sábado, janeiro 31, 2026

 Por que as onças não atacam capivaras em grupos

Veja como a natureza define o que vale a pena em uma caçada

Por que as onças não atacam capivaras em grupos

Entre os animais do Cerrado e da Mata Atlântica, a interação entre onças-pintadas e capivaras intriga biólogos e curiosos. Causa estranhamento que as onças não ataquem grandes grupos desses roedores, que vivem em bandos numerosos e, muitas vezes, em áreas abertas, mas a dinâmica da caça é guiada por energia, risco e oportunidade, e não apenas pela abundância de presas.

Por que onças não atacam grupos inteiros de capivaras?

A resposta para por que as onças não atacam capivaras em grupos está ligada ao modo de caça do felino, que é um predador de emboscada e depende do elemento surpresa. Investidas contra bandos exigiriam perseguições longas, com muito alarde, o que reduz as chances de sucesso e aumenta o gasto de energia.

O esforço físico elevado, somado ao risco de ferimentos, torna a estratégia de atacar grupos pouco vantajosa. Assim, a onça concentra seus ataques em indivíduos isolados, distraídos, doentes, filhotes ou afastados da proteção do bando, especialmente em áreas com vegetação que facilite a aproximação silenciosa.

Como funciona a caça de onças a capivaras na natureza?

Onde onças e capivaras convivem, como margens de rios, represas e áreas alagadas, o felino costuma se aproximar pela mata ou vegetação ciliar, analisando o comportamento do grupo. Ele espera o momento em que algum animal se afasta para beber água, pastar ou descansar em local menos protegido, aumentando a chance de captura.

Onde onças e capivaras convivem, como margens de rios, represas e áreas alagadas, o felino costuma se aproximar pela mata ou vegetação ciliar, analisando o comportamento do grupo. Ele espera o momento em que algum animal se afasta para beber água, pastar ou descansar em local menos protegido, aumentando a chance de captura.

Quando surge a oportunidade, a onça ataca em poucos segundos, mirando a região do pescoço ou da cabeça, usando sua poderosa mandíbula para neutralizar a presa rapidamente. Esse padrão mostra a preferência por ataques certeiros e discretos, em curta distância, em vez de investir contra vários indivíduos ao mesmo tempo.

Quais estratégias de defesa tornam grupos de capivaras mais seguros?

A vida em grupo é a principal proteção das capivaras e explica por que grandes ataques de onças a bandos são incomuns. Enquanto algumas se alimentam, outras vigiam o entorno e, ao menor sinal de perigo, um alerta sonoro dispara a fuga coletiva para a água ou vegetação densa.

Esses animais preferem áreas abertas próximas a rios, o que amplia a visibilidade e dificulta a aproximação silenciosa da onça. Na água, nadam bem, podem ficar semissubmersas e usam o ambiente aquático para despistar o predador, reduzindo o sucesso de uma investida contra o grupo.

Como energia e risco influenciam a escolha de presas pelas onças?

A decisão de atacar capivaras está ligada ao balanço entre energia gasta e energia obtida. Um ataque malsucedido significa perda de calorias, desgaste muscular e possibilidade de lesões, o que compromete caçadas futuras e diminui a eficiência do predador ao longo do tempo.

Em locais com outras presas disponíveis, como veados, tatus, jacarés ou porcos-do-mato, a onça diversifica a dieta e escolhe alvos com melhor relação custo-benefício. Assim, atacar um indivíduo isolado tende a ser mais seguro e vantajoso do que investir contra um bando em fuga coordenada.

Assista um vídeo do Canal do Mergulho com detalhes do momento em que uma onça consegue predar uma capivara:

Qual é o equilíbrio ecológico entre onças e capivaras?

A relação entre onças e capivaras resulta de um equilíbrio evolutivo entre predador e presa, em que cada espécie ajusta comportamento, horários e uso do ambiente. As capivaras reforçam a proteção coletiva e a vigilância, enquanto as onças aprimoram a discrição e a seleção de alvos mais vulneráveis.

