quarta-feira, fevereiro 28, 2024

Lançamento Uberlândia Trilhas da Serra no coração do Jardim Patrícia ...

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PARQUE TRILHAS DA SERRA – JARDIM PATRICIA - UBERLANDIA/MG. Vendas: Financiado Corretor Carlos (34) 99991-4684.02 quartos Área 39,3m², ou 46,46m², Área Total do Terreno 21.991,81m²,Próximo: Itaú Mart Minas, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Bradesco, Registro de Incorporação: R.08/111804 do 2° Ofício Av. José Fonseca e Silva, R. Jovina de Moura, av aspirante mega, Anel Viário St. Oeste, BR-365, Rua Joaquim Leal de Camargos. Vendas: Valor a partir de R$.240.990,00. Comece 2024 de Apartamento Novo MRV.

 


quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Simulação do Tour no Univerdi Residence


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UNIVERDI RESIDENCE - REGIÃO GAVEA - UBERLANDIA/MG. Vendas: Financiado (34) 99991-4684. Creci. 8440.Tipologia das Unidades: 01 quartos com Home Office Área Total: 48,06m², 02 quartos Área Total:41,71m², 02 quartos suíte Área Total: 48,06m². Área Total do Terreno: 11.404,71 m². Área de lazer: Salão de FestasPlaygroundChurrasqueiraQuadra de Street BallPiscinas de Adulto e Infantil, Agrodez, próximo à Unitri, Uberlândia Shopping, Shopping Unitri, Pátio Vinhedos, UMC, Posto Shopping Park, Supermercado Maná, Posto Ipiranga, Espaço Letrado, Vila Olímpica e a 20 minutos do Aeroporto de Uberlândia. Vias de acesso: Av. Landscape, Anel Viário Sul.

terça-feira, fevereiro 13, 2024

Zoológico Municipal acolhe mais um tamanduá-bandeira resgatado

MUNICÍPIO de UBERLANDIA/MG. FOI ESCOLHIDO PARA RECEBER ANIMAL, QUE RECEBEU CUIDADOS DO PROJETO DO IEF, TAMANDUASAS, MAS NÃO APRESENTA CONDIÇÕES DE RETORNAR À NATUREZA

https://www.uberlandia.mg.gov.br/2024/02/06/zoologico-municipal-acolhe-mais-um-tamandua-bandeira-resgatado/

6 DE FEVEREIRO DE 2024

Danilo Henriques - Secretaria de Governo e Comunicação/PMU

O Zoológico Municipal ganhou mais uma moradora na tarde desta segunda-feira (5). O Município foi escolhido para receber a tamanduá-bandeira fêmea Sue, que foi resgatada pelo projeto TamanduASAS, desenvolvido por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF) junto a parceiros, mas não apresenta mais condições de retornar à vida livre na natureza.

Com a chegada de Sue, o Zoológico, administrado pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, agora conta com duas tamanduás fêmeas. Ela irá fazer companhia para Anna, de 5 anos, também resgatada pelo TamanduASAS e que vive no local há dois anos.

Danilo Henriques – Secretaria de Governo e Comunicação/PMU

Assim como Anna, Sue participará de programas de educação ambiental (como o Dia do Tamanduá realizado em novembro) e banco genético em cativeiro, contribuindo para conservação do tamanduá-bandeira em vida livre. A nova moradora seguirá acompanhada por pesquisadoras da Universidade de Brasília (UnB) e do Smithsonian National Zoo and Conservation Biology Institute (EUA), que colocaram um pequeno implante subcutâneo para monitorar diversos parâmetros clínicos 24 horas por dia para ampliar o conhecimento de aspectos da saúde, fisiologia, comportamento e bem-estar da espécie ameaçada de extinção.

O Zoológico Municipal é um grande centro de recuperação e cuidado para animais silvestres que não possuem condições de serem reabilitados ao habitat natural. Todos os animais recebidos são resgatados e doados por órgãos competentes, após análise clínica e biológica. O cuidado diário é feito por uma equipe especializada de servidores, que inclui médicos veterinários e biólogos entre outros.

segunda-feira, outubro 23, 2023

 

Uberlândia, uma cidade internacional?

