sexta-feira, outubro 31, 2025

 Cientistas descobrem pegadas de dinossauros gigantes escondidas na Amazônia por mais de 100 milhões de anos

Pesquisadores da UFRR identificam centenas de rastros fossilizados de dinossauros em rochas em Roraima

29 outubro 2025
Bem abaixo dos nossos pés, podem existir tesouros escondidos que não fazemos ideia. E um desses tesouros foi encontrado bem pertinho dos brasileiros, na floresta Amazônica. Pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) revelaram a descoberta de centenas de pegadas fossilizadas de dinossauros em uma área conhecida como Formação Serra do Tucano, próxima ao município de Bonfim, em Roraima.

As marcas, preservadas em rochas há mais de 100 milhões de anos, ajudam a contar uma parte pouco conhecida da história da Amazônia e confirmam que gigantes pré-históricos viveram na região. O trabalho envolveu alunos e especialistas em icnologia, área da ciência que estuda pegadas e rastros fósseis, e teve apoio da Capes e da própria UFRR. 

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Essa descoberta paleontológica incrível começou em 2011, quando o geólogo Vladimir de Souza, professor da UFRR, observou formas incomuns em grandes lajes de arenito durante um mapeamento geológico no município de Bonfim. As marcas chamaram atenção pela disposição e tamanho, levantando a hipótese de que poderiam ser pegadas de dinossauros.

Nos anos seguintes, a equipe realizou expedições de campo e coletas sistemáticas, somando mais de 80 amostras. As pegadas foram limpas, fotografadas e digitalizadas em 3D por fotogrametria, técnica que cria modelos tridimensionais com alta precisão. Isso permitiu analisar detalhes como formato, profundidade e direção das marcas, confirmando que se tratavam de rastros deixados por dinossauros em solo úmido há milhões de anos.

O estudo é liderado por Lucas Barros, mestre em Ciências Biológicas pela UFRR, que iniciou a pesquisa durante sua iniciação científica em 2021. O artigo com os resultados foi submetido à revista científica Cretaceous Research e está em fase de revisão por especialistas internacionais.

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Com base na análise das rochas e dos fósseis, os pesquisadores estimam que as pegadas tenham entre 103 e 127 milhões de anos. As marcas revelam a presença de quatro grandes grupos de dinossauros: 

  • Saurópodes
  • Ornitópodes
  • Terópodes 
  • Tireóforos 

As pegadas também indicam comportamentos coletivos, com marcas de herbívoros concentradas no centro e pegadas de carnívoros nas bordas, como se os predadores seguissem as manadas. Além das pegadas, os pesquisadores encontraram fósseis vegetais da mesma época, mostrando que o ambiente era repleto de samambaias, coníferas e plantas com flor, antepassadas da vegetação típica do lavrado roraimense.

Essas descobertas fazem de Roraima um dos principais pontos de estudo paleontológico da Amazônia, e os pesquisadores já defendem a criação de um parque geológico na área para preservar o sítio e incentivar o turismo científico.

segunda-feira, outubro 27, 2025

 FSP – Sentença de morte para o cerrado

Por José Sarney Filho, Folha S. Paulo.

Dentre os incontáveis retrocessos promovidos pelo governo Jair Bolsonaro e seus asseclas, a ameaça à sobrevivência do bioma cerrado está ganhando corpo de forma acelerada no Congresso Nacional. O projeto de decreto legislativo 338/2021, apresentado à Câmara no início do mês pelo deputado Delegado Waldir (PSL-GO), busca sustar decreto presidencial de 2017 que ampliou em quase quatro vezes a área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

No Dia Mundial do Meio Ambiente daquele ano (5 de junho), com o Palácio do Planalto repleto de ambientalistas, políticos e jornalistas, tive a honra de anunciar, como ministro do Meio Ambiente do presidente Michel Temer (MDB), a expansão do parque.

Via aquela ação como uma das prioridades da gestão ambiental, a ser realizada com máxima urgência. Não foi fácil: a pressão por parte de setores atrasados do ruralismo e pela especulação imobiliária sobre o governo de Goiás nos tomaram mais de um ano de intensas negociações.

O cerrado, que abriga a Chapada dos Veadeiros, é a savana mais biodiversa do planeta e comporta 30% da biodiversidade brasileira. Ocupa um quarto do território nacional, fazendo a conexão de todos os demais biomas, e é o berço das águas do país, pois suas nascentes abastecem 6 de nossas 8 principais bacias hidrográficas, com imensos aquíferos subterrâneos.