Esse equilíbrio faz com que grandes ataques a bandos sejam raros, mesmo que as onças tenham capacidade física para enfrentar animais maiores. O resultado é uma dinâmica em que ambas as espécies conseguem sobreviver e se reproduzir, mantendo seu papel nos ecossistemas do Cerrado e da Mata Atlântica.

terça-feira, janeiro 27, 2026

Além do Compliance: Por que a Acessibilidade é a Sua Próxima Grande Opor...

Por que a Acessibilidade é a Sua Próxima Grande Oportunidade de UI/UX
45 MINUTES

Com mais de 1 bilhão de pessoas no mundo — e 14,4 milhões apenas no Brasil — vivendo com algum tipo de deficiência, o design inclusivo é o caminho mais eficaz para expandir sua audiência.

Embora a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) estabeleça padrões para o acesso digital, adotar práticas de acessibilidade vai muito além da conformidade legal: é uma estratégia comprovada de sucesso. Sites que priorizam a acessibilidade observam, em média, um aumento de 12% no tráfego geral, com mais de 73% registrando crescimento no tráfego orgânico.

Nesta sessão, vamos abordar:

1.    Keynote: "Construindo para Todos" – Uma palestra inspiradora sobre a importância da inclusão.

2.    Entendendo a LBI (Lei Brasileira de Inclusão) – Melhores práticas para alinhar seu site ou app à legislação brasileira.

3.    Dicas práticas de UI/UX para crescimento – Descubra estratégias essenciais (como texto alternativo, contraste de cores e legendas) que aumentam o engajamento e a receita


domingo, janeiro 25, 2026

 

Gazelas extintas foram soltas no deserto do Marrocos, andaram até 50 km em jornadas rastreadas por GPS e surpreenderam pesquisadores ao revelar como “escolhem” onde viver após explorar territórios abertos sem cercas

Escrito porAlisson Ficher  Publicado em
24/01/2026 às 15:43 Atualizado em24/01/2026 às 17:13
Gazelas-mhorr foram soltas no deserto do Marrocos e colares de GPS revelaram deslocamentos de até 50 km antes da escolha do território.

Monitoramento por GPS revelou deslocamentos extensos após a soltura em área aberta do deserto marroquino, mostrando como gazelas-mhorr passaram por uma fase de exploração intensa antes de se estabelecerem em territórios específicos, em um projeto de conservação acompanhado por pesquisadores.

Um grupo de gazelas-mhorr passou a circular em áreas abertas do deserto no sul do Marrocos após um processo de reintrodução realizado sem cercas físicas.

O monitoramento científico mostrou que, depois da soltura, parte dos animais percorreu longas distâncias antes de se estabelecer em áreas específicas, com deslocamentos registrados de até 50 quilômetros.

Reintrodução em área aberta no sul do Marrocos

A reintrodução ocorreu na região de Safia, uma área desértica selecionada para o projeto por reunir condições ambientais compatíveis com a espécie e baixa interferência humana.

A iniciativa foi acompanhada por pesquisadores que utilizaram colares de telemetria em parte dos animais, permitindo o rastreamento contínuo dos movimentos, do uso do território e dos padrões de permanência ao longo do tempo.

Gazela-mhorr e o histórico de ameaça

A gazela-mhorr é uma subespécie da gazela-dama classificada como criticamente ameaçada.

Adaptada a ambientes áridos e semiáridos, ela historicamente ocupava amplas áreas do norte da África.

A redução progressiva da população ocorreu ao longo do século XX, associada principalmente à caça, à fragmentação do habitat e à expansão de atividades humanas em regiões antes pouco ocupadas.

Soltura monitorada com colares de GPS

Gazelas-mhorr foram soltas no deserto do Marrocos e colares de GPS revelaram deslocamentos de até 50 km antes da escolha do território.

O projeto em Safia envolveu a soltura de 24 indivíduos, todos oriundos de programas de manejo e conservação.

Sete deles foram equipados com colares de GPS, o que permitiu aos pesquisadores registrar com precisão os deslocamentos após a liberação.

O acompanhamento começou imediatamente após a soltura e se estendeu por meses, gerando um conjunto detalhado de dados espaciais.

Primeiros movimentos e fase de reconhecimento

Nos primeiros dias, os registros indicaram que as gazelas permaneceram próximas ao ponto de liberação, realizando deslocamentos curtos e mantendo coesão entre os indivíduos.