Artigo ressalta a importância dos profissionais de Relações Internacionais para compreensão, elaboração e operacionalização de planos de política externa municipais
https://www.blogger.com/blog/post/edit/14852578/1379315110751644676

Por: João Pedro Gurgel e Silva
Publicado em 10/06/2020 às 14:30 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:52

Salvo raras e louváveis exceções, quando pensamos em cidades internacionais, não nos escapam à memória cidades como Nova York, Londres, Paris ou mesmo São Paulo. Porém, não somente às megalópoles estão abertas as portas do mundo, explicam as obras de Panayotis Soldatos. 

Para o europeu, além do intercâmbio comercial, cidades internacionais são aquelas que contam com uma multiplicidade de canais de comunicação com o exterior, com destaque à presença de suas instituições, ao exercício de sua paradiplomacia pública e à composição étnica de sua população. 

Diante dos desafios de um mundo globalizado e de constante inovação, os planos de política externa de uma cidade tornam-se peças centrais na concretização e na cooperação das ações públicas e privadas, de curto a longo prazo. Assim, dirigem-se para a execução de grandes projetos que combinem objetivos de crescimento econômico e de desenvolvimento urbano a partir da internacionalização das suas relações municipais. 

A política externa de uma cidade antecede as ações dos poderes instituídos que se incubem da paradiplomacia, implementando a parte que lhes cabem de um projeto maior, partilhado por uma pletora de atores locais. 

Apesar da inexistência de um marco regulatório, as atuações internacionais de cidades brasileiras estão assentadas nos princípios da predominância do interesse e da subsidiariedade pactuados entre os entes federativos. Sendo assim, suas relações internacionais representam a externalização de suas competências e são contidas pela Diplomacia do Itamaraty, como elucidam os artigos 4, 23, 54 e 84 da Constituição Federal vigente. 

Porto Alegre, Paraty, Petrolina… são muitas as cidades brasileiras internacionalmente reconhecidas por desenvolverem projetos de cooperação, de captação de recursos, de promoção econômica direcionadas para o fomento do comércio exterior, de investimentos, do turismo e de setores estratégicos; ou mesmo pelo papel desempenhado em relevantes discussões internacionais, como no Programa Internacional de Cooperação Urbana da União Europeia para a América Latina e o Caribe, na Localização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris. 

 

Uberlândia

Desde o final do último século, Uberlândia se diferencia ao comportar uma série de investimentos para a produção de uma localização privilegiada, no afã da incorporação produtiva dos cerrados e na conformação de uma agroindústria comercial e de exportação na região - simbolizados pela construção da universidade federal e do porto seco. 

O entreposto da Zona Franca de Manaus, a partir de 2010, marca a crescente irradiação do dinamismo econômico e a consolidação da estratégia logística da cidade com infraestrutura e transporte multimodal, para distribuição e acesso aos principais mercados nacionais, ao Mercosul e ao mundo. 

Reconhecida pela ONU como uma das cinco cidades no mundo com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes com qualidade de vida e sustentabilidade, na última década, Uberlândia  se tornou também um dos maiores centros brasileiros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e referência em tecnologias da informação e comunicação, ocupando, então, a posição de primeira cidade do interior em número de startups. 

A Política Externa contemporânea de Uberlândia começa, de fato, quando são definidas as metas e prioridades da administração Odelmo Leão, do Partido Progressistas (PP), sancionadas pelo legislativo local, com a incorporação da dimensão internacional ao poder executivo, a partir dos programas “Desenvolvimento Econômico, Emprego, Renda e Internacionalização”, “Uberlândia - Destino Inteligente e Humano” e “Uberlândia Inovadora”, sob alçada da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo que recebeu, entre 2017-2019, cerca de R$ 6 milhões do orçamento municipal para a implementação de atividades de incentivo à infraestrutura e ao ‘ecossistema’ de inovação, à aplicação de tecnologias de smart cities e de apoio à micro e pequenas empresas. 

