sexta-feira, setembro 26, 2025

Protegendo o papel da onça-pintada no equilíbrio do ecossistema na Amazônia

Crédito: Jean GC, Pexels

DESTAQUES DO ARTIGO

  • A Amazônia abriga aproximadamente 90% da população de onças-pintadas.
  • As onças-pintadas desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio ecológico da floresta amazônica, regulando as populações de presas.
  • Esforços de conservação utilizando tecnologia e os corredores ecológicos são vitais para proteger as onças-pintadas e seus habitats

A onça-pintada (Panthera onca), o maior felino das Américas, desempenha um papel crucial no equilíbrio ecológico da floresta amazônica ao regular populações de herbívoros, como capivaras, e predadores menores, preservando a rica biodiversidade da região. Lar de cerca de 90% da população mundial dessa espécie, a Amazônia depende desses predadores de topo para manter sua saúde ecológica. Além de sua importância ecológica, a espécie tem um profundo significado cultural, sendo reverenciada como símbolo sagrado e protetor da floresta pelas comunidades indígenas.

Ameaças crescentes, como a degradação da floresta e o desmatamento, estão reduzindo o habitat da onça-pintada em um ritmo alarmante, o que gera uma necessidade urgente de esforços de conservação. Nas últimas duas décadas, a Amazônia perdeu cerca de 17% de sua cobertura florestal, e mais perdas ameaçam levá-la a condições semelhantes às da savana. Para as onças-pintadas, isso significa territórios cada vez menores e fragmentados, o que aumenta o risco de conflitos entre humanos e animais selvagens, pois elas são forçadas a se aproximar de assentamentos humanos, onde o gado se torna uma presa, intensificando as tensões com as comunidades locais. Além da perda de habitat, suas populações são diretamente ameaçadas pela caça ilegal e pelo tráfico de seus dentes e ossos em um crescente mercado negro. Como resultado dessas pressões combinadas, as populações de onças-pintadas sofreram um declínio estimado em 25% nos últimos 100 anos, com estudos recentes indicando uma população de aproximadamente 161.196 indivíduos na região amazônica. (Estratégia Estratégia de Conservação da Onça-Pintada, WWF).  

A tecnologia se tornou uma ferramenta vital nas estratégias de proteção das onças-pintadas. Armadilhas fotográficas equipadas com sensores de movimento são amplamente utilizadas para monitorar as populações de onças-pintadas, oferecendo informações valiosas sobre seus números, comportamentos e habitats. Um exemplo, apoiado pelo Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL), é o Wildlife Insights, uma ferramenta que usa a Inteligência Artificial para análisar grandes conjuntos de dados de armadilhas fotográficas para prever tendências no movimento da onça-pintada e no uso do seu habitat. Os drones também são empregados para monitorar o desmatamento ilegal e a caça ilegal, oferecendo vigilância em tempo real para proteger os habitats das onças-pintadas. Além disso, imagens de satélite e sistemas de informação geográfica (SIG) podem ajudar a identificar áreas cruciais para a restauração do habitat e a criação de corredores.  

A criação e a manutenção de corredores ecológicos correspondem a uma estratégia de conservação, permitindo que as onças pintadas circulem livremente e acessem diversas fontes de alimento, além de se reproduzir. Esses corredores são mapeados por meio de modelos preditivos informados por dados de satélite, garantindo a conexão eficaz de habitats críticos.  

Várias estratégias de conservação estão protegendo ativamente o futuro das onças-pintadas e da Amazônia.  


Imagem de armadilha fotográfica mostra uma onça-pintada vagando pela floresta amazônica equatoriana. Cortesia da WWF Equador.

Em seus esforços para conservar, restaurar e proteger paisagens em toda a região amazônica, o ASL contribui para a proteção da onça-pintada. No Equador, graças ao projeto “Corredores de Conectividade em duas Paisagens Prioritárias na Região Amazônica Equatoriana”, corredores ecológicos estão sendo estabelecidos nas regiões priorizadas da Amazônia. Os corredores Cuyabeno - Limoncocha - Yasuní e Palora - Pastaza permitirão a movimentação da fauna, incluindo o grande felino, e a dispersão da flora, favorecendo ecossistemas saudáveis. O estabelecimento de corredores é acompanhado do fortalecimento da governança, do estabelecimento de acordos comunitários de conservação, da promoção de práticas agrícolas sustentáveis e de bioempresas, do incentivo ao monitoramento da biodiversidade pelas comunidades e da realização de atividades de educação ambiental. 

