terça-feira, dezembro 26, 2023

 

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sexta-feira, dezembro 08, 2023

 

Prefeitura inaugura iluminação de Natal 2023 de Uberlândia

SOLENIDADE REALIZADA ESTA NOITE (7), NA PRAÇA SÉRGIO PACHECO, CONTOU COM A PRESENÇA DO PREFEITO ODELMO LEÃO E MARCOU O INÍCIO DO FUNCIONAMENTO DAS LUZES E DECORAÇÕES NATALINAS EM VÁRIOS PONTOS DA CIDADE

7 DE DEZEMBRO DE 2023

O prefeito Odelmo Leão inaugurou, na noite desta quinta-feira (7), o projeto oficial de iluminação de Natal deste ano em Uberlândia, durante cerimônia de acendimento da decoração na praça Sérgio Pacheco. Por meio de parceria com a concessionária da iluminação pública Engie, foram instalados 1 milhão de microlâmpadas em um percurso de 3 quilômetros até a do Rosário, passando por vias e demais praças do Centro. Ao todo, 21 espaços receberam as ornamentações natalinas.

Os trabalhos de instalação começaram na segunda quinzena de novembro e foram acompanhados pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Durante a solenidade de inauguração da iluminação de Natal, quem passou pela praça Sérgio Pacheco também prestigiou a apresentação da Banda Municipal.

“Essa é uma homenagem para o povo de Uberlândia. É a população que faz esta cidade acontecer. Quando retornei à Prefeitura em 2017 nós tínhamos grandes adversidades para superar. Além disso, tivemos pela frente pandemias, como a da Covid-19. Com muito esforço e resiliência, seguimos em frente e, neste ano, pudemos entregar ao nosso povo a iluminação de Natal que merece. Por isso, definimos locais de importante fluxo de pessoas para reavivar e proporcionar momentos marcantes e alegres”, disse o prefeito Odelmo Leão.

Valter de Paula/Secretaria de Governo e Comunicação-PMU

As luzes e enfeites foram distribuídas em um trajeto envolvendo praças e vias centrais, como: Praça Sérgio Pacheco, av. Américo Salvador, av. Floriano Peixoto, Praça Tubal Vilela, rua Santos Dumont, Praça Adolfo Fonseca, av. João Pinheiro, rua Teixeira Santana, rua Silva Jardim, Praça Coronel Carneiro, rua Quinze de Novembro, Praça Clarimundo Carneiro, rua Silviano Brandão e Praça do Rosário.

Valter de Paula/Secretaria de Governo e Comunicação-PMU

Confira a seguir os espaços e atrativos disponíveis à população:

. Na Sérgio Pacheco, os visitantes encontram, além da iluminação especial de natal, uma Casa do Papai Noel com neve artificial sendo lançada em sua varanda. Árvores decoradas, uma delas com 7 metros de altura, que possibilita a passagem de pessoas por baixo, e mais uma bola grande com passagem, bem como soldados quebra-nozes;

 Na praça Tubal Vilela foi disponibilizado ao público um trem iluminado. Árvores decoradas, uma árvore de 10 metros de altura, caixa de presente de 3 metros e bola com passagem;· Já na Adolfo Fonseca, foi erguida uma árvore de natal com 10 metros de altura. Árvore de 10 metros, árvores decoradas, caixa de presente de 3 metros e bola com passagem;

· Na Coronel Carneiro, os visitantes encontram bonecos do Papai e da Mamãe Noel para fotografias. Árvores decoradas, árvore de 7 metros de altura, bola com passagem e Papai Noel fixo no poste;

 Na praça Clarimundo Carneiro, o Coreto e o Museu Municipal foram decorados com luzes e cores. No local, é exibido ao público um vídeo mapping natalino (projeção de vídeo em objetos e superfícies irregulares). Árvores decoradas, Coreto decorado, árvore de 10 metros de altura, caixa de presente de 3 m², bola com passagem, urso polar, boneco de neve, torre de bolas, luminária 3D, letreiro “Feliz Natal”;

· A praça do Rosário, por sua vez, conta com um presépio e árvores decoradas.Mais sete locais também receberam decorações natalinas, sendo eles:· Rotatória Dr. José Vilela da Cunha: árvores decoradas;