Todavia, as cooperações, os recursos e até a inserção comercial internacional, carecem de capacidades técnicas especializadas, exigindo do internacionalista competências para a análise, elaboração e operacionalização das relações internacionais municipais. O Grupo de Extensão Uberlândia no Contexto Internacional (GEUCI/UFU), ao receber graduandos e pós-graduandos vinculados ao Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI/UFU), busca, na integração entre atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, satisfazer tal demanda, monitorando e auxiliando a internacionalização de Uberlândia para a promoção do desenvolvimento regional. 

 

*João Pedro Gurgel e Silva é discente do Curso de Relações Internacionais do IERI/UFU, pesquisador voluntário Pivic/PROPP/UFU e coordenador discente do GEUCI/IERI. Disponível para contato em: lattes.cnpq.br/055086622373006joao.gurgel@ufu.b e linkedin.com/in/jpgurgelsilvEsse artigo apresentado na Semana de Internacionalização INTERUFU 2019 - Faculdade de Gestão e Negócios (Fagen/UFU) e na XI Semana Acadêmica de Relações Internacionais (SARI), do Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI/UFU).

 

A seção "Leia Cientistas" reúne textos de divulgação científica escritos por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). São produzidos por professores, técnicos e/ou estudantes de diferentes áreas do conhecimento. A publicação é feita pela Divisão de Divulgação Científica da Diretoria de Comunicação Social (Dirco/UFU), mas os textos são de responsabilidade do(s) autor(es) e não representam, necessariamente, a opinião da UFU e/ou da Dirco. Quer enviar seu texto? Acesse: www.comunica.ufu.br/divulgacao. Se você já enviou o seu texto, aguarde que ele deve ser publicado nos próximos dias.

 

Palavras-chave: Leia Cientistas Ciência Divulgação Científica Uberlândia Relações Internacionais Economia Cidade

quinta-feira, setembro 28, 2023

UBERLÂNDIA

O início de uma cidade

Na primeira reportagem da série sobre Uberlândia, abordamos alguns momentos históricos importantes
Por: Jhonatan Dias
Publicado em 26/08/2020 às 15:46 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:52
       Praça Tubal Vilela, registro sem data. (Foto: Coleção João Quituba - Acervo CDHIS)

Os primeiros moradores

Para reconstruir a trajetória de uma cidade, os historiadores recorrem a diversas fontes, como documentos oficiais, atas da Câmara Municipal, fotografias, relatos orais e até mesmo à imprensa. Também é importante considerar as contribuições de várias áreas do conhecimento para conhecer o nosso passado. Por esses motivos, o Comunica UFU conversou com os professores Jean Neves Abreu, do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia (Inhis/UFU), e Beatriz Ribeiro Soares, do Instituto de Geografia (IG/UFU), sobre a formação e o desenvolvimento urbano da cidade.

Segundo o Atlas Educacional de Uberlândia, os primeiros indícios de ocupação urbana da cidade correspondem aos indígenas do grupo étnico Caiapós. A primeira pessoa de origem europeia a conhecer a região foi o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva Filho, de acordo com Neves. O historiador complementa que paira sobre o imaginário social a figura dos bandeirantes como “heróis” nacionais e desbravadores, porém, essa percepção gera muitos debates e revisões nos estudos sobre a história nacional.

“A mitologia em torno dos bandeirantes está presente em livros como Vida e morte do bandeirante, de Alcântara Machado, em 1929. Este livro foi apropriado como obra que enaltece um determinado passado da história paulista. Porém, é interessante observar que outras publicações foram desconstruindo essa imagem, a exemplo de Caminhos e Fronteiras, de Sérgio Buarque de Holanda, e vários estudos publicados que procuraram desmistificar a imagem de heróis e desbravadores atribuída a esses indivíduos”, explica.

Essa interação entre os indígenas e os bandeirantes pode parecer ter sido totalmente pacífica. Entretanto, Neves ressalta que as populações que deram origem a São Pedro de Uberabinha (futura Uberlândia) “colaboraram no desenvolvimento das relações com outras regiões, mas também tiveram um impacto sobre as populações indígenas e também quilombolas. Impactos culturais e sociais na desarticulação de seus modos de vida, hibridismos de forma de vida, além de impactos na dizimação dessa população.”