Com o apoio do projeto “Fortalecimento da Gestão de Paisagens Protegidas e Produtivas na Amazônia Surinamesa”, o Suriname está reafirmando seu compromisso com o fortalecimento da conservação da onça-pintada. Nesse contexto, está sendo desenvolvido um plano abrangente de manejo de onças-pintadas para enfrentar os desafios locais e globais por meio da proteção de habitats, do combate a ameaças como a caça ilegal e da promoção de práticas sustentáveis. Essa iniciativa também prioriza o aprimoramento da capacidade institucional, o estímulo ao envolvimento da comunidade, a promoção da colaboração entre agências, a melhoria dos sistemas de monitoramento e o fortalecimento da fiscalização contra o tráfico ilegal de onças-pintadas e suas partes.

Para comemorar o Dia Mundial da Onça-Pintada deste ano (dia 29 de novembro), as atividades educacionais começarão com um passeio escolar no Zoológico de Paramaribo, seguido de programas comunitários e escolares. Esses eventos têm como objetivo aumentar a conscientização sobre o comportamento da onça-pintada e incentivar a coexistência com os seres humanos nas vizinhanças onde as onças estão presentes.

O destino da onça-pintada reflete a saúde da própria Amazônia. Proteger esses felinos majestosos significa preservar um ecossistema vital e reforçar a dedicação necessária para viver em harmonia com a natureza. As onças-pintadas não são apenas uma espécie que precisa ser conservada - elas são peças-chave na manutenção da biodiversidade e na preservação da região amazônica.

segunda-feira, setembro 22, 2025

 

Conheça o Pantanal e sua importância climática para o Brasil

Maior planície alagável do planeta é considerado uma região de transição entre a Amazônia e o Cerrado e atua diretamente na regulação climática do país

A onça é um importante chamariz para o turismo do Pantanal — Foto: Documenta Pantanal/Araquém Alcântara -

Desde 2020 as secas no Pantanal vêm assustando não apenas os cientistas do clima como toda a população brasileira. Apesar das queimadas serem um fenômeno natural do bioma, ano após ano, a região vem enfrentando cenários de secas e incêndios recordes. Segundo um estudo feito pelo instituto WWF Brasil, a estiagem deste ano já é a mais rigorosa em 40 anos. Diante de todos os holofotes ambientais mirados para esse ecossistema único, você conhece, de fato, o Pantanal? Conhece suas características climáticas? Sabe qual o dinamismo climático da região? Entende, de fato, a importância desse bioma para a integridade do Brasil como um todo? Pensando nisso, o Sustentabilidade Brasil preparou uma publicação te apresentando as principais informações e características do bioma das regiões alagadas. 

Por falar em alagamento, o Pantanal é conhecido por ser a maior planície alagável do planeta! Apesar dos seus anuais períodos naturais de seca, o bioma pantaneiro -em sua dinâmica natural e em equilíbrio- passa a maior parte do ano alagado. Os cenários de campos e vegetações imersos em água são sua marca registrada. 

Localização

O bioma de planícies alagáveis localiza-se majoritariamente no estado do Mato Grosso do Sul -65% de seu território- e 35% no Mato Grosso. Uma curiosidade é que esse bioma não é exclusivamente brasileiro. Parte dele estende-se nos territórios da Bolívia e Paraguai. O Pantanal é considerado o menor bioma brasileiro. Dado fato preocupa, ainda mais, diante da situação que a região enfrenta em 2024. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o ecossistema representa 1,76% do total do território brasileiro, o que equivale a aproximadamente uma área de 150 mil quilômetros quadrados.  

Existe uma singularidade nesse ecossistema que o difere dos demais. Praticamente 95% do território total do bioma são áreas de propriedade privada, como fazendas de cultivos, por exemplo. Somente 4,6% da região está protegida como Unidades de Conservação (UC), sendo que 2,9% correspondem a unidades de conservação de proteção integral e 1,7% a UCs de uso sustentável, como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).

Fauna

Ainda de acordo com estudos da ONG WWF Brasil, existem cerca de 263 espécies de peixes, 122 de mamíferos, 93 de répteis, 656 de aves e 1.032 de borboletas no bioma. Durante os excessos de queimadas que anualmente vêm sendo superados, as imagens mais chocantes são, sempre, as de animais atingidos pelo fogo, pois a vitrine do ecossistema é a variedade de animais que dão vida ao Pantanal. Boa parte deles corre risco de extinção, como o símbolo do bioma: a Onça-pintada, o maior felino das Américas 

Além dos prejuízos climáticos e ambientais que o desequilíbrio do ecossistema enfrenta com as queimadas em descontrole, a zona pantaneira também é afetada economicamente na esfera do ecoturismo. Isso acontece porque o auge da atividade concentra-se na observação de animais e plantas exclusivas da região, que tem sua alta temporada concentrada nessa época do ano. 