 Trevo Ivo Alves: figuras natalinas em postes;· Teatro Municipal: ornamentação, anjos e letreiro “Feliz Natal”;

· Parque do Sabiá: árvore 3D, trem luminoso, arco cometa na entrada, figuras natalinas em postes;

· Praça da Bíblia: árvores decoradas, figuras natalinas em postes e letreiro “Feliz Natal”;· Praça Maria Preta: árvores decoradas e figuras natalinas em postes;

· Praça Lincoln: árvores decoradas, presépio, anjos, velas, figuras natalinas em postes e imagens de Nossa Senhora do Carmo em postes (padroeira de Uberlândia).

sábado, novembro 18, 2023


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segunda-feira, outubro 23, 2023

 

Uberlândia, uma cidade internacional?

Artigo ressalta a importância dos profissionais de Relações Internacionais para compreensão, elaboração e operacionalização de planos de política externa municipais
https://www.blogger.com/blog/post/edit/14852578/1379315110751644676

Por: João Pedro Gurgel e Silva
Publicado em 10/06/2020 às 14:30 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:52

Salvo raras e louváveis exceções, quando pensamos em cidades internacionais, não nos escapam à memória cidades como Nova York, Londres, Paris ou mesmo São Paulo. Porém, não somente às megalópoles estão abertas as portas do mundo, explicam as obras de Panayotis Soldatos. 

Para o europeu, além do intercâmbio comercial, cidades internacionais são aquelas que contam com uma multiplicidade de canais de comunicação com o exterior, com destaque à presença de suas instituições, ao exercício de sua paradiplomacia pública e à composição étnica de sua população. 

Diante dos desafios de um mundo globalizado e de constante inovação, os planos de política externa de uma cidade tornam-se peças centrais na concretização e na cooperação das ações públicas e privadas, de curto a longo prazo. Assim, dirigem-se para a execução de grandes projetos que combinem objetivos de crescimento econômico e de desenvolvimento urbano a partir da internacionalização das suas relações municipais. 

A política externa de uma cidade antecede as ações dos poderes instituídos que se incubem da paradiplomacia, implementando a parte que lhes cabem de um projeto maior, partilhado por uma pletora de atores locais. 

Apesar da inexistência de um marco regulatório, as atuações internacionais de cidades brasileiras estão assentadas nos princípios da predominância do interesse e da subsidiariedade pactuados entre os entes federativos. Sendo assim, suas relações internacionais representam a externalização de suas competências e são contidas pela Diplomacia do Itamaraty, como elucidam os artigos 4, 23, 54 e 84 da Constituição Federal vigente. 

Porto Alegre, Paraty, Petrolina… são muitas as cidades brasileiras internacionalmente reconhecidas por desenvolverem projetos de cooperação, de captação de recursos, de promoção econômica direcionadas para o fomento do comércio exterior, de investimentos, do turismo e de setores estratégicos; ou mesmo pelo papel desempenhado em relevantes discussões internacionais, como no Programa Internacional de Cooperação Urbana da União Europeia para a América Latina e o Caribe, na Localização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris. 

 

Uberlândia

Desde o final do último século, Uberlândia se diferencia ao comportar uma série de investimentos para a produção de uma localização privilegiada, no afã da incorporação produtiva dos cerrados e na conformação de uma agroindústria comercial e de exportação na região - simbolizados pela construção da universidade federal e do porto seco. 

O entreposto da Zona Franca de Manaus, a partir de 2010, marca a crescente irradiação do dinamismo econômico e a consolidação da estratégia logística da cidade com infraestrutura e transporte multimodal, para distribuição e acesso aos principais mercados nacionais, ao Mercosul e ao mundo. 

Reconhecida pela ONU como uma das cinco cidades no mundo com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes com qualidade de vida e sustentabilidade, na última década, Uberlândia  se tornou também um dos maiores centros brasileiros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e referência em tecnologias da informação e comunicação, ocupando, então, a posição de primeira cidade do interior em número de startups. 

