segunda-feira, março 04, 2013

Justiça determina vasectomia de 12 tigres de mantenedouro em Maringá
Justiça acatou normativa do IBAMA, que prevê a esterilização de felinos. Sentença foi publicada na sexta-feira (15) e ainda cabe recurso. Além dos 12 tigres, mantenedouro abriga mais duas leoas e cães (Foto: Arquivo Pessoal) A Justiça Federal decidiu que 12 tigres do mantenedouro Ary Marcos, que fica em Maringá, no norte do Paraná, passem por vasectomia. A decisão é com base na Instrução Normativa 13, de 6 de dezembro de 2010, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que determina que felinos sejam esterilizados. A sentença foi publicada na sexta-feira (15) e ainda cabe recurso.
(Correção: ao ser publicado, esta reportagem errou ao informar que os 12 tigres seriam castrados. Essa informação havia sido repassada pelo advogado Vanderlúcio dos Santos. Na realidade, os animais vão passar por um procedimento de vasectomia. O erro foi corrigido às 20h56)
Na sentença, o Juiz de Direito José Jacomo Gimenes disse que os tigres e leões não pertencem naturalmente à fauna brasileira. Por isso, acredita que a esterilização não ocasionaria a redução da população da espécie, muitos menos a extinção. “Essa instrução normativa determinou que se fizesse esterilização em todos os felinos de grande porte do país. O IBAMA que seria o órgão responsável pela preservação da espécie está levantando uma bandeira do extermínio. A única coisa certa disso é que esse animal não vai conseguir reproduzir mais. Então, dizer e determinar que se faça vasectomia é levantar a bandeira do extermínio”, explicou ao G1 o advogado que cuida do caso Vanderlúcio dos Santos Baum.
O dono dos animais tem autorização do IBAMA para cuidar de felinos em extinção, vítimas de maus tratos e abandono. (Foto: Arquivo Pessoal)
De acordo com o advogado, no mundo existem 3.200 tigres. E os 12 tigres do mantenedouro que fica em Maringá representam 0,37% da população mundial. Ele garante que esta decisão é contrária à legislação internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (UNESCO), que prevê a proteção à fauna e à flora. “Eles estão descumprindo e violando o pacto. No cenário mundial, enquanto países se unem com o objetivo máximo de preservação, em especial das espécies ameaçadas de extinção, o Brasil, através de normas do IBAMA, que sequer tem força de lei, contraria os diplomas internacionais e sustenta a esterilização da espécie”, completou.
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Baum contou que o IBAMA tomou esta medida pelo fato de terem nascido em cativeiro sete filhotes de tigres. O órgão considerou a situação gravíssima e pediu para vasectomizar os animais para que outros não descendam deles. No começo de março, Baum fará uma viagem a Nova York, na qual irá protocolar na sede da ONU um memorando sobre a situação que está acontecendo no Brasil com o caso dos tigres.

Advogado que cuida do caso diz que o IBAMA está descumprindo um pacto internacional
(Foto: Arquivo Pessoal)
Paixão pelos tigres. O proprietário do mantenedouro que abriga, além dos 12 tigres, mais duas leoas e cães, disse ao G1 que cuida dos animais com o objetivo de preservar a espécie e não vai deixar que eles sejam vasectomizados. “Como vai ser daqui alguns anos. Os filhos, netos vão conhecer um tigre só pela internet, pelas revistas? Isso não pode acontecer”, assegurou. Ary Borges da Silva tem autorização do IBAMA para cuidar de felinos em extinção, vítimas de maus tratos e abandono. Os animais são criados em um cativeiro, na própria casa do Ary. No local, há três piscinas para os tigres tomarem banho, jaulas, alimentação balanceada, acompanhamento de um veterinário e assistência de estagiários de faculdades de Agronomia e Biogia. Os felinos são conhecidos nacionalmente, pois participam de novelas, comerciais e são modelos em ensaios fotográficos. Segundo Silva, boa parte da verba para poder sustentar o mantenedouro é tirado do próprio trabalho dos animais.
Animais recebem o cuidado de Ary Borges da Silva (Foto: Arquivo pessoal)

sexta-feira, janeiro 11, 2013


Água, fonte inesgotável?