Manter a memória dos povos indígenas da região de Uberlândia requer esforços. É por isso que a Universidade Federal de Uberlândia mantém o Museu do Índio - criado em 1987. Apesar das visitações presenciais estarem suspensas, você pode conferir a história indígena de Uberlândia por meio dos vídeos do canal do museu no  YOUTUBE . 

A constituição de Uberlândia

Uberlândia está situada na região de planejamento do estado Triângulo Mineiro. Essa área, então conhecida como ‘sertão da farinha podre’, pertenceu à província de Goiás até o ano 1816, quando o Triângulo foi incorporado a Minas Gerais. No ano seguinte, 1817, as primeiras posses de terra começaram a acontecer.

De acordo com o Atlas Educacional, em 31 de agosto de 1888, São Pedro de Uberabinha passou a ser um município, com duas ocorrências históricas importantes para o desenvolvimento da cidade: a criação da 1ª Câmara Municipal, em 1892, e a construção de uma ferrovia pela companhia Mogiana para fazer ligações com as cidades mais desenvolvidas. Em 1929, por meio de um plebiscito, o nome do município passou a ser Uberlândia, que significa ‘Terra Fértil’.

“O contato entre a antiga região de Uberlândia e os estados de São Paulo e Goiás foi estabelecido nas rotas abertas desde os séculos XVIII e XIX. Além disso, a estrada de ferro Mogiana (que se estendeu por aqui em 1895) colaborou também para comércio regional e entre São Paulo e Uberlândia. No início do século XX é que as rodovias assumiram uma fundamental importância para a região. Essa 'opção' pelo transporte rodoviário, feita por Uberlândia, veio garantir sua inserção comercial, já que não era 'ponta de linha' da Mogiana”, explica Neves.

A docente Soares graduou-se em Geografia pela UFU, no ano de 1974, e pesquisou os projetos urbanísticos e planos diretores de Uberlândia no mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Ela afirma que a cidade teve vários planos diretores e o primeiro veio em 1905, para o planejamento das cinco avenidas principais: Cipriano Del Favero, João Pinheiro, Floriano Peixoto, Afonso Pena e Cesário Alvim. Da próxima vez que você passar por alguma dessas avenidas, lembre-se: elas foram inspiradas pelo urbanista francês Haussmann, que remodelou o projeto urbano de Paris.

“Quando eu ainda estudava esses primeiros planos diretores, que foram o tema da minha tese de doutorado, vi que muita coisa ainda estava sendo construída no final dos anos 90. Por exemplo, a área cultural projetada por volta de 1954 tornou-se o próprio Teatro  Municipal de Uberlândia posteriormente.”

A geógrafa também ressalta que as características físicas da região favoreceram para a expansão, uma vez que o sítio urbano é mais plano, sem uma barreira física como uma montanha, por exemplo. Também cabe destacar que o processo de urbanização da cidade contribuiu para o distanciamento de certas populações do centro da cidade, com a construção de conjuntos de casas populares distantes do centro.

Inevitavelmente, uma tendência para o espaço urbano uberlandense é o policentrismo: se você visitar os bairros Santa Luzia e Luizote, vai perceber que há avenidas com comércio variados, áreas de lazer e até centros médicos. A professora acredita que a descentralização da cidade pode acontecer com bairros como Pequis e Monte Hebron.

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

Palavras-chave: Uberlândia história Cidade

sábado, dezembro 03, 2022

 

Pantanal

Pantanal é um dos menores biomas brasileiros, presente no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É conhecido como a maior planície alagada do mundo.

"O Pantanal é um dos menores biomas existentes no Brasil. Sua localização está na região Centro-Oeste, nos estados do Mato Grosso (no sul do estado) e do Mato Grosso do Sul (no noroeste do estado), além de poder ser encontrado no Paraguai e na Bolívia.