A Política Externa contemporânea de Uberlândia começa, de fato, quando são definidas as metas e prioridades da administração Odelmo Leão, do Partido Progressistas (PP), sancionadas pelo legislativo local, com a incorporação da dimensão internacional ao poder executivo, a partir dos programas “Desenvolvimento Econômico, Emprego, Renda e Internacionalização”, “Uberlândia - Destino Inteligente e Humano” e “Uberlândia Inovadora”, sob alçada da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo que recebeu, entre 2017-2019, cerca de R$ 6 milhões do orçamento municipal para a implementação de atividades de incentivo à infraestrutura e ao ‘ecossistema’ de inovação, à aplicação de tecnologias de smart cities e de apoio à micro e pequenas empresas. 

Todavia, as cooperações, os recursos e até a inserção comercial internacional, carecem de capacidades técnicas especializadas, exigindo do internacionalista competências para a análise, elaboração e operacionalização das relações internacionais municipais. O Grupo de Extensão Uberlândia no Contexto Internacional (GEUCI/UFU), ao receber graduandos e pós-graduandos vinculados ao Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI/UFU), busca, na integração entre atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, satisfazer tal demanda, monitorando e auxiliando a internacionalização de Uberlândia para a promoção do desenvolvimento regional. 

 

*João Pedro Gurgel e Silva é discente do Curso de Relações Internacionais do IERI/UFU, pesquisador voluntário Pivic/PROPP/UFU e coordenador discente do GEUCI/IERI. Disponível para contato em: lattes.cnpq.br/055086622373006joao.gurgel@ufu.b e linkedin.com/in/jpgurgelsilvEsse artigo apresentado na Semana de Internacionalização INTERUFU 2019 - Faculdade de Gestão e Negócios (Fagen/UFU) e na XI Semana Acadêmica de Relações Internacionais (SARI), do Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI/UFU).

 

A seção "Leia Cientistas" reúne textos de divulgação científica escritos por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). São produzidos por professores, técnicos e/ou estudantes de diferentes áreas do conhecimento. A publicação é feita pela Divisão de Divulgação Científica da Diretoria de Comunicação Social (Dirco/UFU), mas os textos são de responsabilidade do(s) autor(es) e não representam, necessariamente, a opinião da UFU e/ou da Dirco. Quer enviar seu texto? Acesse: www.comunica.ufu.br/divulgacao. Se você já enviou o seu texto, aguarde que ele deve ser publicado nos próximos dias.

 

Palavras-chave: Leia Cientistas Ciência Divulgação Científica Uberlândia Relações Internacionais Economia Cidade

domingo, outubro 22, 2023

quinta-feira, setembro 28, 2023

UBERLÂNDIA

O início de uma cidade

Na primeira reportagem da série sobre Uberlândia, abordamos alguns momentos históricos importantes
Por: Jhonatan Dias
Publicado em 26/08/2020 às 15:46 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:52
       Praça Tubal Vilela, registro sem data. (Foto: Coleção João Quituba - Acervo CDHIS)

Os primeiros moradores

Para reconstruir a trajetória de uma cidade, os historiadores recorrem a diversas fontes, como documentos oficiais, atas da Câmara Municipal, fotografias, relatos orais e até mesmo à imprensa. Também é importante considerar as contribuições de várias áreas do conhecimento para conhecer o nosso passado. Por esses motivos, o Comunica UFU conversou com os professores Jean Neves Abreu, do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia (Inhis/UFU), e Beatriz Ribeiro Soares, do Instituto de Geografia (IG/UFU), sobre a formação e o desenvolvimento urbano da cidade.

Segundo o Atlas Educacional de Uberlândia, os primeiros indícios de ocupação urbana da cidade correspondem aos indígenas do grupo étnico Caiapós. A primeira pessoa de origem europeia a conhecer a região foi o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva Filho, de acordo com Neves. O historiador complementa que paira sobre o imaginário social a figura dos bandeirantes como “heróis” nacionais e desbravadores, porém, essa percepção gera muitos debates e revisões nos estudos sobre a história nacional.