Estamos próximos de uma crise. A Organização Mundial da Saúde afirma que são necessários  110 litros de Água potável por dia para cada humano. O Word Walter Council já aponta regiões cri­ticas, como os africanos na região subsaariana, onde a media diária de consumo de Água por pessoa é de 10 a 20 litros.
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Por Vitor Luciano Diniz
 
A Quem vai a cidade de Uberlândia, no Triangulo Mineiro, é convidado por seus anfitriões a visitar a Cachoeira de Sucupira, situados a 17 km do centro. Um ambiente de descanso e diversão nas tardes dos finais de semana para as famílias da cidade. Indo ate o final da movimentada Avenida João Naves de Ávila, entramos em uma estrada de terra que fica ao lado de uma grande empresa, então passamos perto de uma carvoeira e seguimos ate a estação de coleta e tratamento Renato Freitas, mantida pela empresa DMAE, responsável pela distribuição de água na região. A diante, notamos uma estrutura de represamento que modificou o leito do rio Uberabinha, construída para agilizar a captação, impactando o fluxo de Água que segue ate desabar por um abismo rochoso. No caminho, uma porteira indica a presença da Fazenda da Sucupira, que é uma Área de 41,6 hectares no entorno da cachoeira, recentemente transformada em Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). Continuamos por uma ladeira envolta pela mata do cerrado, invadida por espécies exóticas de eucaliptos, os quais predominam no local, e chegamos a incrível queda da Água. Em duas paredes de basalto, com altura de 15 metros, escoa um véu cristalino, sem poluição, que desce ate formar uma grande piscina natural, depois as águas voltam a correr calmamente formando o leito do rio, onde alguns jovens nadam. Nas margens, outras pessoas curtem a tranquilidade do local, sentadas na grama verde. A estrutura interessante do lugar faz um convite à reflexão sobre o futuro da água no planeta. A captação e purificação remetem a administração dos recursos hídricos; a fazenda (RPPN) nos faz pensar sobre a preservação. As pessoas nesse local nos lembram da importância da água para sobrevivência, e o rio descendo ate a cidade, onde recebe esgoto e a sujeira que escorre das ruas, tornando-a imprópria para consumo, mostra que temos um grande trabalho de preservação e prática de sustentabilidade pela frente.
                                                             Imagem do site da prefeitura de Uberlândia (www.uberlandia.mg.gov.br)
 Área preservada da Cachoeira de Sucupira. A estimativa que cada ano a população aumente 83 milhões de pessoas, o que deixara¡ 1,8 bilhão de humanos em regiões de escassez de água dentro de 15 anos.
Os primeiros astronautas que observaram a terra do espaço disseram que nosso planeta é azul. Uma riqueza hídrica incalculável, sendo que menos de 1% estão disponíveis para consumo humano. Alem disso, o regime de chuvas que varia entre as áreas, as diferenças climáticas e a distribuição não homogênea da população nos continentes, agrava a situação de acesso a água potável. Dados do relatório sobre Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2006 mostram que 2 bilhões de pessoas estariam sofrendo com a falta de água, que 2,6 bilhões não dispõe de saneamento básico e 1,8 milhão de crianças morreriam anualmente devido doenças adquiridas pelo uso de água contaminada. A situação se agrava em países subdesenvolvidos. Neles a rápida industrialização e o crescimento acelerado da população acontecem sem o acompanhamento de um planejamento de distribuição e de tratamento da água. Esse crescimento provocou o aumento do consumo global de água de 1.060 km para 4.130 km nos últimos 50 anos. São muitos os jovens que se divertem na sonora cachoeira. Eles são os cidadãos que receberão da geração atual a herança hídrica que estamos construindo agora. Uma garota morena, aparentando ter treze anos, esta sentada sobre uma grande pedra perto da margem. Aproximo e pergunto seu nome. Conversando com Roberta descubro que as escolas locais atuam constantemente na conscientização sobre a importância da água e seu consumo inteligente. Contudo, quando questionada se o que aprende é executado pela sociedade, ela diz que a abundante disponibilização de água na região faz com que algumas pessoas da comunidade não se importem com a economia e a preservação. No Brasil, o consumo caseiro de água esta acima do mundial. De acordo com o Almanaque do ISA, enquanto o uso domestica mundial representa 10%, o uso no Brasil atinge o nível de 27%. Uma torneira pingando pode desperdiçar ate 80 litros de água por dia. As principais ações publicitárias visam conscientizar sobre a economia nesse tipo de gasto. Entretanto, a irrigação apresenta o maior índice de desperdício. Nas sociedades modernas, 69% do uso da água são destinados para atividades agrícolas. Disso, de 15% a 50% utilizado não atingem as plantações, sendo perdido pela evaporação e pela infiltração no solo. Relacionando esses dados com a realidade futura surge outra preocupação: os rios próximos às plantações costumam ser vi­timas dos Pops (poluentes permanentes). Tais poluentes são oriundos de agrotóxicos e fazem com que a água se torne cancerígena. A