Entretanto, o cerrado é também uma das ecorregiões mais ameaçadas do mundo. O bioma teve quase 50% de sua cobertura vegetal degradada nas últimas cinco décadas, em grande parte devido à monocultura da soja. Os efeitos disso para o clima e a segurança hídrica são dramáticos. Precisamos reverter esse processo de degradação e fragmentação e, como sabemos, as unidades de conservação são vetores da integridade ecossistêmica.

No coração do bioma, o parque nacional foi incluído em 2001, pela Unesco, entre os sítios do Patrimônio Natural da Humanidade devido à sua relevância como ecossistema singular, refúgio de espécies ameaçadas e endêmicas. É também zona núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado e faz parte do Corredor Ecológico Paranã-Pirineus.

A ampliação do parque visou o restabelecimento de áreas protegidas, de modo a contribuir para a conservação de dezenas de espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção. Com ela, demos um passo significativo no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica, da qual o Brasil é signatário.

Parte fundamental do projeto de destruição que impõe ao país um de seus momentos mais dramáticos —destruição da saúde, da educação, da cultura, das relações exteriores, das instituições garantidoras da estabilidade nacional e da própria democracia—, o desmonte ambiental, assim como as centenas de milhares de vidas consumidas pela crise pandêmica, está entre as mais graves, por trazer consequências, muitas vezes, definitivas.

O tempo do homem é maleável e relativo, mas o tempo da natureza é absoluto e implacável. A demora, em certos casos, pode levar a perdas irreversíveis. E quando a natureza perde, perdemos todos.

Nestes tempos tão funestos, nosso Parlamento não pode permitir que se dê ao cerrado, com nova redução da área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, uma sentença de morte.

Imagem de capa: Rafael Hoffmann.

sábado, outubro 18, 2025

Quais são os principais animais do Cerrado brasileiro?

Considerada a savana mais biodiversa do mundo, o cerrado abriga uma grande variedade de espécies de mamíferos, anfíbios e aves característicos do bioma


O tamanduá-bandeira é a maior espécie conhecida de tamanduá e seu nome deriva da forma como a pelagem da sua cauda balança enquanto ele se movimenta.

FOTO DE MARCELLA LASNEAUX FUNDAÇÃO JARDIM ZOOLÓGICO DE BRASÍLIA

Cerrado ocupa cerca de 24% do território nacional – quase um quarto do país – e é o único presente em todas as cinco regiões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em questão de variedade de espécies, o bioma é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade, segundo o IBGE.

O bioma do cerrado é o terceiro com mais diversidade de fauna, depois da Amazônia e da Mata Atlântica, segundo o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), uma organização da sociedade civil sem fins econômicos que atua pelo desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental no Planalto Central brasileiro. 

De acordo com o ISPN, estimativas apontam a presença de 252 espécies de mamíferos, 864 de aves, 180 de répteis, 210 de anfíbios e 1200 de peixes. Dentre todas elas, conheça alguns dos animais mais representativos do cerrado brasileiro:

1. Lobo-guará

Um lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), animal símbolo do Cerrado, mostra os dentes e a língua enquanto passeia grama alta e flores silvestres.

FOTO DE JOSEPH H. BAILEY

Quando se pensa em animais do Cerrado, certamente, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é lembrado. O lobo é considerado o símbolo desse bioma, apesar de ocorrer em outras áreas do país, como explica a Onçafari, organização sem fins lucrativos que atua no monitoramento, estudo e conservação da fauna brasileira. 

Com sua pelagem laranja-avermelhada, esse animal é o maior canídeo da América do Sul, podendo pesar até 36 quilos, diz o ISPN. Em geral, o lobo-guará tem uma vivência solitária e se alimenta de pequenos animais e de frutos variados do Cerrado – como a “lobeira” (Solanum lycocarpum), que é denominada assim justamente por ser apreciada pelo lobo, como conta o ISPN. 

Além disso, o animal também é protagonista de muitas lendas e da cultura locais, as quais dizem que o lobo-guará teria “poderes mágicos”, sendo capaz de aparecer e desaparecer num piscar de olhos.

2. Tamanduá-bandeira

tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é a maior espécie conhecida de tamanduá, possuindo um corpo medindo entre 1 e 1,33 metro e podendo pesar até 45 kg, como indica a Fundação Jardim Zoológico de Brasília. A espécie é encontrada em campos abertos e savanas, como o Cerrado, mas também ocorre em florestas tropicais e na caatinga

O animal possui uma pelagem espessa cuja coloração pelo corpo varia do acinzentado ao marrom, sendo mais alongada na cauda. Esta, por sua vez, costuma balançar quando o tamanduá corre, assemelhando-se a uma “bandeira”, por isso o seu nome popular, informa o zoológico de Brasília. 