Foto: PixaBay

Flora

Enaltecendo ainda mais as peculiaridades do bioma pantaneiro, a flora da região é conhecida por ser um grande e rico mosaico brasileiro. Isso acontece porque a área fica localizada entre o Cerrado e a Amazônia. Dessa forma, acaba sendo influenciada por ambos biomas e, ainda, por um terceiro que encontra-se majoritariamente nos territórios bolivianos e paraguaios, o Chaco. Assim, confirmando, ainda mais, a originalidade dessa região ímpar.

Graças à maior proximidade com o território do Cerrado, as características das árvores são possuir troncos tortuosos. Porém, graças à grande umidade -causada pelos alagamentos-, a vegetação atinge uma altura média a grande, o que não acontece no Cerrado. Além disso, quando se fala-se de queimadas naturais, o fogo é essencial para o desenvolvimento de várias espécies e a germinação de suas sementes. Dessa forma, o fogo faz parte do ciclo natural e harmônico do bioma, mas a demasia e intensidade das queimadas, ano após ano, escancaram a interferência e prejuízo por parte das ações humanas no meio ambiente terrestre e climático no ecossistema.

Foto: PixaBay

Influência climática 

O Pantanal é conhecido por atuar na regulação do clima e do ciclo hidrológico brasileiro. A região funciona como uma esponja natural, absorvendo e liberando água de forma gradual ao longo do ano. Dessa forma, promove a regulação do ciclo hidrológico, evitando enchentes devastadoras e garantindo um fluxo constante de água para rios e afluentes, que por sua vez contribui para a produção de energia hidrelétrica e para o abastecimento de água potável. Assim, a desarmonia e desequilíbrio da dinâmica natural do ecossistema -envolvendo fauna, flora e clima- tem um potencial de efeito “bola de neve” para todo o território brasileiro. Causando assim, um efeito dominó em áreas e biomas direta e indiretamente ligadas e dependentes do Pantanal. Preservar o Pantanal é preservar todo um país que arde em chamas junto a ele.

Prefeitura de Uberlandia/mg encerra Semana do Meio Ambiente com limpeza das margens dos córregos Liso e do Lobo

EVENTO SERVIU PARA CONSCIENTIZAR SOBRE A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
7 DE JUNHO DE 2025


A Prefeitura de Uberlândia encerrou, neste sábado (7), as atividades da Semana do Meio Ambiente 2025, que teve como tema “Cuidar do presente para garantir o futuro: Uberlândia unida pelo meio ambiente”. Durante o período da manhã foram realizadas limpezas nas margens dos córregos Liso e do Lobo que resultaram na coleta de 31 metros cúbicos de lixo. A iniciativa foi promovida pela Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade e parceiros e teve o objetivo de promover a conscientização ambiental e incentivar práticas sustentáveis.

Durante toda a semana, diversas atividades foram realizadas, como exposições fotográficas, doação de mudas e visitas técnicas. Uma série de Trilhas Ecológicas Investigativas foi feita na mata do Zoológico Municipal, no Parque do Sabiá, e contou com a participação de professores e 270 alunos de seis escolas da rede municipal. Foram ofertados dois tipos de trilhas, ambas orientadas por educadores ambientais e monitores: com duração de 30 minutos, recomendado para crianças com idade até 12 anos, e de 1 hora, para adultos e crianças maiores de 12 anos.

A Semana foi organizada pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal Gestão Ambiental e Sustentabilidade, em parceria com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) e outras secretarias, além do apoio de outros parceiros externos como o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP), universidades, Organizações Não Governamentais (ONGs) e empresas locais.

terça-feira, setembro 16, 2025

Pantanal: Biodiversidade que une as maiores bacias da América do Sul

Pantanal: Biodiversidade que une as maiores bacias da América do Sul

Conhecido mundialmente por suas belezas naturais, o Pantanal desempenha um papel de destaque na conservação da biodiversidade da América do Sul. O bioma é a maior planície alagável do planeta e mais de 3.500 espécies de plantas e animais já foram identificadas no território, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O bioma é tão importante que foi tombado como Patrimônio Natural da Humanidade, pela Constituição de 1988 e, nos anos 2000, ganhou o título de "Reserva da Biosfera", da Unesco. Além disso, com o objetivo de impulsionar a preservação da fauna e flora do ecossistema, o dia 12 de novembro foi instituído pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em 2008, como o Dia do Pantanal. A data também homenageia o professor e ambientalista Francisco Anselmo de Barros, que dedicou-se durante 30 anos à luta pela preservação do bioma.