água é um recurso renovável. Contudo, sua quantidade é limitada e por isso a preocupação com a economia é colocada em primeira estância. Roberta é um exemplo de que a sociedade passa por constantes atividades de conscientização. Entretanto, os resultados significativos acontecem quando as empresas se preocupam e assumem iniciativas de mudanças. A partir da estação de captação e tratamento Renato Freitas, as águas do rio Uberabinha recebem gerenciamento da concessionária DMAE. Durante muitos anos, ela conduziu o esgoto da cidade para o rio. Mas a população, prejudicada por ter a cidade cortada por um rio poluído e fétido, acabou influenciando a empresa, com a ajuda de políticos, a adotar uma postura social responsável. Um projeto de despoluição foi desenvolvido e concluído em dezembro de 2003. A estação de tratamento de Esgoto Uberabinha começou a purificar 100% do esgoto domestico da cidade, que constou em 2009 com uma população de 634.345 habitantes segundo o IBGE. A estrutura realizada para a conclusão de tal feito foi grandiosa. Foram construídos 34 km de interceptores que recolhem a poluição que seria lançada em vários córregos da cidade. Esses interceptores levam a sujeira para um emissário de 6 km instalado as margens do rio Uberabinha. Esse emissário segue de um famoso clube da cidade ate a cachoeira dos Dias, onde foi construída a ETE Uberabinha, que constitui a etapa final do processo. A empresa Uberlândia Refrescos é outro exemplo na região. Ela é certificada com o ISSO 14001 (meio ambiente), com todo o efluente gerado na fabrica tratado por uma estação própria.
                                                                      Imagem ESTADO NOBEL
Maria Helena lava a louça graças a rede de água tratada que recebe em casa. Próximo da cachoeira, há uma estação de captação e tratamento de água que abastece a cidade de Uberlândia. Em todo planeta, 46% das pessoas não tem acesso a água encanada.
Os jovens inquietos, ora descansavam sobre as pedras, ora as escalavam e se lançavam em perigosos mergulhos na Cachoeira de Sucupira. Uma senhora simpática os acompanhava. Entrei na água gelada da cachoeira, o solo pedregoso causava uma sensação de massagem dolorida nos meus pés. Esquecida dor e me aproximei dela. Seu nome era Marta. Perguntei o que achava da qualidade da água do rio. Ela disse que apesar do DMAE ter realizado um grande trabalho de despoluição, ela ainda não tinha confiança em nadar na parte que percorre o perímetro urbano. Muitos córregos que deságuam no Uberabinha ainda estas poluídas, eles recebem água que escorre da rua, lixo atirado por moradores ou da canalização de esgotos ilegais. E também fala que certas empresas não respeitam o rio, lançando grande quantidade de sujeira. Essa denuncia serve de ilustração, mostrando as varias ameaças às fontes de água. Marta esta certa em não confiar nas águas do rio. Para se ter ideia, a Cachoeira dos Dias fica próxima a uma usina de triagem e compostagem de lixo. Uma significante ameaça a qualidade da água. Apesar de pontos negativos, a cidade é considerada como modelo a ser seguido dentro da realidade da crise da água. De acordo com Adolpho Jose Melfi, professor titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), a crise é atribuída a dois fatores interligados, a escassez e a gestão dos recursos hídricos. O Banco Mundial divulgou o relatório Gerenciamento de Recursos Hídricos, que aconselha os países em desenvolvimento a praticar políticas integradas, considerando fatores inter setoriais do uso das águas, pois ela poderá ser alvo de guerras, assim como acontece atualmente com o petróleo. Essa discussão ficou acirrada quando em outubro de 2008 a UNESCO divulgou a localização de 273 aquíferos sobfronteiras internacionais. Uma brisa fria seca o nosso corpo e as altas arvores da densa mata ciliar, balançam suas copas lançando uma sombra movimentada sobre a calma correnteza cachoeira. As pessoas estão ali em um momento de descanso. Contudo, inúmeros cientistas trabalham arduamente em busca de soluções para Crise da água. A todo o momento a ciência apresenta projetos. Adolpho Jose Melfi cita em entrevista ao site Inovação Tecnológica (www.inovacaotecnologica.com.br) as principais pesquisas em desenvolvimento: "Tecnologia de membranas filtrantes nas estações de tratamento de água e de esgoto"; "Alternativas de tratamento, disposição e utilização de lodo de estações de tratamento de água e estações de tratamento de esgotos"; "Novas tecnologias para implantação, operação e manutenção de sistemas de distribuição de água e coleta de esgoto"; "Novas tecnologias para melhorias dos processos de operações unitárias"; "Monitoramento da qualidade da água"; "Eficiência energética"; e "Economia do saneamento". Para que essas inovações cheguem a população, principalmente nos lugares mais afetados, movimentos políticos e sociais devem acontecer. Trata-se ultrapassar a conscientização e seguir com luta ativa e coletiva da preservação de um bem comum. A falta de água potável em muitas regiões deve soar como um grande sinal de alerta. Ignorar esse aviso é amaldiçoar o futuro. As pessoas nessa cachoeira se estão tranquilas, porque ela ainda esta ali.