Assim como todos os tamanduás, o bandeira não possui dentes e sua alimentação é insetívora, com preferência para cupins, formigas e pequenos invertebrados, os quais captura com sua língua comprida e pegajosa. Isso também faz com que um dos nomes pelo qual é conhecido seja papa-formigas-gigante. 

3. Carcará

Gavião carcará em área urbana na zona oeste da cidade de São Paulo. O nome científico da ave de rapina é uma combinação de uma onomatopeia tupi com um termo em latim e significa “águia que faz 'cará' 'cará'".

FOTO DE CECILIA BASTOS USP IMAGENS

Entre as centenas de aves presentes no Cerrado, uma que chama atenção é o carcará (Caracara plancus). Também chamado de carancho ou gavião-de-queimada, a ave de rapina brasileira é um parente distante dos falcões, segundo o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ainda de acordo com a instituição, seu nome científico vem do tupi caracará, uma onomatopeia indígena para o som emitido por esta ave, somado à palavra em latim plancus, que significa águia. Assim, seu nome significa águia que emite o som “cará”, “cará”.

Muito comum no bioma do Cerrado, a ave também pode ser observada em grande variedade de ecossistemas, principalmente regiões abertas e parques. Uma característica sua é que, geralmente, também caminha no chão, além de voar. A alimentação do carcará é variada, podendo incluir desde carcaças de animais, passando por répteis, anfíbios, outras aves e até mesmo amendoim, feijão e frutos de dendê, além de outros restos de comida que encontre no lixo, explicam as fontes do Museu Nacional do Rio de Janeiro. 

4. Seriema

A seriema pode chegar até 90 centímetros de comprimento e é uma das poucas aves do mundo que possui “cílios” (pestanas).

FOTO DE DANIEL GENTILI FUNDAÇÃO JARDIM ZOOLÓGICO DE BRASÍLIA

Se o lobo-guará é o mamífero símbolo do Cerrado, entre as aves quem tem esse posto é a seriema (Cariama cristata). Endêmica do bioma, a espécie pode atingir até 90 centímetros de comprimento na fase adulta e o seu peso é capaz de chegar até 1,4 quilos, segundo a Fundação Jardim Zoológico de Brasília. 

A ave possui uma plumagem cinza-amarelada, além de patas e bico vermelhos. Seu abdômen é um pouco mais claro que o dorso e é uma das raras aves que possuem pestanas (cílios). 

Além de representar o Cerrado, segundo o zoológico de Brasília esta ave também é símbolo do estado de Minas Gerais e é protegida em propriedades rurais por se alimentar de cobras. 

5. Perereca das nascentes

Phyllomedusa oreades faz parte de um gênero de anfíbios conhecido como as pererecas das nascentes por habitarem pequenos riachos em ambientes abertos no topo de montanhas e serras. A oreades é endêmica do Cerrado e se encontra distribuída nos platôs de Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, como informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

De coloração geral verde, estas espécies se caracterizam pelo belo desenho reticulado na parte de baixo de torso e membros, nos linhas escuras se sobrepõem ao fundo amarelo-alaranjado. 

Segundo o ICMBio, a perereca costuma ser registrada em altitudes acima dos 750 metros e apenas em riachos margeados com matas de galeria. 





















sexta-feira, outubro 10, 2025

 O QUE SE DEVE SABER SOBRE 0 ALERTA TRINACIONAL PARA SALVAR O PANTANAL DOS INCENDIOSO

Actualizado el 1 de Abril de 2022

Os incêndios dos últimos anos danificaram seriamente o Pantanal: a maior área úmida de água doce do mundo, que se estende pela Bolívia, Brasil e Paraguai.

Diante da urgência da situação, organizações da sociedade civil alertaram a Secretaria da Convenção de Ramsar, tratado intergovernamental para a proteção de áreas úmidas, sobre os danos ao Pantanal e solicitaram seu apoio na busca de soluções.

No atual contexto de crise climática, a proteção de ecossistemas chave, como as zonas húmidas, e a contenção das grandes emissões de dióxido de carbono causadas pelos incêndios florestais são tarefas urgentes.

Segue aqui o que você precisa saber sobre a crise enfrentada pelas áreas úmidas do Pantanal e os esforços recentes para restaurá-las por meio da cooperação transfronteiriça

UM EPICENTRO DE BIODIVERSIDADE EM RISCO

Em seus quase 20 milhões de hectares, o Pantanal abriga pelo menos 3.500 espécies de plantas, cerca de 600 aves, 150 mamíferos, 175 répteis, 40 anfíbios e 300 peixes de água doce. Alguns deles também estão em perigo de extinção em outras regiões. 

O Pantanal ainda abriga a maior concentração de onças e jacarés.