É um bioma extremamente rico quando o assunto é fauna brasileira, pois abriga grande parte dos animais existentes no Brasil. Sua preservação ambiental é alta, sendo considerado o bioma mais preservado do país de acordo com os órgãos governamentais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Leia também: Regiões do Brasil – agrupamentos de estados com características semelhantes

Tópicos deste artigo
1 - Características do Pantanal
2 - Aspectos econômicos do Pantanal
3 - Impactos ambientais no Pantanal
4 - Curiosidades do Pantanal
Características do Pantanal
O Pantanal apresenta grande integração de outros biomas, podendo ter áreas de ocorrência com o Cerrado, a Caatinga, e florestas tropicais. Entretanto, a principal característica desse bioma é sua planície inundada, sua marca registrada no Brasil.

Localização do Pantanal
Esse bioma pode ser encontrado em 22 cidades brasileiras, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Sua área de ocorrência limita-se ao oeste desses estados, nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. Com isso, o Pantanal também pode ser encontrado nesses dois países."

Veja mais sobre "Pantanal" em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/o-pantanal.htm
"Área de ocorrência do Pantanal.
A área que abrange esse bioma chega a 220 mil km², sendo 120 mil km² em solo brasileiro. No Brasil, a área pantaneira ocupa, aproximadamente, 2% do território do país. É o menor bioma brasileiro.

Solo do Pantanal
Grande parte dos solos pantaneiros é de planície inundável, característica natural da região. Isso é uma dádiva, mas, ao mesmo tempo, é prejudicial do ponto de vista agrícola, pois, com essa inundação, muitas áreas possuem baixa fertilidade, o que leva ao uso de agrotóxicos e insumos químicos, os agroquímicos, para o cultivo de soja e afins.

A inundação faz com que a matéria orgânica decomponha-se de forma lenta, por isso é um solo pouco fértil. Esse solo é oriundo de processos erosivos das terras mais altas, os planaltos do Pantanal, comuns nas áreas mais ao leste do bioma. Nessas áreas, o terreno é arenoso e ácido, também com baixa fertilidade."

Veja mais sobre "Pantanal" em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/o-pantanal.htm
"Vegetação do Pantanal
Por ser um bioma com ligações próximas à Floresta Amazônica e ao Cerrado, a paisagem pantaneira é bem diversificada, com árvores de médio e grande porte, típicas da Amazônia, mas também conta com a presença de árvores tortuosas de baixo e médio porte, muito comuns no Cerrado.

Nas matas ciliares, próximas dos rios, é comum encontrarmos jenipapos de 20 metros de altura, árvore amazônica. Nessa área, a vegetação é densa e exuberante, com figueiras, ingazeiros, e outras árvores altas.

As planícies inundadas do Pantanal possuem uma vegetação típica dessa localidade, como os vegetais aquáticos: aguapé, erva-de-santa-luzia, utriculária e cabomba, muitos deles utilizados para fins medicinais.

Nas áreas não tão alagadas, a presença de árvores do Cerrado é frequente, como os ipês e buritis.

Clima do Pantanal
O Pantanal está localizado em uma área de ocorrência do clima tropical, com duas estações bem definidas: o verão chuvoso e o inverno seco. Esse fato é essencial para a atividade turística da região, uma das grandes impulsionadoras da economia.

As chuvas concentram-se de outubro a março, período em que o turismo é limitado e a pesca é proibida entre novembro e fevereiro, pois coincide com a reprodução dos peixes. Nessa época, a temperatura ultrapassa os 30 ºC.

Entre abril e setembro, a ausência de chuvas é marcada por belíssimas paisagens que atraem turistas de todos os cantos, tanto brasileiros quanto estrangeiros. A temperatura amena, entre os 20 ºC e 25 ºC, contribui para as atividades econômicas locais, como passeio de barco, comércio e práticas agropecuárias.

Leia também: Qual a diferença entre tempo e clima?

Relevo do Pantanal
O Pantanal está situado em uma área circundada por planaltos que atingem, em média, 700 metros de altitude. Essa elevação ao redor do bioma é a responsável pelas nascentes dos vários rios pantaneiros. Entretanto, o Pantanal propriamente dito possui altitudes que não ultrapassam 120 metros. Com isso, mais de 80% do bioma ficam alagados no verão, época de intensas chuvas.