quarta-feira, agosto 01, 2012


       PARQUE MINICIPAL VICTORIO SIQUIEROLLI




Características gerais: A área reservada para compor o Parque Municipal Victorio Siquierolli constitui-se numa bela mancha de cerrado que aparece verde e imponente no setor norte da cidade. O majestoso cerrado, com suas árvores de folhas coriáceas, troncos retorcidos e cascudos, flores muitos coloridas e frutos agrestes, dão à paisagem um matiz de tons amarelo avermelhado. Essa diversidade de espécies e cores compõe uma formação vegetal pouco conhecida e complexa, que desde a primeira visão dos bandeirantes até os dias de hoje, vem sendo desordenadamente destruída em nome do progresso. A área constituída por esta unidade de conservação é composta de áreas públicas derivadas de loteamentos aprovados pela Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG e áreas privadas que foram doadas pelos seus proprietários ao município de Uberlândia-MG. A maior destas áreas é remanescente de uma antiga fazenda de propriedade do Sr. Victorio Siqueirolli, que cedeu o nome para o parque municipal. Também se constitui de uma área de preservação permanente dos córregos Liso e Carvão.

Educação Ambiental: O Parque Municipal Victorio Siquierolli abriga um Núcleo de Educação Ambiental, que está aberto a toda comunidade escolar e demais segmentos da sociedade, incentivando a realização de atividades extraclasse e orientando professores e alunos a explorar, de modo eficaz, o meio ambiente, sob o ponto de vista didático-pedagógico, trabalhando a partir de situações do cotidiano. As atividades de Educação Ambiental trabalhadas nas Unidades de conservação estão voltadas para o atendimento orientado, com monitores treinados, organização e prática de oficinas específicas, caminhadas em trilhas e, somado a tudo isso, a instrução acerca da valorização e proteção aos vários recursos naturais.

Área total: 237.152,75 m² Localização: Setor norte da zona urbana. Avenida Nossa Senhora do Carmo, nº 707. Bairro Jardim América. Acesso: Avenida Anália Siquieroli e Avenida Antônio Tomas Ferreira de Rezende.

Infra Estrutura: O Parque é totalmente cercado com alambrado e conta com vigilância patrimonial. Na sede, estão instalados os espaços administrativos, CODEMA, Museu de Biodiversidade do Cerrado e Sala Verde Dr. Kerr. Aberto a visitações desde o dia 31/08/2002 quando foi inaugurado, dispõe ainda de parque infantil, pista para caminhada e a trilha Interpretativa do Óleo, visando o conhecimento do parque e educação ambiental.