A FORÇA DESTRUTIVA DO FOGO

Em 2019 e 2020, o Pantanal queimou a uma taxa sem precedentes.

Em 2020, os incêndios devastaram 4,3 milhões de hectares da região, o maior número registrado desde 1998. Nesse mesmo ano, 100% do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense no Brasil foi queimado.

O fogo tornou-se em um problema transfronteiriço.

AUMENTANDO A CRISE CLIMÁTICA GLOBAL

Além da perda de florestas, da morte de animais e do impacto direto na saúde e no estilo de vida das comunidades locais, as queimadas no Pantanal agravam a crise climática, um problema global.

Um estudo publicado pela Academia Brasileira de Ciências estima que os incêndios de 2020 na região do Pantanal brasileiro lançaram cerca de 115 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, o que representa mais de 20% das emissões geradas na Colômbia durante o mesmo ano.

ALERTA INTERNACIONAL PARA MEDIDAS URGENTES

No último dia 2 de fevereiro, no Dia Mundial das Zonas Úmidas, a AIDA —em conjunto com o Centro de Diversidade Biológica e Ecologia e Ação (ECOA)— solicitou ao Secretariado da Convenção de Ramsar o envio de uma missão consultiva às seis zonas úmidas do Pantanal localizadas na Bolívia, Brasil e Paraguai.

As organizações também pediram que os locais - considerados de importância internacional pelo tratado - sejam inscritos no Registro de Montreux, a lista mundial de zonas úmidas em sério risco. E incentivaram os três governos a implementar medidas para preservar o bioma como um ecossistema transfronteiriço.

APOIO ESPECIALIZADO A RESGATE

A missão consultiva consiste em uma visita de especialistas internacionais que podem dar recomendações especializadas ao Brasil, Bolívia e Paraguai para superar as condições que colocam em risco a conservação e o uso racional do bioma, bem como desenvolver medidas inovadoras de gestão e proteção”, explica Claudia Velarde, advogada da AIDA.

A inscrição dos locais no Registro de Montreux permite obter auxílio econômico, além de apoio e assessoria técnica para a recuperação da região nos três países.

Em julho de 2021, somente no estado de Mato Grosso, a área queimada do Pantanal foi cinco vezes maior que a de São Paulo.

Com ações adequadas e oportunas será possível evitar que a degradação do ecossistema se repita nos meses de junho e julho deste ano, quando geralmente começam os incêndios florestais.

O alerta enviado pela sociedade civil representa uma importante oportunidade para que os países que compartilham o Pantanal gerenciem sua riqueza ecológica de forma colaborativa e sustentável, unindo esforços para sua preservação.

Versão em espanhol

quarta-feira, outubro 01, 2025

Salve as abelhas 
Você sabia que as abelhas são essenciais para a segurança alimentar em todo o mundo? Mas o uso de agrotóxicos e a crise climática estão ameaçando a vida dessas polinizadoras – e, por consequência, a nossa também. Precisamos nos unir para protegê-las

Sem abelhas, não tem comida!

As abelhas são fundamentais para alimentar o mundo: um terço de toda a produção global de alimentos só acontece graças à sua polinização¹. Caso nada seja feito para combater a mortalidade em massa dessa espécie, há um grave risco de escassez de comida, conforme já alertou a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, onde 60% das famílias já não têm acesso a uma alimentação digna² 

 o cenário é ainda pior. 

¹ Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU)

O que está matando as abelhas – e por que isso importa

Uma das maiores ameaças é o uso generalizado de agrotóxicos. O Brasil recebe quase metade de todas as exportações de neônicos: pesticidas letais para abelhas que já foram proibidos na União Europeia, mas que ainda são autorizados no nosso país. As mudanças climáticas também


O que está matando as abelhas – e por que isso importa

Uma das maiores ameaças é o uso generalizado de agrotóxicos. O Brasil recebe quase metade de todas as exportações de neônicos: pesticidas letais para abelhas que já foram proibidos na União Europeia, mas que ainda são autorizados no nosso país. As mudanças climáticas também cobram seu preço, pois esses insetos têm dificuldade para sobreviver no calor extremo. Se não agirmos agora, a população de polinizadores será dizimada! 

Esse problema tem solução!

Nos últimos cinco anos, mais de 500 milhões de abelhas morreram em solo brasileiro, principalmente por causa dos agrotóxicos. Se não fizermos nada, a previsão é de que essa população diminua em 13% até 2050¹. Pelas abelhas e pela nossa saúde, é urgente fortalecer uma agricultura sem agrotóxicos, priorizando produtores que respeitam a natureza, como a agroecologia e a agricultura familiar. Assine este manifesto. 

Faça sua parte! 

¹ Fonte: Universidade de São Paulo