Veja mais sobre "Pantanal" em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/o-pantanal.htm
"Com o relevo plano, áreas alagadas são comuns no Pantanal.
Dos planaltos ao redor, o mais famoso é o maciço Urucum, no Mato Grosso do Sul, com um pico culminante de 1065 metros de altitude. Nessa unidade de relevo, encontramos uma das maiores reservas de manganês do Brasil, mineral bastante utilizado em indústrias siderúrgicas.

Hidrografia do Pantana
A água no Pantanal é um fator decisivo no equilíbrio da fauna e da flora. Durante as cheias no verão, estima-se que 180 milhões de litros d’água atinjam a planície do bioma.

Toda essa água acumula-se na planície, formando as áreas inundadas: pântanos, brejos, lagoas e baías que se interligam aos rios. O relevo contribui para essa ligação devido a sua baixa declividade.

Dentre os inúmeros rios da região, podemos destacar o rio Cuiabá, rio Taquari, rio Itiquira, rio Aquidauana, além do rio Paraguai, um dos maiores da localidade.

Fauna do Pantanal
A fauna presente no Pantanal é riquíssima, concentrando quase todos os animais que vivem no Brasil. Esse fato ocorre porque tal bioma sofre uma influência direta de três grandes biomas brasileiros: Floresta Amazônica, Cerrado e Mata Atlântica, além de ter algumas áreas com resquícios da Caatinga.

De acordo com a Agência de Notícias do IBGE, o Pantanal contém:

132 espécies de mamíferos: anta, capivara, veado, onça-pintada, morcego;

85 espécies de répteis, sendo os jacarés com a maior variedade;

463 espécies de aves: tucano, arara, tuiuiú, carão;

35 espécies de anfíbios, como a rã verde;

263 espécies de peixes: pacu, pintado, bagre, traíra, dourado, piau, jaú (o maior da região)."

Veja mais sobre "Pantanal" em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/o-pantanal.htm
"Tuiuiú, ave símbolo do Pantanal.
Com toda essa riqueza, o Pantanal sofre com a caça e a pesca que ocorrem de forma ilegal. Um dos grandes alvos dos caçadores é o jacaré, animal bastante comum nessa região. Além disso, o peixe-dourado também está na lista de animais ameaçados pelos pescadores, o que levou à proibição da sua pesca. No entanto, mesmo com o rigor da lei, falta fiscalização, levando a ataques ilegais constantes.

Acesse também: Consequências das ações antrópicas no meio ambiente

Aspectos econômicos do Pantanal
A economia pantaneira gira em torno das atividades pesqueiras e do turismo. Entretanto, recentemente foi incluída nas atividades da região a pecuária bovina, principalmente no estado do Mato Grosso.

Nas cidades de Cáceres (MT) e Corumbá (MS), existem pousadas que abrigam turistas durante a alta temporada, que vai de junho a setembro. Essas pousadas são chamadas de barcos-hotéis, pois muitos moradores da região transformam seus barcos em hotéis e viram guias para pescadores de todos os cantos do Brasil e também de outros países. Durante os meses de novembro a fevereiro, a pesca nas áreas pantaneiras é proibida, pois é o período da piracema, época em que os peixes migram e reproduzem-se.

A pecuária atrai muitos fazendeiros mato-grossenses que utilizam as áreas planas da região para criar seus gados. Além disso, a boa umidade do local garante bastante comida para os animais. Para atravessar as áreas alagadas, grande parte dos criadores de gado causa ferimento em um boi. Este, ao sangrar, atrai as piranhas, bastante comuns em alguns rios. Com isso, a atenção desses peixes volta-se para esse boi, fazendo com que o restante do rebanho atravesse em segurança.