Características físicas naturais: As características físicas naturais foram levantadas durante os trabalhos técnicos para elaboração do programa de manejo da Unidade de Conservação. Drenagem:A rede de drenagem no Parque Municipal Victorio Siquierolli é formada pelos córregos Lisos e do Carvão, afluentes da margem direita do rio Uberabinha. Relevo: Situada na vertente direita do rio Uberabinha, a Unidade de Conservação apresenta o relevo pouco ondulado, de baixa declividade, com altitudes variando de 830 à 860 metros. Geologia: A litologia está representada pelos arenitos da Formação Marília e pelos basaltos da Formação Serra Geral. Solos: Na área do parque predominam os Latossolos sendo o de maior ocorrência, o Latossolo Vermelho-Amarelo de textura argilosa, que tem como características altos teores de ferro e gibbsita. São solos profundos, em avançado estágio de intemperização, com baixos valores de capacidade de troca de cátions (CTC). Em algumas áreas há ocorrência de manchas de solos petroplínticas.

Vegetação: O Parque é constituído por formações florestais do bioma Cerrado, apresentando uma porção de Mata de Galeria e, com maior abrangência, um Cerradão. O Cerrado, no Parque Natural Municipal Victorio Siquierolli, apresenta fitofisionomias que variam das formações abertas até formações florestais características: Campo sujo - o campo sujo é um tipo fisionômico exclusivamente herbáceo-arbustivo, com arbustos e subarbustos esparsos, cujas plantas, muitas vezes, são constituídas por indivíduos menos desenvolvidos das espécies arbóreos do cerrado sentido restrito (MENDONÇA et. al., 1998).

Cerradão-o Cerradão é uma formação florestal com aspectos xeromórficos, apresentando dossel predominantemente contínuo e cobertura arbórea que pode oscilar de 50 a 90 %. Árvores com altura média do estrato arbóreo variando de 8 a 15 metros, proporcionando condições de luminosidade que favorece à formação de estratos arbustivo e herbáceo diferenciado. Em sua maioria, os solos de cerradão são profundos, bem drenado, de média e baixa fertilidade e ligeiramente ácidos (MENDONÇA et. al., 1998). MENDES ET al. (2001) fez um levantamento florístico das espécies arbóreas do Parque Siquierolli, encontrando 67 espécies no cerrado e/ou na mata de galeria.

Mata de Galeria -Mata de Galeria - as Matas de Galeria são formações florestais que ocorrem as margens de linhas de drenagem, onde as copas das árvores de um margem tocam as da outra margem, promovendo uma menor incidência de luz sobre as espécies mais próximas ao rio (FELFILI ET al., 2000). Este fito fisionomia mostra-se de grande importância, pois além de proteger os rios contra o assoreamento, regularizando sua vazão, também abrigam maior diversidade de espécies da flora e da fauna do bioma Cerrado (FELFILI ET al. 2000). A Mata de Galeria no interior do Parque, no curso do Córrego Liso se localiza nas proximidades da Avenida Antônio Tomaz Ferreira Rezende até a divisa do Parque com a Chácara Metálica.

FAUNA: No Parque Victorio Siquierolli foram observadas as seguintes espécies de aves Etnia plúmbea – Sovi, Ramphastos toco – Tucanuçu, Piaya cayana – Alma de gato, Crotophaga ani – Anu-preto, Eupetomena macroura–Tesoura, Columba picazuro – Asa-branca, Pitangus sulphuratus – Bem-te-vi, Turdus amaurochalinus – Sabiá-poca, Polioptila dumicola – Balança rabo de máscara, Thraupis palmarem – Sanhaço do coqueiro, Volatina jacarina-Tiziu. Alguns mamíferos como o Didelphis albiventris – Gambá e o Callithrix SP –Sagui. Alguns mamíferos como, gambá (Didelphis albiventris), sagui (Callithrix SP) também foram observado, porém um maior detalhamento da composição faunística só será possível após um levantamento sistemático dos diversos grupos zoológicos, provindo de pesquisas futuras na Unidade de Conservação.

