sábado, agosto 30, 2025

 

Coreto completa 95 anos de história em Uberlândia

EDIFICAÇÃO INTEGRA O CONJUNTO URBANÍSTICO FORMADO PELA PRAÇA CLARIMUNDO CARNEIRO, TOMBADO EM 1985
14 DE JULHO DE 2020

Em contraste ao progresso de Uberlândia, que começou e segue desenvolvendo no Centro da cidade, corre também a história de quando tudo começou, marcada por edificações tombadas como patrimônio histórico. No coração do município, uma das marcas que refletem esse encontro entre passado e presente é o Coreto da praça Clarimundo Carneiro, que completa 95 anos neste mês.

A fim de preservar o monumento, o local passa por constantes manutenções. Ainda hoje, o Coreto é considerado história viva para o uberlandense, servindo como espaço de lazer e cultura. Além de levar beleza à arquitetura local, o Coreto ainda abriga grandes eventos como o a Noite dos Antigos Carnavais e o Fundinho Festival, que reúnem centenas de pessoas.

 Foto: Valter de Paula – Secretaria de Governo e Comunicação / PMU

Um pouco da história do Coreto

A obra foi inaugurada em julho de 1925, durante a administração do Agente Executivo Eduardo Marquez (1923–1927). Pela atenção especial com os jardins públicos, sua gestão ficou conhecida pela população como o “Governo das Flores”. O financiamento da obra contou com nomes como José Andraus Gassani e o próprio Marquez.

Construído em frente ao Paço Municipal (hoje praça Clarimundo Carneiro), quando a praça ainda se chamava Praça da Liberdade, o Coreto sofreu poucas alterações ao longo dos anos. As mais significativas, em épocas não determinadas, foram a instalação de banheiros no térreo, a redução dos pilares de alvenaria que tinham prolongamentos decorativos no nível do solo e delimitavam espaços entre os quais eram colocados bancos, a alteração das portas do primeiro pavimento e a retirada do forro de madeira.

A restauração de 1986 preservou os elementos originais, com exceção das portas do pavimento térreo, que foram substituídas por portas metálicas. Em 2006, foi revitalizado por meio de um processo de pintura total do bem.

A construção integra o conjunto urbanístico formado pela praça Clarimundo Carneiro, constituído pela própria Praça e o Palácio dos Leões – Museu Municipal. Em 25 de setembro de 1985, ficou reconhecido o valor deste conjunto que foi tombado por lei municipal e oficialmente nomeado patrimônio da cidade.

quarta-feira, fevereiro 28, 2024

Lançamento Uberlândia Trilhas da Serra no coração do Jardim Patrícia ...

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quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Simulação do Tour no Univerdi Residence


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UNIVERDI RESIDENCE - REGIÃO GAVEA - UBERLANDIA/MG. Vendas: Financiado (34) 99991-4684. Creci. 8440.Tipologia das Unidades: 01 quartos com Home Office Área Total: 48,06m², 02 quartos Área Total:41,71m², 02 quartos suíte Área Total: 48,06m². Área Total do Terreno: 11.404,71 m². Área de lazer: Salão de FestasPlaygroundChurrasqueiraQuadra de Street BallPiscinas de Adulto e Infantil, Agrodez, próximo à Unitri, Uberlândia Shopping, Shopping Unitri, Pátio Vinhedos, UMC, Posto Shopping Park, Supermercado Maná, Posto Ipiranga, Espaço Letrado, Vila Olímpica e a 20 minutos do Aeroporto de Uberlândia. Vias de acesso: Av. Landscape, Anel Viário Sul.

terça-feira, fevereiro 13, 2024

Zoológico Municipal acolhe mais um tamanduá-bandeira resgatado

MUNICÍPIO de UBERLANDIA/MG. FOI ESCOLHIDO PARA RECEBER ANIMAL, QUE RECEBEU CUIDADOS DO PROJETO DO IEF, TAMANDUASAS, MAS NÃO APRESENTA CONDIÇÕES DE RETORNAR À NATUREZA

https://www.uberlandia.mg.gov.br/2024/02/06/zoologico-municipal-acolhe-mais-um-tamandua-bandeira-resgatado/

6 DE FEVEREIRO DE 2024

Danilo Henriques - Secretaria de Governo e Comunicação/PMU

O Zoológico Municipal ganhou mais uma moradora na tarde desta segunda-feira (5). O Município foi escolhido para receber a tamanduá-bandeira fêmea Sue, que foi resgatada pelo projeto TamanduASAS, desenvolvido por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF) junto a parceiros, mas não apresenta mais condições de retornar à vida livre na natureza.

