativos.
Em
Cáceres, no Mato Grosso, as águas alcançaram níveis superiores ao dos últimos
três anos, assim como na confluência dos rios Paraguai e São Lourenço, no Mato
Grosso do Sul, onde em maio, foi registrada a marca de 6,30 metros, sete
centímetros a mais que o pico da última grande cheia na região, que foi de
6,23.
Através
da análise de dados sobre a situação dos rios nas cabeceiras, das chuvas que
caiam na região norte do Pantanal e também das situações relatadas por
moradores das comunidades que vivem na região, técnicos da ONG Ecoa já previam
que ocorreria uma inundação anormal.
A partir
deste diagnóstico, em fevereiro foi iniciado um trabalho preventivo junto das
comunidades, com o objetivo de minimizar os efeitos de uma cheia atípica.
Porém, não foi suficiente para a proteção dos grupos de maneira integral, pois
os sistemas de alertas para estes eventos climáticos extremos ainda são
insuficientes.
De acordo
com Edna Da Silva Amorim, moradora da Barra do São Lourenço, comunidade que foi
assolada com a cheia de 2011, muitos moradores, apesar de as águas já terem
baixado, ainda estão sofrendo com os impactos da cheia deste ano.
“Quando
veio a cheia eu ainda ‘tava’ construindo minha casa, nem tinha terminado e veio
a cheia e a gente teve que ficar aqui no ‘tablado’ e os outros foram lá para o
aterro, agora eu estou reconstruindo minha casa em uma região mais alta
né?,” disse a moradora com receio de que sua casa seja invadida pelas águas
novamente.
Os locais
mais altos da comunidade são as melhores alternativas durante o período de
enchente, o principal deles é o aterro do Socorro, um direito que só foi
conquistado após 20 anos da expulsão da comunidade para a criação de uma
Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).
André
Luiz Siqueira, Diretor Presidente da Ecoa, explica que o direito da comunidade
de uso dessa região, foi graças a um processo para a identificação de terra da
União em propriedade antes considerada privada, mas que através de um
georreferenciamento de precisão, feito pela Secretaria do Patrimônio da União
(SPU), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), concluiu-se que área em
questão se trata de “ilha em faixa de fronteira”, o que, segundo a
Constituição, é terra pública.
“Com este
reconhecimento a Associação da Comunidade recebeu um Termo de Autorização de
Uso Sustentável Coletivo (TAUS Coletivo), que permite que os ribeirinhos usem –
de modo consciente e de acordo com a legislação ambiental – os recursos
naturais da área, conhecida pelos moradores como Aterro do Socorro, além é
claro de poderem se se abrigar no local durante o período de cheia, esta é uma
das maiores conquistas para aquelas populações,” ressalta André.
Vazão
lenta
Muito antes dos pesquisadores anunciarem a cheia
extraordinária deste ano, ribeirinhos do Pantanal já sofriam com seu impacto
Para os pesquisadores e também para os ribeirinhos,
está foi uma cheia muito diferente das que foram registradas em anos
anteriores, além do alto nível dos rios em algumas regiões, a inundação da
planície este ano surpreendeu também pelo tempo de duração.
De acordo
com Vanessa Spacki, uma das pesquisadoras envolvidas no “Plano de Prevenção,
Mitigação e Adaptação a Impactos de Eventos Climáticos Extremos no Pantanal”,
está cheia chegou com atraso e teve a duração maior, ou seja, uma enchente
lenta e longa.
“Durante
a execução do projeto (Mapeamento de eventos climáticos extremos no Pantanal,
análise de seus efeitos sobre populações vulneráveis, capacitação local e
elaboração de propostas mitigatórias) pela Ecoa, realizamos um levantamento
sobre as cheias dos últimos seis anos e em nenhuma região houve uma cheia desta
proporção,” explica a pesquisadora, Mestre em Conservação da Biodiversidade e
Desenvolvimento Sustentável.
O
Pantanal possui um sistema hidrológico complexo – regido por ciclos de
enchentes, cheias vazantes e secas –, mas esta complexidade se agrava
atualmente. De acordo com o registro dos níveis do Rio Paraguai e seus
tributários, a planície continua inundada em um período em que a vazão já
deveria ter ocorrido.
Segundo
os dados do Serviço de Sinalização Náutica do Oeste, que acompanha o nível dos
rios Paraguai e Cuiabá, no início de setembro a régua de Bela Vista do Norte –
localizada no extremo norte de Mato Grosso do Sul, quase na divisa com Mato
Grosso – registrou 4,86 metros contra 4,04 metros do mesmo período no ano de
2011.
Se
analisado os dados do nível do pico da cheia do rio Paraguai na região – que
ocorreu no dia 13 de junho –, quando foi registrado o nível de 6,30 metros e no
dia 01 de setembro a altura da régua marcava 4,86, houve uma vazão de apenas
1,44 metros em 111 dias.
A lenta
vazão se manifesta mais claramente na sub-região pantaneira do Nabileque que
além do rio Paraguai, absorve também a água dos afluentes: Miranda, Aquidauana,
Taquari, Negro e Abobral.
Porto
Murtinho, distante 444 quilômetros de Campo Grande (MS), é a última cidade do
Pantanal na porção brasileira e lá se encontra a última régua do Serviço de
Sinalização Náutica do Oeste, onde o pico foi de 7,16 metros em 19 de junho no
dia 24 de setembro, registrou a altura de 6,73 metros; uma vazão de apenas 0,43
centímetros.