Esse padrão inicial foi observado de forma consistente nos dados de telemetria, com movimentos concentrados em uma área reduzida, característica comum em processos de reintrodução monitorados.

Explorações de até 50 quilômetros no deserto

Com o avanço do acompanhamento, os dados passaram a mostrar mudanças claras no comportamento espacial.

Parte dos animais iniciou explorações mais amplas, afastando-se gradualmente do ponto inicial.

Esses deslocamentos se intensificaram em determinadas fases, resultando em trajetos que alcançaram até cerca de 50 quilômetros.

As rotas registradas indicaram movimentos direcionados, com idas e retornos, e não simples dispersões aleatórias.

Escolha de áreas de permanência

A análise dos trajetos revelou que, após esse período de exploração, as gazelas reduziram o raio de deslocamento e passaram a utilizar áreas específicas com maior frequência.

O padrão registrado nos colares mostrou maior permanência em determinados setores do território, com repetição de trajetos e uso regular dos mesmos espaços, indicando a consolidação de áreas de vida.

Importância da telemetria no acompanhamento

Gazelas-mhorr foram soltas no deserto do Marrocos e colares de GPS revelaram deslocamentos de até 50 km antes da escolha do território.

O uso da telemetria foi essencial para documentar essas etapas.

Em um ambiente desértico extenso e de difícil acesso, grande parte desses movimentos não poderia ser observada diretamente pelas equipes em solo.

Os dados permitiram registrar não apenas a distância percorrida, mas também a duração das explorações, a velocidade de deslocamento e a frequência de retorno a áreas específicas.

Diferença em relação a projetos anteriores

O estudo que analisou a reintrodução destacou que a experiência em Safia diferiu de iniciativas anteriores por ter ocorrido em ambiente aberto, sem delimitação por cercas.

Em outros projetos envolvendo a gazela-dama, a soltura foi realizada majoritariamente em reservas cercadas, o que restringia a análise do comportamento espacial em condições mais próximas das naturais.

Critérios ambientais para escolha da área

A escolha da área levou em consideração fatores ambientais como disponibilidade de vegetação, características do relevo e histórico de presença de grandes herbívoros.

Esses critérios foram apontados como relevantes para reduzir riscos iniciais e favorecer a adaptação dos animais após a liberação.

Comportamento social após a soltura

Outro aspecto registrado foi a manutenção do comportamento social.

Mesmo durante deslocamentos mais longos, os dados indicaram que as gazelas mantiveram padrões de agrupamento, evitando dispersão excessiva.

A coesão social observada é um fator associado à sobrevivência e à reprodução da subespécie em ambientes abertos.

Uso dos dados para conservação

A reintrodução em Safia passou a ser citada em análises científicas como um exemplo de aplicação de tecnologia de rastreamento para compreender etapas iniciais da adaptação de espécies ameaçadas.

O acompanhamento detalhado permitiu observar como os animais utilizam o espaço disponível, quais áreas passam a frequentar com mais regularidade e como ocorre a transição entre exploração e permanência.

As informações obtidas com os colares também foram usadas para orientar decisões de manejo, como a avaliação de áreas prioritárias para proteção e a identificação de regiões mais utilizadas pelas gazelas após a soltura.

À medida que os dados eram analisados, o território deixou de ser interpretado apenas como uma área contínua e passou a ser descrito como um conjunto de espaços utilizados de forma diferenciada pelos animais.




domingo, janeiro 18, 2026

Pressionado pela pesca ilegal e pela alta demanda global, peixe brasileiro entrou na mira da ciência, teve o DNA decifrado por pesquisadores brasileiros, passou a ser rastreado até fora do país, ganhou reprodução controlada e virou símbolo de uma corrida para salvar peixes amazônicos antes do colapso definitivo

Publicado em

18/01/2026 às 17:22 

Peixe brasileiro teve genoma decifrado para combater pesca ilegal, criar rastreabilidade genética, fortalecer piscicultura sustentável e proteger espécies da Amazônia

Com demanda crescente e pesca predatória, o peixe brasileiro virou prioridade científica em Belém, no Pará: pesquisadores sequenciaram o genoma do pirarucu e do filhote, criaram rastreabilidade capaz de identificar origem até no exterior, avançaram em hormônios e nutrição da piscicultura e reforçaram políticas de conservação na Amazônia até 2030.