Com a chegada de Sue, o Zoológico, administrado pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, agora conta com duas tamanduás fêmeas. Ela irá fazer companhia para Anna, de 5 anos, também resgatada pelo TamanduASAS e que vive no local há dois anos.

Danilo Henriques – Secretaria de Governo e Comunicação/PMU

Assim como Anna, Sue participará de programas de educação ambiental (como o Dia do Tamanduá realizado em novembro) e banco genético em cativeiro, contribuindo para conservação do tamanduá-bandeira em vida livre. A nova moradora seguirá acompanhada por pesquisadoras da Universidade de Brasília (UnB) e do Smithsonian National Zoo and Conservation Biology Institute (EUA), que colocaram um pequeno implante subcutâneo para monitorar diversos parâmetros clínicos 24 horas por dia para ampliar o conhecimento de aspectos da saúde, fisiologia, comportamento e bem-estar da espécie ameaçada de extinção.

O Zoológico Municipal é um grande centro de recuperação e cuidado para animais silvestres que não possuem condições de serem reabilitados ao habitat natural. Todos os animais recebidos são resgatados e doados por órgãos competentes, após análise clínica e biológica. O cuidado diário é feito por uma equipe especializada de servidores, que inclui médicos veterinários e biólogos entre outros.

segunda-feira, outubro 23, 2023

 

Uberlândia, uma cidade internacional?

Artigo ressalta a importância dos profissionais de Relações Internacionais para compreensão, elaboração e operacionalização de planos de política externa municipais
https://www.blogger.com/blog/post/edit/14852578/1379315110751644676

Por: João Pedro Gurgel e Silva
Publicado em 10/06/2020 às 14:30 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:52

Salvo raras e louváveis exceções, quando pensamos em cidades internacionais, não nos escapam à memória cidades como Nova York, Londres, Paris ou mesmo São Paulo. Porém, não somente às megalópoles estão abertas as portas do mundo, explicam as obras de Panayotis Soldatos. 

Para o europeu, além do intercâmbio comercial, cidades internacionais são aquelas que contam com uma multiplicidade de canais de comunicação com o exterior, com destaque à presença de suas instituições, ao exercício de sua paradiplomacia pública e à composição étnica de sua população. 

Diante dos desafios de um mundo globalizado e de constante inovação, os planos de política externa de uma cidade tornam-se peças centrais na concretização e na cooperação das ações públicas e privadas, de curto a longo prazo. Assim, dirigem-se para a execução de grandes projetos que combinem objetivos de crescimento econômico e de desenvolvimento urbano a partir da internacionalização das suas relações municipais. 

A política externa de uma cidade antecede as ações dos poderes instituídos que se incubem da paradiplomacia, implementando a parte que lhes cabem de um projeto maior, partilhado por uma pletora de atores locais. 

Apesar da inexistência de um marco regulatório, as atuações internacionais de cidades brasileiras estão assentadas nos princípios da predominância do interesse e da subsidiariedade pactuados entre os entes federativos. Sendo assim, suas relações internacionais representam a externalização de suas competências e são contidas pela Diplomacia do Itamaraty, como elucidam os artigos 4, 23, 54 e 84 da Constituição Federal vigente. 

Porto Alegre, Paraty, Petrolina… são muitas as cidades brasileiras internacionalmente reconhecidas por desenvolverem projetos de cooperação, de captação de recursos, de promoção econômica direcionadas para o fomento do comércio exterior, de investimentos, do turismo e de setores estratégicos; ou mesmo pelo papel desempenhado em relevantes discussões internacionais, como no Programa Internacional de Cooperação Urbana da União Europeia para a América Latina e o Caribe, na Localização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris. 

 

Uberlândia

Desde o final do último século, Uberlândia se diferencia ao comportar uma série de investimentos para a produção de uma localização privilegiada, no afã da incorporação produtiva dos cerrados e na conformação de uma agroindústria comercial e de exportação na região - simbolizados pela construção da universidade federal e do porto seco. 

O entreposto da Zona Franca de Manaus, a partir de 2010, marca a crescente irradiação do dinamismo econômico e a consolidação da estratégia logística da cidade com infraestrutura e transporte multimodal, para distribuição e acesso aos principais mercados nacionais, ao Mercosul e ao mundo. 