O Parque Municipal Victorio Siquierolli, por se tratar de uma área remanescente de Cerrado, apresenta grande importância como Unidade de Conservação, pois além de garantir a preservação da comunidade vegetal local, em especial a área de Mata de Galeria, favorecendo sua recuperação e consequentemente manutenção da qualidade da água dos Córregos do Liso e do Carvão, preservando “sítios”de abrigo e alimentação para a fauna local, também constitui uma excelente fonte para o desenvolvimento de pesquisas científicas e atividades relacionadas com Educação Ambiental.

 

segunda-feira, julho 23, 2012



Redução do habitat por causa da agricultura põe o urso andino em risco de extinção

Especialistas afirmam que o urso andino corre risco de extinção no Equador. A causa e a redução do habitat por causa da expansão agrícola. Além disso, camponeses estão matando animais da espécie para proteger o gado. Estima-se que há entre 20 mil e 25 mil ursos andinos na Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Argentina e Equador, onde a espécie é conhecida como urso de óculos.
A principal ameaça, especialmente na Colômbia e no Equador, é a caça por parte dos camponeses em defesa de seu gado, que é atacado pelos ursos por falta de outras fontes de alimento, segundo o presidente da Fundação Urso Andino, Armando Castellanos.
"Eu disse que as pessoas estão pagando um castigo pelo o qual fizeram, pois agora é possível ver mais ursos em volta de suas casas porque a floresta foi destruída. Tiraram todas as árvores frutíferas da floresta", disse.
Os ursos andinos vivem em locais tranquilos e florestas tropicais, embora se adaptem bem a diferentes ecossistemas. A dieta dos ursos também é muito variada, já que comem desde carniça até animais vivos e frutos cultivados, explicou Castellanos.

Leia mais:
Urso invade universidade nos EUA e sobe em árvore. Pesquisa tenta desvendar comportamento dos ursos de óculos.
Alguns machos grandes também atacam o gado e são responsáveis, por exemplo, pela morte de cerca de 200 cabeças, no período de dois anos, nas províncias equatorianas de Carchi e Imbabura.
"O povo pensa que todos os ursos comem gado", diz Castellanos, ressaltando que se fosse assim "não haveria nem uma vaca".
Segundo o especialista, os ursos são "bem tímidos" quando estão próximos a humanos e só tentam atacar alguém se seus filhotes estiverem em perigo. Castellanos disse que no Equador foram registrados "dois ou três" casos de ataques de ursos, justamente contra caçadores que feriram os animais.
Os ursos andinos são pretos com manchas brancas. Os machos podem pesar até 200 kg e de pé, medir 2,2 m de altura, enquanto as fêmeas são menores. Eles são conhecidos como ursos de óculos porque alguns possuem manchas brancas ao redor dos olhos.
Segundo Castellanos, o andino "é o único urso na América do Sul. Não existem mais ursos na região". Castellanos está empenhado em dar palestras sobre os ursos para camponeses. "É preciso entendê-los", ressaltou.
Como possíveis soluções para o conflito, o especialista menciona um bom manejo da terra e também do gado, já que vacas pastam em qualquer lugar e para os ursos que já provaram a carne do animal é como "dizer a uma criança que não toque no doce".
Tirar o urso do lugar onde o gado é atacado também não é a solução, já que, segundo Castellanos, um animal retorna ao local mesmo se for afastado por mais de mil quilômetros.
Matar o urso também não resolve o conflito, pois "esse mesmo espaço é ocupado rapidamente por outro urso que está esperando pela oportunidade", explicou Castellanos, dizendo que a única solução é que os camponeses aprendam a conviver com eles.
O especialista sugere também o reflorestamento como solução. "Quando sobem às árvores para comer, abrem (espaços) e entra luz, e as outras plantas que não podiam crescer começam a se desenvolver", comentou o biólogo, ao afirmar que o urso também "mantém a saúde da floresta".
No Equador, os ursos estão espalhados pelos Andes, embora os mais ameaçados se encontrem nas províncias de Pichincha, Imbabura e Carchi.


sábado, julho 21, 2012


Mais uma etapa do Parque Linear do rio Uberabinha é inaugurada

Camila Rabelo, Uberlândia – No Dia Mundial do meio Ambiente comemorando nesta terça feira, cinco 05, a prefeitura de Uberlândia inaugurou mais uma etapa do Parque Linear do Rio Uberabinha. Depois de 14 anos de espera, os uberlandenses têm um ambiente amplo. Abundante em vegetação que permite a realização de prática esportiva e também o descanso contemplativo ao som das águas correntes do rio Uberabinha.

