Cientistas descobrem pegadas de dinossauros gigantes escondidas na Amazônia por mais de 100 milhões de anos
Pesquisadores da UFRR identificam centenas de rastros fossilizados de dinossauros em rochas em Roraima
Pesquisadores brasileiros encontram pegadas de dinossauro na Amazônia
Essa descoberta paleontológica incrível começou em 2011, quando o geólogo Vladimir de Souza, professor da UFRR, observou formas incomuns em grandes lajes de arenito durante um mapeamento geológico no município de Bonfim. As marcas chamaram atenção pela disposição e tamanho, levantando a hipótese de que poderiam ser pegadas de dinossauros.
Nos anos seguintes, a equipe realizou expedições de campo e coletas sistemáticas, somando mais de 80 amostras. As pegadas foram limpas, fotografadas e digitalizadas em 3D por fotogrametria, técnica que cria modelos tridimensionais com alta precisão. Isso permitiu analisar detalhes como formato, profundidade e direção das marcas, confirmando que se tratavam de rastros deixados por dinossauros em solo úmido há milhões de anos.
O estudo é liderado por Lucas Barros, mestre em Ciências Biológicas pela UFRR, que iniciou a pesquisa durante sua iniciação científica em 2021. O artigo com os resultados foi submetido à revista científica Cretaceous Research e está em fase de revisão por especialistas internacionais.
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Com base na análise das rochas e dos fósseis, os pesquisadores estimam que as pegadas tenham entre 103 e 127 milhões de anos. As marcas revelam a presença de quatro grandes grupos de dinossauros:
- Saurópodes
- Ornitópodes
- Terópodes
- Tireóforos
As pegadas também indicam comportamentos coletivos, com marcas de herbívoros concentradas no centro e pegadas de carnívoros nas bordas, como se os predadores seguissem as manadas. Além das pegadas, os pesquisadores encontraram fósseis vegetais da mesma época, mostrando que o ambiente era repleto de samambaias, coníferas e plantas com flor, antepassadas da vegetação típica do lavrado roraimense.
Essas descobertas fazem de Roraima um dos principais pontos de estudo paleontológico da Amazônia, e os pesquisadores já defendem a criação de um parque geológico na área para preservar o sítio e incentivar o turismo científico.
