Reconhecida pela ONU como uma das cinco cidades no mundo com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes com qualidade de vida e sustentabilidade, na última década, Uberlândia  se tornou também um dos maiores centros brasileiros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e referência em tecnologias da informação e comunicação, ocupando, então, a posição de primeira cidade do interior em número de startups. 

A Política Externa contemporânea de Uberlândia começa, de fato, quando são definidas as metas e prioridades da administração Odelmo Leão, do Partido Progressistas (PP), sancionadas pelo legislativo local, com a incorporação da dimensão internacional ao poder executivo, a partir dos programas “Desenvolvimento Econômico, Emprego, Renda e Internacionalização”, “Uberlândia - Destino Inteligente e Humano” e “Uberlândia Inovadora”, sob alçada da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo que recebeu, entre 2017-2019, cerca de R$ 6 milhões do orçamento municipal para a implementação de atividades de incentivo à infraestrutura e ao ‘ecossistema’ de inovação, à aplicação de tecnologias de smart cities e de apoio à micro e pequenas empresas. 

Todavia, as cooperações, os recursos e até a inserção comercial internacional, carecem de capacidades técnicas especializadas, exigindo do internacionalista competências para a análise, elaboração e operacionalização das relações internacionais municipais. O Grupo de Extensão Uberlândia no Contexto Internacional (GEUCI/UFU), ao receber graduandos e pós-graduandos vinculados ao Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI/UFU), busca, na integração entre atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, satisfazer tal demanda, monitorando e auxiliando a internacionalização de Uberlândia para a promoção do desenvolvimento regional. 

 

*João Pedro Gurgel e Silva é discente do Curso de Relações Internacionais do IERI/UFU, pesquisador voluntário Pivic/PROPP/UFU e coordenador discente do GEUCI/IERI. Disponível para contato em: lattes.cnpq.br/055086622373006joao.gurgel@ufu.b e linkedin.com/in/jpgurgelsilvEsse artigo apresentado na Semana de Internacionalização INTERUFU 2019 - Faculdade de Gestão e Negócios (Fagen/UFU) e na XI Semana Acadêmica de Relações Internacionais (SARI), do Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI/UFU).

 

A seção "Leia Cientistas" reúne textos de divulgação científica escritos por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). São produzidos por professores, técnicos e/ou estudantes de diferentes áreas do conhecimento. A publicação é feita pela Divisão de Divulgação Científica da Diretoria de Comunicação Social (Dirco/UFU), mas os textos são de responsabilidade do(s) autor(es) e não representam, necessariamente, a opinião da UFU e/ou da Dirco. Quer enviar seu texto? Acesse: www.comunica.ufu.br/divulgacao. Se você já enviou o seu texto, aguarde que ele deve ser publicado nos próximos dias.

 

Palavras-chave: Leia Cientistas Ciência Divulgação Científica Uberlândia Relações Internacionais Economia Cidade

quinta-feira, setembro 28, 2023

UBERLÂNDIA

O início de uma cidade

Na primeira reportagem da série sobre Uberlândia, abordamos alguns momentos históricos importantes
Por: Jhonatan Dias
Publicado em 26/08/2020 às 15:46 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:52
       Praça Tubal Vilela, registro sem data. (Foto: Coleção João Quituba - Acervo CDHIS)

Os primeiros moradores

Para reconstruir a trajetória de uma cidade, os historiadores recorrem a diversas fontes, como documentos oficiais, atas da Câmara Municipal, fotografias, relatos orais e até mesmo à imprensa. Também é importante considerar as contribuições de várias áreas do conhecimento para conhecer o nosso passado. Por esses motivos, o Comunica UFU conversou com os professores Jean Neves Abreu, do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia (Inhis/UFU), e Beatriz Ribeiro Soares, do Instituto de Geografia (IG/UFU), sobre a formação e o desenvolvimento urbano da cidade.

Segundo o Atlas Educacional de Uberlândia, os primeiros indícios de ocupação urbana da cidade correspondem aos indígenas do grupo étnico Caiapós. A primeira pessoa de origem europeia a conhecer a região foi o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva Filho, de acordo com Neves. O historiador complementa que paira sobre o imaginário social a figura dos bandeirantes como “heróis” nacionais e desbravadores, porém, essa percepção gera muitos debates e revisões nos estudos sobre a história nacional.