O rio que corta Uberlândia tem sido parte importante no desenvolvimento para a cidade. Desde 1998, ainda no Governo do então prefeito Virgilio Galassi, vários projetos estão sendo desenvolvidos para despoluí-lo. Em 2000 a limpeza das margens, o plantio da grama, das árvores e o calçamento foram concluídos. Devido à extensão do projeto, este foi dividido em dois setores, no ano de 2009 a obra do segundo setor começou sendo avaliada em R$ 2,3 milhões. O projeto está em via de conclusão e tem calçadas para caminhadas, estação de ginástica, ciclovia, bicicletário, posto de apoio, bancos e espaços destinados para o lazer e educação, ambiental.                       

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Raquel Mendes, nesta terça-feira foi entregue o terceiro trecho do Parque do rio Uberabinha. “Nós havíamos inaugurado o trecho dois na margem direita e hoje estamos entregando o trecho três da margem esquerda. E na margem direita houve melhorias como a construção de calçadas, instalação de bancos e lixeiras. Este projeto faz parte da recuperação do rio Uberabinha e o trecho compreende o espaço entre a Avenida Getúlio Vargas até a ponte Geraldo Migliorini, na Avenida Fernando Vilela”, disse.

A infraestrutura do Parque Linear do rio Uberabinha compreende: arborização nativa incrementada com o plantio de 800 mudas de espécies do cerrado; plantio de 90 mil m² de grama; implantação de 1.150 metros lineares de ciclovia; 1.150 metros lineares de pista para caminhada; cinco lagos para preservação das nascentes locais; construção de 1.839,20 metros de calçadas; instalação de 48 bancos de alvenaria; 44 lixeiras; construção de posto de apoio com bicicletário, telefones públicos, equipamentos para ginástica, bebedouros e mapa de localização do parque etc. De acordo com a secretária de Meio Ambiente todos estes serviços de infraestrutura totalizaram um grande investimento. “Nesta obra foi investido mais de um milhão de reais e parte deste dinheiro é de um Termo de Ajustamento com o Praia Clube”, afirmou.

Observação: Nesta administração do Prefeito Odelmo Leão, teve um grande avanço em desenvolvimento para nossa cidade principalmente nos projetos de outra administração que foi executando a exemplo Parque Linear mais uma etapa é inaugurada esta entregue para a população, ainda falta outra etapa para concluí-lo.






O leão branco constitui uma rara mutação de cor do leão-sul-africano (Panthera leo krugeri), devida a uma particularidade genética chamada leucismo Não constitui uma subespécie. Distingue-se dos outros apenas pela sua pelagem muito clara, quase branca, causada por anomalias em seus genes. Os seus olhos são dourados ou azuis.

Esta característica não acarreta problemas fisiológicos – ao contrário do albinismo, o leucismo não confere maior sensibilidade ao sol. No entanto constitui uma desvantagem, pois reduz a sua capacidade de se camuflar na caça às suas presas.

Estes leões nunca foram muito vulgares na natureza. O gene que confere esta característica é recessivo, e apenas se revela quando são cruzados indivíduos portadores do gene mutante. Este cruzamento é feito propositadamente em zoológicos por já não existirem mais na natureza por essa razão é nestes onde existe o maior número de indivíduos. Apareciam também na reserva de Timbavati e no parque Kruger, na África do Sul, mas desde 1993 não são avistados, praticamente extintos da natureza.

Leões brancos não são albino. Sua cor branca é causada por um gene inibidor recessivo, diferente do gene do albinismo. Eles variam de loiro por quase branco.