Em Belém (PA), o peixe brasileiro entrou no centro de uma estratégia científica direta contra a pesca ilegal e a exploração predatória: a Universidade Federal do Pará (UFPA) decifrou o DNA de duas espécies amazônicas muito visadas, o pirarucu (Arapaima gigas) e o filhote (Brachyplatystoma filamentosum), unindo genética, rastreabilidade e piscicultura para reduzir a pressão sobre a natureza.

A iniciativa, conduzida por uma equipe do Laboratório de Genética Humana e Médica do Instituto de Ciências Biológicas, nasceu do aumento da demanda e da dificuldade de reproduzir essas espécies em criação controlada. O objetivo é transformar informação genética em conservação prática, com capacidade de rastrear origem, orientar reprodução e sustentar políticas públicas para evitar perdas definitivas na biodiversidade amazônica.

Por que o peixe brasileiro virou prioridade da ciência na Amazônia

O pirarucu e o filhote compartilham o mesmo bioma de origem e dois pontos que os tornam especialmente sensíveis à pressão humana: alta demanda pela gastronomia e barreiras técnicas para reprodução em piscicultura

Quando a procura cresce e a oferta legal não acompanha, abre-se espaço para exploração predatória, e foi exatamente esse cenário que empurrou o peixe brasileiro para o centro do debate.

Segundo o pesquisador Sidney Santos, que liderou a equipe, a motivação foi clara: conter impactos provocados pelo avanço da exploração predatória diante do aumento da demanda.

A lógica defendida no projeto é reduzir a retirada direta do ambiente natural por meio de produção sustentável, com base em conhecimento profundo do organismo.

O que significa decifrar o DNA do peixe brasileiro

Para proteger o peixe brasileiro com mais precisão, a equipe partiu para a camada mais completa de informação biológica: o DNA (ácido desoxirribonucleico).

Essa molécula funciona como um conjunto de instruções e é composta por quatro tipos de nucleotídeos: Adenina (A), Timina (T), Citosina (C) e Guanina (G)A ordem desses nucleotídeos guarda informações detalhadas sobre traços físicos, saúde e ancestralidade.

No estudo, os cientistas coletaram amostras de mais de 100 peixes. Depois, os DNAs foram lidos por um sequenciador genético capaz de identificar a ordem dos nucleotídeos.

Cada sequência, ao ser organizada e interpretada, forma o genoma da espécie, um tipo de manual completo que descreve o conjunto de características do grupo.

Esse salto é decisivo porque muda o patamar de controle e conhecimento: com o genoma, torna-se possível confirmar origem, mapear variações, diferenciar indivíduos e construir bases para reprodução e manejo em ambientes artificiais, com foco em sustentabilidade.

Rastreabilidade: quando o peixe brasileiro passa a “carregar” a própria origem

Um dos ganhos mais estratégicos foi a rastreabilidade genética. Com a “história” armazenada no genoma, o peixe brasileiro pode ter a origem testada com muito mais rigor.

O diretor do Instituto Sócio Ambiental e dos Recursos Hídricos da Universidade Federal Rural da Amazônia, Igor Hamoy, destacou que o genoma permite rastreabilidade genética, ou seja, localizar a procedência do animal a partir de sua assinatura biológica.

Na prática, o recurso permite diferenciar duas situações críticas para fiscalização e mercado: se o peixe é descendente de matrizes de piscicultura ou se foi retirado diretamente da natureza e entrou em rota de comercialização, inclusive internacional.

O próprio exemplo deixa isso evidente: é possível identificar se um pirarucu vendido fora do país foi oriundo da Amazônia.

Além do uso imediato, toda a informação gerada foi registrada em um banco genético público, o que permite que outros pesquisadores avancem em novas investigações, ampliando o entendimento sobre o peixe brasileiro e outras espécies amazônicas.

Piscicultura: como o genoma destrava hormônios, nutrição e reprodução controlada

O estudo também avançou sobre entraves que travam a piscicultura de espécies amazônicas muito valorizadas.