“A mitologia em torno dos bandeirantes está presente em livros como Vida e morte do bandeirante, de Alcântara Machado, em 1929. Este livro foi apropriado como obra que enaltece um determinado passado da história paulista. Porém, é interessante observar que outras publicações foram desconstruindo essa imagem, a exemplo de Caminhos e Fronteiras, de Sérgio Buarque de Holanda, e vários estudos publicados que procuraram desmistificar a imagem de heróis e desbravadores atribuída a esses indivíduos”, explica.

Essa interação entre os indígenas e os bandeirantes pode parecer ter sido totalmente pacífica. Entretanto, Neves ressalta que as populações que deram origem a São Pedro de Uberabinha (futura Uberlândia) “colaboraram no desenvolvimento das relações com outras regiões, mas também tiveram um impacto sobre as populações indígenas e também quilombolas. Impactos culturais e sociais na desarticulação de seus modos de vida, hibridismos de forma de vida, além de impactos na dizimação dessa população.”

Manter a memória dos povos indígenas da região de Uberlândia requer esforços. É por isso que a Universidade Federal de Uberlândia mantém o Museu do Índio - criado em 1987. Apesar das visitações presenciais estarem suspensas, você pode conferir a história indígena de Uberlândia por meio dos vídeos do canal do museu no  YOUTUBE . 

A constituição de Uberlândia

Uberlândia está situada na região de planejamento do estado Triângulo Mineiro. Essa área, então conhecida como ‘sertão da farinha podre’, pertenceu à província de Goiás até o ano 1816, quando o Triângulo foi incorporado a Minas Gerais. No ano seguinte, 1817, as primeiras posses de terra começaram a acontecer.

De acordo com o Atlas Educacional, em 31 de agosto de 1888, São Pedro de Uberabinha passou a ser um município, com duas ocorrências históricas importantes para o desenvolvimento da cidade: a criação da 1ª Câmara Municipal, em 1892, e a construção de uma ferrovia pela companhia Mogiana para fazer ligações com as cidades mais desenvolvidas. Em 1929, por meio de um plebiscito, o nome do município passou a ser Uberlândia, que significa ‘Terra Fértil’.

“O contato entre a antiga região de Uberlândia e os estados de São Paulo e Goiás foi estabelecido nas rotas abertas desde os séculos XVIII e XIX. Além disso, a estrada de ferro Mogiana (que se estendeu por aqui em 1895) colaborou também para comércio regional e entre São Paulo e Uberlândia. No início do século XX é que as rodovias assumiram uma fundamental importância para a região. Essa 'opção' pelo transporte rodoviário, feita por Uberlândia, veio garantir sua inserção comercial, já que não era 'ponta de linha' da Mogiana”, explica Neves.

A docente Soares graduou-se em Geografia pela UFU, no ano de 1974, e pesquisou os projetos urbanísticos e planos diretores de Uberlândia no mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Ela afirma que a cidade teve vários planos diretores e o primeiro veio em 1905, para o planejamento das cinco avenidas principais: Cipriano Del Favero, João Pinheiro, Floriano Peixoto, Afonso Pena e Cesário Alvim. Da próxima vez que você passar por alguma dessas avenidas, lembre-se: elas foram inspiradas pelo urbanista francês Haussmann, que remodelou o projeto urbano de Paris.

“Quando eu ainda estudava esses primeiros planos diretores, que foram o tema da minha tese de doutorado, vi que muita coisa ainda estava sendo construída no final dos anos 90. Por exemplo, a área cultural projetada por volta de 1954 tornou-se o próprio Teatro  Municipal de Uberlândia posteriormente.”

A geógrafa também ressalta que as características físicas da região favoreceram para a expansão, uma vez que o sítio urbano é mais plano, sem uma barreira física como uma montanha, por exemplo. Também cabe destacar que o processo de urbanização da cidade contribuiu para o distanciamento de certas populações do centro da cidade, com a construção de conjuntos de casas populares distantes do centro.

Inevitavelmente, uma tendência para o espaço urbano uberlandense é o policentrismo: se você visitar os bairros Santa Luzia e Luizote, vai perceber que há avenidas com comércio variados, áreas de lazer e até centros médicos. A professora acredita que a descentralização da cidade pode acontecer com bairros como Pequis e Monte Hebron.

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

Palavras-chave: Uberlândia história Cidade