Existem também leões brancos por albinismo; esses possuem os olhos vermelhos e apresentam grande sensibilidade ao sol. São raros e ameaçados de extinção.[1]

Na Religião

Os povos da África do Sul tinham crenças religiosas relacionadas ao leão branco. Ele era relacionado à prosperidade e à abundância e sua presença era uma espécie de dádiva divina. Também eram muito venerados pelos povos locais, que acreditavam que sua cor branca era um sinal da benevolência que deveria existir dentro de todos os seres vivos. Existia também a crença de que uma vez caiu um asteroide e que uma mulher entrou nele, alguns dias depois ela voltou como uma leoa branca.


sexta-feira, junho 08, 2007



Please protect Chile's Blue Whales
Dear President Bachelet,

First of all I would like to congratulate the Chilean government on its role at the recent International Whaling Commission meeting, where Chile advocated with conviction for whale conservation. This marine mammal lives along the Chilean coast too, and motivates me to write this letter.


As you know, 4 years ago it was discovered that a large number of blue whales visit the Gulf of Corcovado and Chiloé each year to feed and raise their calves. Their presence has made the zone one of the most crucial marine conservation areas in the Southern Hemisphere and urgent action must be taken to ensure that both the blue whales and their ecosystem are protected.


In an effort to fulfill this goal, Centro Ballena Azul and the Universidad Austral de Chile, with the support of CONAMA and WWF, proposed a conservation area encompassing the waters adjacent to the Island of Chiloé to be declared a Multiple Use Marine and Coastal Protected Area. This Protected Area would facilitate the development of an effective overall conservation strategy for the blue whale population and the marine ecosystem upon which they depend. In addition, it would provide the opportunity to design an action plan benefiting both the zone's productive activities and residents and ensuring a positive, long-term impact on conservation.


Although this proposal has received the support and approval of public and private institutions at many levels (the Chilean Senate, the National Environmental Commission, and the Coastal Use Commissions of the Lakes and Aysén Regions), as well as the national and international scientific community, the final decision whether to protect the blue whales and their habitat now lies in your hands.


I write to respectfully request that you sign the decree to protect the Gulf of Corcovado and Chiloé in order to ensure that this critical environmental area is conserved for the future and as a sign of Chile's strong commitment to whale conservation.


Sincerely,

sexta-feira, abril 06, 2007


Appeal to Helen Clark, Prime Minister of New Zealand

Hector's and Maui's are New Zealand's marine Taonga (treasure). However, they are rapidly facing extinction due to human impacts. The substantial decline in Hector's dolphin numbers and distribution over the past 30 years and the considerable and continuing threats facing the species necessitate urgent action from the New Zealand government.

By law, the New Zealand government is required to protect its native flora and fauna. However, the government has never developed an action plan for the recovery of Hector's and Maui's dolphins.

If protection measures are not adequate then Maui's may become extinct within your lifetime.

For these reasons I call on you to immediately:

* Implement an effective action plan for the recovery of the species

* Introduce a total ban on set nets within the New Zealand Exclusive Economic Zone (EEZ)

* Introduce a total ban on trawling in near shore waters shallower than 100 metres in depth

* Identify, manage and mitigate all other potential threats to Hector's and Maui's to ensure their future recovery.


Apelação a Helen Clark, ministro principal de Nova Zelândia

O Hector e Maui são Taonga marinho de Nova Zelândia (tesouro). Entretanto, está enfrentando rapidamente a extinção devido aos impactos humanos. O declínio substancial em números do golfinho do Hector e a distribuição sobre os 30 anos passados e as ameaças consideráveis e continuando que enfrentam a espécie necessitam a ação urgente do governo de Nova Zelândia.

Pela lei, o governo de Nova Zelândia é requerido para proteger sua flora e fauna nativa. Entretanto, o governo nunca desenvolveu uma planta de ação para a recuperação de golfinhos do Hector e do Maui.

Se as medidas da proteção não forem adequadas então Maui pode tornar-se extinct dentro de sua vida.

Para estas razões eu convido-o a imediatamente:


*Executar uma planta de ação eficaz para a recuperação da espécie


*Introduzir uma proibição total em redes do jogo dentro da zona econômica exclusiva de Nova Zelândia (EEZ)


*Introduzir uma proibição total em trawling em águas próximas da costa mais rasa de 100 medidores dentro - de profundidade


*Identificar, controlar e mitigate todas ameaças potenciais restantes ao Hector e ao Maui assegurar sua recuperação futura.