A criação de gado consegue desenvolver-se de forma sustentável, gerando emprego e renda. Entretanto, nas últimas décadas, o cultivo da soja no Mato Grosso adentrou o Pantanal, o que pode ser um ato perigoso, pois esse cultivo usa uma quantidade expressiva de agrotóxicos, gerando problemas para todo o ecossistema pantaneiro.

No turismo, é bastante comum o passeio de chalana, uma grande embarcação de fundo plano, típica dessa região e usada para transporte de pessoas pelos rios do Pantanal.

Impactos ambientais no Pantanal
Na região pantaneira, e em quase todo o estado do Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso, as atividades agropecuárias são extremamente importantes para a economia. Entretanto, quando essas atividades são feitas de maneira exagerada quanto ao uso do solo e de adubos químicos, graves impactos surgem no meio ambiente, e em alguns casos são irreversíveis.

Em relação ao Pantanal, a agricultura com o cultivo da soja tem causado preocupação para a população local e regional, pois os impactos ambientais não são restritos a sua área de ocorrência.

Um dos casos que mais preocupam a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é a contaminação da bacia hidrográfica do rio Taquari, com graves ameaças à fauna e à flora local.

O rio Taquari nasce no extremo sul de Mato Grosso e corre no sentido leste–oeste, em direção ao Mato Grosso do Sul, sendo um dos afluentes do rio Paraguai, um dos principais rios da bacia Platina.

Esse rio pantaneiro sofre com um grave problema de assoreamento causado pela retirada de parte da mata na sua parte alta para a inserção de pastagens e lavouras de soja. Além disso, a monocultura da soja utiliza agroquímicos e pesticidas que contaminam o solo e prejudicam todo o ecossistema regional, causando sérios problemas para o bioma.

Quando acontece a remoção da vegetação natural para práticas agropecuárias, o processo erosivo é acentuado, gerando o assoreamento tão preocupante entre as entidades ambientais.

Outro fator que preocupa a preservação do Pantanal está associado às práticas ilegais de caça e pesca na região. Devido a sua grande área inundada, o bioma tem uma rica fauna aquática, mas alguns peixes são proibidos, como o dourado. A caça aos jacarés de determinadas espécies também é proibida, mas isso não impede que pescadores e caçadores aventurem-se no Pantanal em busca desses animais. Entretanto essa busca prejudica a cadeia alimentar da região, gerando um desequilíbrio ecológico, que, com o passar do tempo, agrava a reprodução de espécies e a preservação dos recursos naturais.

Nos planaltos do Pantanal, a Embrapa investiga a exploração da mineração de ouro e diamantes feita de maneira não sustentável, contaminando rios e solos com mercúrio, o que acarreta na contaminação direta dos animais que ali vivem.

Tais problemas mostram que falta um grande projeto ambiental que possa garantir o uso sustentável do Pantanal, com planejamento e sustentabilidade, garantindo a continuidade e o status de ser o bioma mais preservado do país.

Leia também: Impactos ambientais causados pela mineração

Curiosidades do Pantanal
Um bioma tão rico possui também várias curiosidades, desde geográficas até as relacionadas à fauna presente nele. Vejamos algumas.

65% do Pantanal brasileiro estão no estado do Mato Grosso do Sul, e o restante (35%), no Mato Grosso.

Na Bolívia e no Paraguai, o Pantanal recebe o nome de Chaco.

A ave símbolo do Pantanal é o Tuiuiú.

Na época da cheia, até 80% da planície pantaneira fica inundada. É a maior planície inundada do mundo.

É bem comum no Pantanal a presença da segunda maior cobra do mundo, a sucuri, que pode medir até nove metros de comprimento.

Os jacarés são comuns no Pantanal, mas só agridem humanos se forem ameaçados."

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"Jacaré-caiman, animal comum no Pantanal.
A Unesco considera o Pantanal como Patrimônio Natural e Reserva da Biosfera Mundial.

O dia 12 de novembro é considerado o Dia do Pantanal, em memória ao ambientalista Francisco Anselmo de Barros, ícone importante para as questões ambientais pantaneiras.

Há mais peixes no Pantanal do que em todos os rios europeus juntos.

Veja mais sobre "Pantanal" em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/o-pantanal.htm