Esta
situação anormal preocupa moradores e pesquisadores, pois caso a água acumulada
na planície se mantenha até o início do período de chuvas, que deve ocorrer a
partir do próximo mês, esta situação será ainda mais alarmante.
quinta-feira, outubro 09, 2014
Nascente do rio Uberabinha tem água graças à área
de preservação
Segundo
Antonius Van Ass., o trabalho de preservação da cabeceira do Uberabinha existe
há muito tempo (Foto: Cleiton Borges.
Diferentemente
do que aconteceu na nascente principal do rio São Francisco, na Serra da
Canastra, que secou, a do rio Uberabinha, que fica em uma fazenda em Uberaba, a
75 km de Uberlândia, tem água e está com uma quantidade compatível com a
distribuição de chuvas deste ano, segundo o diretor do Instituto de Geografia
da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Cláudio di Mauro. Isso se deve ao
aumento da Área de Preservação Permanente (APP) na propriedade rural, resultado
de um acordo feito há nove anos entre o proprietário da fazenda, Antonius Van
Ass, e o Ministério Público Estadual (MPE).
Em
relação à quantidade de água da nascente, Di Mauro disse que a quantidade é
baixa, está menor do que o ano passado, devido ao período de seca e à falta de
cobertura vegetal. O especialista lembrou que, neste ano, a nascente está sendo
abastecida apenas pelo lençol freático. “Muitas áreas não têm cobertura vegetal
no entorno, por isso, não há infiltração e, consequentemente, não se tem tanta
disponibilidade de água.”
Segundo
Van Ass, o trabalho de preservação da cabeceira do Uberabinha existe há muito
tempo e, há nove anos, um acordo com Ministério Público Estadual ampliou a área
de preservação em 200%. “Eu plantava em 95% de toda área e hoje estou com 30%
de área de preservação que é de 400 hectares, conforme o acordo”, afirmou.
De acordo
com Cláudio di Mauro, o trabalho feito nessa propriedade deveria ser feito na
nascente como um todo. “O exemplo do que está sendo feito aqui precisa ser
expandido para outras áreas no entorno, nascentes dos afluentes e médio curso
do rio Uberabinha, em que os proprietários não têm a mesma preocupação”, disse.
Covoais
estão secos e vegetação ressecada
Embora a
nascente do rio Uberabinha no município de Uberaba, que fica a 75 km de Uberlândia,
esteja em uma situação razoável, os covoais estão secos. Os covoais são
pequenos montes de terra na superfície do solo, uma espécie de caixa d’água que
acondicionam a água e alimentam os lençóis freáticos dos rios Uberabinha e
Claro, de acordo com o diretor do Instituto de Geografia da Universidade
Federal de Uberlândia (UFU), Cláudio di Mauro.
A
situação dos covoais, segundo Di Mauro, também se deve ao período de seca e à
falta de cobertura vegetal. Em visita à região da nascente, o diretor mostrou alguns
locais em que os covoais estavam secos e a vegetação ressecada. “A água da
chuva é armazenada no solo subterrâneo e no solo de subsuperfície e estas áreas
de armazenamento alimentam o lençol freático dos rios. Por esse motivo, todas
as áreas de covoais precisam ser preservadas.” Di Mauro lembrou que algumas
áreas de covoais são destruídas pelos agricultores para fazer plantio.
Extração
de argila está suspensa há dois anos
Na
fazenda do produtor rural Antonius Van Ass, onde fica a nascente do rio Uberabinha,
a extração de argila refratária em uma área de covoais está suspensa há cerca
de dois anos devido a um processo na justiça movido pelo produtor contra a
Indústria Brasileira de Artigos Refratários (Ibar) pelo encerramento da
atividade na propriedade.
Segundo o
diretor do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU),
Cláudio di Mauro, para a argila ser extraída, é preciso remover parte da
cobertura do solo e drenar a água. Ele disse que o problema ocorre na extração
porque a drenagem da água abaixa o nível do lençol freático do rio. “Como agora
a extração foi parada não está afetando a nascente dos rios Uberabinha e rio
Claro”, afirmou.
Desde
2008, programa cercou 2 mil ha de APPs
A
proteção e recuperação das nascentes do rio Uberabinha e ribeirão Bom Jardim
têm sido uma das preocupações do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae)
que criou em 2008 o programa Buritis. De acordo com o órgão, desde a criação, o
programa cercou mais de 2 mil hectares de APPs e fez o plantio de 140 mil mudas
nativas do Cerrado, atendendo a um total de 120 pequenas e médias propriedades
rurais.
Segundo o
gerente ambiental do Dmae, Leocádio Pereira, os produtores rurais aderem de
forma voluntária ao programa. “Entre as ações de proteção estão o cercamento de
nascentes, a revegetação de áreas degradadas pela agricultura e pecuária e a
construção de curvas de nível, terraços e barraginhas.”
Pereira disse ainda que está em andamento uma parceria com a prefeitura de Uberaba para a continuação das ações do programa junto às propriedades daquele município. O secretário de Meio Ambiente de Uberaba, Ricardo Lima, disse que a parceria vai somar esforços para ampliar as áreas de preservação e reduzir os problemas com a falta de água em períodos de estiagem prolongada.
Pereira disse ainda que está em andamento uma parceria com a prefeitura de Uberaba para a continuação das ações do programa junto às propriedades daquele município. O secretário de Meio Ambiente de Uberaba, Ricardo Lima, disse que a parceria vai somar esforços para ampliar as áreas de preservação e reduzir os problemas com a falta de água em períodos de estiagem prolongada.
Confira
uma galeria de fotos da nascente do rio Uberabinha:
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