Onde está localizado o Pantanal?

O Pantanal é o menor bioma existente no Brasil, representando cerca de 2% do total nacional. Ele está localizado no Centro-Oeste do país, ocupando parte dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e também pode ser identificado no norte do Paraguai e no leste da Bolívia.

Segundo o governo federal, diversas comunidades tradicionais habitam as áreas de extensão do Pantanal, como indígenas, quilombolas, coletores de iscas ao longo do Rio Paraguai, comunidade Amolar e Paraguai Mirim, contribuindo para a formação cultural da população pantaneira.

Bioma do Pantanal: fauna e flora

Mesmo sendo o bioma de menor extensão do Brasil, o Pantanal é a maior planície inundável do planeta e conta com um reservatório de água doce com altitudes que chegam a 150 metros. Durante períodos de cheia, seu cenário se transforma em um grande lençol d'água. A área também é circundada por planaltos que atingem, em média, 700 metros de altitude.

No território brasileiro, o Pantanal é o único que reúne espécies de plantas, árvores e animais de outros biomas, como Cerrado, Caatinga e Amazônia. A flora pantaneira abriga, por exemplo, o camalote-da-meia-noite e a vitória-régia, migrados da Amazônia, e árvores tortuosas baixas e de médio porte, também identificadas no Cerrado.

A vegetação local é variada, principalmente pela inundação do solo da região. Próximo aos rios, as matas ciliares têm características densas, com figueiras e ingazeiros e buritis, além dos vegetais aquáticos, como vitórias-régia, aguapés, ervas-de-santa-luzia, utriculárias e cabombas.

 

A fauna do Pantanal é conhecida por ser muito rica e abrigar animais de diversas regiões do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase toda fauna do país pode ser encontrada no bioma.

símbolo oficial do Pantanal, segundo a Lei 5950/1992, é o Jabiru mycteria, ave popularmente conhecida como tuiuiú. Ela pertence à família Ciconiidae (das cegonhas), maior da região com capacidade de voar – pode chegar a 1,60 metros de altura e pesar até 8 quilos. Possui pernas compridas, bico longo, cabeça preta, faixa vermelha no pescoço e corpo branco. O tuiuiú se alimenta de moluscos, peixes, répteis, insetos e pequenos mamíferos, além de peixes mortos.

 

Outras espécies presentes no bioma, também bastante conhecidas e muito importantes para a biodiversidade local, são: a onça-pintada (Panthera onca), o jacaré-do-pantanal (Caiman yacare), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), a ariranha (Pteronura brasiliensis) e a sucuri-amarela (Eunectes notaeus).

 

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  • Panatanal - Sucuri

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  • Panatanal - Ariranha

  • Panatanal - Sucuri  

  • Pantanal - Onça

Como é o clima do Pantanal?

 

O Pantanal recebe influências do clima tropical, tendo o verão marcado por chuvas (entre outubro e março) e o inverno seco (entre abril e setembro), contribuindo para o turismo local, fator importante para a economia da região.

Durante o período de chuva, com a temperatura ultrapassando 30 graus Celsius, o turismo é limitado e a pesca é proibida, devido a época de reprodução dos peixes. Já durante a seca, os visitantes aproveitam a temperatura mais amena, entre 20 e 25 graus Celsius, para passeios de barco e compras no comércio local.

Preservação do bioma

Diversas ações de preservação são realizadas na região pantaneira. Por ser um Patrimônio Nacional do Brasil, o bioma é protegido pela Constituição Federal. Atualmente, a principal iniciativa do Departamento de Ecossistemas do MMA para o Pantanal é o Projeto GEF Terrestre – Estratégias de conservação, restauração e manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal, coordenado pelo MMA, implantado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O programa foi iniciado em maio de 2018, com previsão de término em maio de 2023.

Apesar da iniciativa, as riquezas do Pantanal estão ameaçadas por consequências de ações do homem e dos desastres causados por mudanças climáticas. Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o crescimento dos incêndios na região foi de 200% entre 2019 e 2020. O Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apontou ainda que as queimadas devastaram cerca de 29% do território do bioma.

Em 2020, o Pantanal passou pelo maior incêndio já ocorrido na região, consumindo 30% da área do bioma. Na época, diversas ONGs, voluntários, instituições e empresas, como a Neoenergia, se uniram para conter os prejuízos causados ao meio ambiente e às populações locais. Dois anos após o desastre, analistas do meio ambiente identificaram que os animais estão retornando aos locais atingidos pelos incêndios, mas a recuperação da fauna e flora ainda pode demorar décadas.​​​​​​