“A mitologia em torno dos bandeirantes está presente em livros como Vida e morte do bandeirante, de Alcântara Machado, em 1929. Este livro foi apropriado como obra que enaltece um determinado passado da história paulista. Porém, é interessante observar que outras publicações foram desconstruindo essa imagem, a exemplo de Caminhos e Fronteiras, de Sérgio Buarque de Holanda, e vários estudos publicados que procuraram desmistificar a imagem de heróis e desbravadores atribuída a esses indivíduos”, explica.

Essa interação entre os indígenas e os bandeirantes pode parecer ter sido totalmente pacífica. Entretanto, Neves ressalta que as populações que deram origem a São Pedro de Uberabinha (futura Uberlândia) “colaboraram no desenvolvimento das relações com outras regiões, mas também tiveram um impacto sobre as populações indígenas e também quilombolas. Impactos culturais e sociais na desarticulação de seus modos de vida, hibridismos de forma de vida, além de impactos na dizimação dessa população.”

Manter a memória dos povos indígenas da região de Uberlândia requer esforços. É por isso que a Universidade Federal de Uberlândia mantém o Museu do Índio - criado em 1987. Apesar das visitações presenciais estarem suspensas, você pode conferir a história indígena de Uberlândia por meio dos vídeos do canal do museu no  YOUTUBE . 

A constituição de Uberlândia

Uberlândia está situada na região de planejamento do estado Triângulo Mineiro. Essa área, então conhecida como ‘sertão da farinha podre’, pertenceu à província de Goiás até o ano 1816, quando o Triângulo foi incorporado a Minas Gerais. No ano seguinte, 1817, as primeiras posses de terra começaram a acontecer.

De acordo com o Atlas Educacional, em 31 de agosto de 1888, São Pedro de Uberabinha passou a ser um município, com duas ocorrências históricas importantes para o desenvolvimento da cidade: a criação da 1ª Câmara Municipal, em 1892, e a construção de uma ferrovia pela companhia Mogiana para fazer ligações com as cidades mais desenvolvidas. Em 1929, por meio de um plebiscito, o nome do município passou a ser Uberlândia, que significa ‘Terra Fértil’.

“O contato entre a antiga região de Uberlândia e os estados de São Paulo e Goiás foi estabelecido nas rotas abertas desde os séculos XVIII e XIX. Além disso, a estrada de ferro Mogiana (que se estendeu por aqui em 1895) colaborou também para comércio regional e entre São Paulo e Uberlândia. No início do século XX é que as rodovias assumiram uma fundamental importância para a região. Essa 'opção' pelo transporte rodoviário, feita por Uberlândia, veio garantir sua inserção comercial, já que não era 'ponta de linha' da Mogiana”, explica Neves.

A docente Soares graduou-se em Geografia pela UFU, no ano de 1974, e pesquisou os projetos urbanísticos e planos diretores de Uberlândia no mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Ela afirma que a cidade teve vários planos diretores e o primeiro veio em 1905, para o planejamento das cinco avenidas principais: Cipriano Del Favero, João Pinheiro, Floriano Peixoto, Afonso Pena e Cesário Alvim. Da próxima vez que você passar por alguma dessas avenidas, lembre-se: elas foram inspiradas pelo urbanista francês Haussmann, que remodelou o projeto urbano de Paris.

“Quando eu ainda estudava esses primeiros planos diretores, que foram o tema da minha tese de doutorado, vi que muita coisa ainda estava sendo construída no final dos anos 90. Por exemplo, a área cultural projetada por volta de 1954 tornou-se o próprio Teatro  Municipal de Uberlândia posteriormente.”

A geógrafa também ressalta que as características físicas da região favoreceram para a expansão, uma vez que o sítio urbano é mais plano, sem uma barreira física como uma montanha, por exemplo. Também cabe destacar que o processo de urbanização da cidade contribuiu para o distanciamento de certas populações do centro da cidade, com a construção de conjuntos de casas populares distantes do centro.

Inevitavelmente, uma tendência para o espaço urbano uberlandense é o policentrismo: se você visitar os bairros Santa Luzia e Luizote, vai perceber que há avenidas com comércio variados, áreas de lazer e até centros médicos. A professora acredita que a descentralização da cidade pode acontecer com bairros como Pequis e Monte Hebron.

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

Palavras-chave: Uberlândia história Cidade