A partir do conhecimento genético, os pesquisadores passaram a mirar pontos críticos para permitir produção sustentada: indução do hormônio sexualdesenvolvimento de nutrição adequada para ambientes artificiais e rastreabilidade para evitar que espécies amazônicas sejam comercializadas de forma ilegal.

O raciocínio é direto: se o peixe brasileiro puder ser produzido de maneira equilibrada e direcionada, com controle técnico e rastreio, a pressão sobre a natureza tende a diminuir, porque parte relevante da demanda migra do ambiente natural para uma cadeia produtiva mais controlada.

Onde isso aconteceu e quem liderou o avanço

A pesquisa foi conduzida na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA), com liderança do pesquisador Sidney Santos, do Laboratório de Genética Humana e Médica do Instituto de Ciências Biológicas.

Em 16/01/2026, em Belém, o pesquisador destacou que a ampliação de estudos genômicos tende a avançar no Brasil e no mundo, principalmente porque os custos de sequenciamento vêm caindo com a evolução das máquinas.

Ele também detalhou um contraste que mostra o tamanho da transformação tecnológica: o genoma humano, o primeiro a ser sequenciado, demorou 10 anos e custou de US$ 2,5 a 3 bilhões.

Hoje, com o equipamento MGI usado no estudo, é possível fazer 48 genomas humanos em 3 horas, com custo estimado de US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por genoma, com expectativa de queda adicional.

Esse salto tecnológico ajuda a explicar por que o peixe brasileiro entrou na mira da genética agora: com maior capacidade de processamento, a ciência consegue transformar o sequenciamento em ferramenta recorrente, não em exceção.

O “custo Amazônia” e por que fazer ciência na região é mais difícil

Mesmo com a evolução tecnológica, o cenário amazônico impõe desafios próprios.

Hamoy destacou que a região enfrenta obstáculos maiores do que outras áreas do país, e Santos reforçou o ponto com um dado estrutural: o equipamento da UFPA é o único sequenciador genético do setor público da Amazônia.

A isso se soma o chamado “custo Amazônia”, ligado a dificuldades logísticas e operacionais.

Mesmo quando o custo global cai, a pesquisa ainda depende de insumos e financiamento, porque a estrutura para coletar amostras, processar dados e manter linhas aplicadas exige sustentação contínua.

Santos também deixou claro o limite: o custo diminuiu, mas ainda não é acessível para qualquer pesquisador ou universidade, e o trabalho exige parque tecnológico capaz de executar todas as etapas, do sequenciamento ao processamento.

Políticas públicas: como o peixe brasileiro entra no planejamento até 2030

Os avanços do peixe brasileiro na genética não ficam restritos ao laboratório.

A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Rita Mesquita, afirmou que esses avanços funcionam como orientadores para políticas de conservação.

Ela citou o planejamento até 2030, previsto na Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb), pensado com base no que a ciência aponta como necessário para reduzir perdas e regenerar biomas brasileiros.

A secretária também apontou políticas que dependem diretamente de informação genética robusta, como a elaboração de listas de espécies exóticas invasoras e a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção.

Outro exemplo foi o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), lançado em 2024.

Nesse contexto, a genética vira uma espécie de biblioteca para ações futuras: em processos de refaunação e restauração, a informação genética ajuda a devolver espécies aos lugares certos, reduzindo erro, dúvida e improviso.

O que está em jogo: salvar o peixe brasileiro antes do colapso

Ao unir genoma, rastreabilidade e reprodução controlada, a ciência tenta construir uma linha de defesa antes que a exploração predatória imponha perdas irreversíveis.

Rita Mesquita lembrou que o desafio acompanha o tamanho da biodiversidade nacional, a maior do mundo, e reforçou a importância de trabalhar com ciência para aprimorar informação sobre áreas prioritárias e proteger territórios, sobretudo para as espécies mais ameaçadas.

No ponto rge é um caminho de manejo que busca equilíbrio: produzir de forma sustentável, rastrear para coibir ilegalidade e orientar políticas públicas com precisão.

Para o peixe brasileiro, isso significa chance concreta de escapar da pressão que transforma demanda em risco de colapso.

você acha que a rastreabilidade genética e a reprodução controlada vão reduzir a pesca ilegal do peixe brasileiro na Amazônia ou a demanda ainda vai continuar puxando o mercado clandestino?mais prático, o que eme